segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PROCRASTINAÇÃO!


Por que #adio sempre meus #SONHOS? (Procrastinação)
Você é daqueles que sempre #começa algo, mas nunca #termina ou não consegue terminar? Se não é, conhece alguém assim? Embora não seja capital, esse é um dos pecados cometidos por muitos e é também letal. É o pecado da #procrastinação.
Procrastinar não é popularmente conhecido. Porém, sua ação é mais comum do que se possa imaginar. Procrastinar é o mesmo que “transferir para outro dia; adiar, delongar, #deixar sempre para depois”. Ainda que a procrastinação faça parte da vida de milhares de pessoas, não se pode #aceitá-la como #natural no nosso dia-a-dia.
Engana-se quem pensa que o “começar e nunca terminar” só afeta o lado profissional. Essa “doença”, que retarda sonhos e alvos, também afeta o lado pessoal (emocional). Você fica infeliz e isso afeta tudo e todos a sua volta.
Pare de #sabotar teus #sonhos, isso tem acabado com sua autoestima. Que tal voltar estudar (curso, faculdade) voltar a trabalhar... Haaaá já passou tanto tempo. Pare com isso agora! Pare de adiar sua felicidade! Você já se #doou muito pelos #outros (esposo (a), filhos, pai e mãe). Agora está na #hora de #pensar um #pouco em #você (isso não é pecado).
Minha esposa depois de 17 anos, voltou a estudar enfermagem, como ela está feliz, alegre, se sentindo útil para ela mesma (autoestima dela está lá nas alturas).
EU tenho sido o mais beneficiado nisso tudo, com retorno de minha esposa ao estudo. Sempre a incentivei!
#MARIDOS incentivem suas esposas a #realizarem seus #sonhos, e não seja um obstáculo a isso. É duro o que vou falar, mas é a pura realidade. A #felicidade de nossa esposa, não se #resume a você (marido), a #casa (fazeres domésticos) e nem mesmo os filhos. Não estou querendo dizer que as esposas não tem alegria em cuidar do que mencionei, mas muitas esposas são tolhidas de suas realizações pessoais e isso as adoece.
#MARIDOS Ajudem suas esposas a não PROCRASTINAR! Vocês perceberam que serão os maiores beneficiados de tudo isso. #Pense#Nisso!
#ESPOSAS corram o risco por vocês! Comecem hoje e não amanhã, a trilhar seu sonho pessoal.
(Reflexão extraída de minha Fan page)

Em Cristo,
Edmilson Santos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Seu filho auxilia na atividade de casa?


Como pais, sempre desejamos proporcionar aos nossos filhos uma vida melhor do que aquela que tivemos e a oportunidade de alcançarem condições melhores que as que temos, como adultos.
Nessa busca por conforto e uma vida melhor, tornou-se rara, em muitos lares, a participação dos filhos na realização de tarefas domésticas. Guardar a louça, lavar o quintal, estender ou recolher a roupa, arrumar o próprio quarto são atividades desconhecidas ou não praticadas por muitas crianças. Normalmente, são feitas por mães sobrecarregadas ou funcionárias domésticas. Seria essa, realmente, a melhor forma de educá-las?
Logicamente, discutir “a melhor forma de educar” pode trazer à tona questões muito delicadas, visto que essa “melhor forma” depende dos valores de cada família, das expectativas e propósito dos pais em relação aos filhos, e à concepção de mundo em que se baseiam. Portanto, essa não é uma tarefa simples.
No entanto, mesmo que não se possa avaliar “a melhor forma de educar”, podemos utilizar um parâmetro comum para aferir nossas ações. Posso afirmar que, pessoalmente, sou adepto ao modelo bíblico cristão para a construção dos meus valores pessoais, e eles norteiam os princípios adotados por minha família. No entanto, independente da visão adotada, acredito que a possibilidade de analisar os benefícios de determinadas práticas é sempre útil para provocar uma reflexão e, neste artigo, pretendo expor algumas contribuições da participação nas atividades domésticas para a formação do caráter e o desenvolvimento cognitivo das crianças.
DESENVOLVE A PRESTATIVIDADE
As crianças que ajudam em casa tornam-se pessoas prestativas. Uma escritora americana reconhecida por sua grande contribuição em diversas áreas, inclusive educação, afirma em um de seus livros que “enquanto [as crianças] ainda são pequenas, deve a mãe dar-lhes alguma tarefa simples para fazer, cada dia. Levará mais tempo para os ensinar do que fazê-la ela própria, mas lembre-se que deve, para a formação do caráter deles, deve ser lançado o fundamento da prestatividade. É essa prestatividade que prepara a pessoa para ser útil à família e à sociedade
EVITA COMPORTAMENTOS INADEQUADOS

De forma contundente, a prática mostra como a ocupação em atividade útil é necessária para preservar a criança e o adolescente de envolverem-se com companhias inadequadas e desenvolver hábitos prejudiciais. Quando comparamos a situação da infância hoje com a de nossos avós ou até mesmo alguns de nossos pais, vemos que eles não possuíam praticamente nenhum dos recursos que as crianças de hoje possuem. No entanto, atualmente, a insatisfação de muitas crianças em relação à escola e sua condição de vida, mesmo quando cercadas de conforto e brinquedos, é bastante preocupante. Seria essa insatisfação o resultado de não conhecerem a quantidade de esforços despendidos pelas gerações anteriores para que elas desfrutassem das condições que agora possuem?

Em Cristo,
Edmilson Santos

Fonte: Esperança.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O Silêncio no Casamento

Como é possível que duas pessoas que prometeram se amar cheguem a ponto de ficar sem se falar por horas — ou até por dias? Elas dizem a si mesmas: ‘Pelo menos paramos de brigar.’ Mas isso não resolve o problema, e os dois se sentem mal com a situação.

POR QUE ACONTECE

Vingança. Algumas pessoas usam o silêncio para se vingar. Por exemplo, pense num marido que planejou o fim de semana sem consultar a esposa. Quando ela descobre, fica brava e diz que ele não teve consideração. Ele retruca dizendo que ela é sensível demais. A esposa sai pisando duro e fica emburrada. Por ficar em silêncio, é como se ela dissesse: “Você me magoou, então agora eu vou magoar você também.”

Manipulação. Alguns usam o silêncio para conseguir o que querem. Por exemplo, pense num casal que está planejando uma viagem, e a esposa quer levar os pais dela junto. O marido não concorda. “Você está casada comigo, não com seus pais”, diz ele. Daí, para de falar com a esposa, esperando que ela finalmente ceda e faça a vontade dele.

Naturalmente, isso não quer dizer que um casal não possa interromper uma conversa quando os ânimos estão ficando exaltados. Isso na verdade os ajudará a se acalmar antes que a situação saia do controle. A Bíblia diz que existe um “tempo para ficar quieto”. (Eclesiastes 3:7) Mas, quando é usado como meio de vingança ou manipulação, o silêncio com o tempo diminui o respeito que um tem pelo outro — além de não resolver o problema. Como você pode evitar que isso aconteça ao seu casamento?

 O QUE VOCÊ PODE FAZER

O primeiro passo é reconhecer que essa tática, na melhor das hipóteses, funciona apenas por um tempo. É verdade que cortar o diálogo pode satisfazer seu desejo de vingança ou obrigar a outra pessoa a fazer suas vontades. Mas é assim que você realmente quer tratar a pessoa a quem prometeu amar? Existem soluções melhores!

Tenha discernimento. A Bíblia diz que o amor “não se irrita facilmente”. (1 Coríntios 13:4, 5, Bíblia Fácil de Ler) Assim, se, num momento de irritação, seu cônjuge disser coisas como “Você nunca me ouve” ou “Você sempre se atrasa”, não leve isso ao pé da letra. Tente perceber o que está por trás dessas palavras. Por exemplo, “Você nunca me ouve” pode significar “Sinto que você não leva minha opinião a sério”. — Princípio bíblico: Provérbios 14:29.

Em Cristo,
Edmilson Santos

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Tire seu Casamento da U.T.I

Tire seu Casamento da U.T.I





Segundo pesquisa do IBGE, em 2007, um em quatro casamentos termina em divórcio. Sem dúvida é um índice muito elevado. O que a pesquisa não consegue apresentar é a quantidade de casais que vivem felizes em comparação com aqueles que apenas sobrevivem sob o mesmo teto, mas estão divorciados emocionalmente. Alguns casamentos estão em tal estado de morbidez, que afeta a saúde física, mental e emocional dos que estão envolvidos na relação. Quando um parente nosso vai para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), ficamos preocupados, pois entendemos que o estado é grave. Corremos atrás dos médicos até ouvir a notícia de que o enfermo já pode deixar a unidade. Infelizmente, alguns casamentos estão na UTI há um longo tempo, e as pessoas não se preocupam e ainda se acomodam, pensando: “Ah! Todo mundo tem problemas!” Enquanto isso o Médico dos médicos, Jesus Cristo, aguarda ser chamado para efetuar a cura e levar o casamento de volta ao plano original de Deus. Quanto você está disposto a gastar para conseguir a cura física de um ente querido? Conheço pais que gastaram tudo o que possuíam, tentando a cura ou ao menos minorar o sofrimento de um filho doente. Pena que alguns não se dispõem a fazer nada pela cura do seu casamento. Terminam se acomodando numa vida infeliz, cheia de frustração, quando com determinação poderiam fazer a diferença na vida a dois. Algumas perguntas poderão ajudar a avaliar seu casamento. Quando saem juntos, você pega na mão de sua esposa, põe o braço sobre seu ombro? Você fala palavras românticas ao ouvido do seu cônjuge? Você senta ao lado dele(a) trocando carinhos enquanto assistem TV? Ainda existe aquela alegria em mandar bilhetes, torpedos (minha esposa Maurelice ama torpedo) e ligar um para o outro só para dizer que estava com saudade? É possível que para algumas perguntas à sua resposta seja NÃO! Aquele primeiro amor já esfriou. Seu casamento se tornou chato, triste e insuportável. São duas pessoas apenas sobrevivendo sob o mesmo teto. Calma! Nem tudo está perdido. Se você quer começar uma nova vida em seu casamento, quero sugerir cinco passos.

 1. COLOQUE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR – Se Deus não ocupar o primeiro lugar em sua vida, você terá dificuldades no casamento. Casamento precisa de amor. E onde se encontra o verdadeiro amor? Na Fonte. A Bíblia é muito clara, “Deus é amor”. Se estiver faltando amor em seu casamento é porque está faltando Deus. Além disso, todo relacionamento precisa de perdão. Infelizmente muitas vezes magoamos aos que mais amamos. A tendência natural do ser humano é se vingar, pagar com a mesma moeda. Mas, para ser feliz é preciso perdoar; e somente Deus nos habilita a perdoar os que nos ofendem. A verdade é que quanto mais próximo você estiver de Deus por meio da oração e da reflexão em Sua Palavra, mais perto estará do seu cônjuge. E se você quer estar cada vez mais unido ao seu companheiro (a), experimentem orar juntos todos os dias. O casal que ora unido, permanece unido.

 2. GASTE TEMPO PARA CONHECER O SEU CÔNJUGE – Há 10 (dez) anos atendo casais em crise, e ainda me surpreende quão pouco alguns se conhecem. Tenho dito para alguns que, apesar de estarem casados há anos, ainda não são um casal, pois levam vidas independentes, sem conhecer as necessidades e os sonhos um do outro. Vivem na mesma casa e até dormem na mesma cama, mas não há companheirismo e cumplicidade entre eles. Separe tempo para conversar com o seu cônjuge, não sobre os assuntos cotidianos, como contas a pagar e problemas com as crianças, mas, gaste tempo para falar de vocês, dos planos para o futuro, dos desejos mais secretos, tudo isto num espírito de compreensão e intimidade, sem críticas ou acusações. Façam coisas juntos. É investindo tempo juntos que aprendem a lidar melhor um com o outro.

 3. APRENDA A SE COMUNICAR – Como pode um casal se dar bem se não consegue se comunicar? Comunicação não é falar apenas, como pensam alguns, mas inclui também ser ouvido e compreendido. Na vida a dois a comunicação é um grande desafio, pois homens e mulheres agem como se falassem línguas diferentes. O homem é mais direto e objetivo ao falar. Naturalmente ele ouve com facilidade alguém que se comunica no mesmo estilo. Por outro lado, a mulher não é tão direta, ela floreia a linguagem, coloca emoção na sua fala, cria um clima. E assim, “às vezes” não é muito clara sobre o que quer dizer, mesmo assim, espera que o marido a compreenda. O problema é que, com estilos tão diferentes, bem antes que a esposa conclua o que está dizendo o marido já se desligou completamente da conversa. E mesmo que ele responda “hum-hum”, é possível que não tenha prestado atenção em metade do que foi dito. Isso gera conflitos. A mulher acha que ele não está lhe dando atenção e ele não consegue suportar uma conversa tão comprida. A solução é cada um ceder um pouco. O homem deve exercitar a atenção, quando a esposa estiver falando, e a mulher deve evitar detalhes desnecessários. Mulher, quando conversar com uma amiga, fale do seu jeito porque ela vai entender e adorar. Já com o seu marido, para o bem da comunicação do casal, economize palavras e seja o mais direta possível. Marido, quando sua esposa terminar de falar, resuma o que você entendeu e confirme, “é isso que você está querendo dizer?” São dicas simples que evitarão mal-entendidos.

4. VALORIZE SEU CÔNJUGE – Se não tiver algo de bom para dizer, não diga nada. Infelizmente é muito mais fácil criticar do que elogiar. Se você evitar as críticas e abusar dos elogios sinceros, vai se surpreender com o que acontecerá no seu casamento. Ninguém consegue ser feliz ao lado de alguém que só lhe aponta os defeitos, mesmo com a melhor das intenções. Nunca diga nada que possa constranger seu cônjuge, nem de brincadeira. Não use palavras ásperas ou de baixo calão. Reconheça as habilidades que ele(a) possui e verbalize o quanto se orgulha de sua capacidade. Valorizar o cônjuge é incentivá-lo a estar de bem com ele mesmo e com o mundo. Valorizar seu cônjuge é dizer, por palavras e atos, o quanto ele é importante para você. Uma pessoa elogiada tem vontade de fazer mais e melhor, e isso a torna um melhor cônjuge, pai ou mãe, profissional e cristão.


5. SEJA FELIZ, FAZENDO O OUTRO FELIZEste é o segredo. Há pessoas preocupadas apenas com sua felicidade, passam a maior parte da vida reclamando do cônjuge e tentando mudá-lo. Concentram-se naquilo que o outro não faz. Esqueça. Isso só vai trazer frustração. Pense no que pode fazer para que seu cônjuge seja a pessoa mais feliz do mundo. Descubra pequenos gestos, pequenas atenções e detalhes que o farão feliz. Nunca ameace seu cônjuge com separação, aliás, não alimente o pensamento de que o seu casamento foi um erro. Não vá dormir sem fazer as pazes, a Bíblia orienta a que “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Você se surpreenderá ao notar que, na intenção de fazer o outro feliz, você encontrará a própria felicidade. Atendi certa vez um casal, cujo casamento estava na UTI, em coma profundo. O marido estava se relacionando com outra pessoa que o fazia sentir-se bem e valorizado, enquanto a esposa só lhe tratava com grosseria. A esposa se queixava de não receber atenção e de que o marido queria alguém apenas para servi-lo. Ela não sabia da existência de uma terceira pessoa, mas estava desconfiada. Enfim, tudo que enxergavam como desfecho era o fim do casamento. Recomendei uma trégua e desafiei os dois a utilizarem os cinco passos que sugeri acima. Se nada acontecesse, eu apoiaria a separação. Avisei que não seria fácil e que eles não conseguiriam sem ajuda Divina. O marido disse que seria preciso um milagre para mudar as coisas, pois o casamento já estava morto. E, sinceramente, ele não acreditava ser possível, mesmo assim, faria a última tentativa. Alguns meses se passaram e o casal agora trazia um novo brilho no olhar. Ele me disse, “descobri que ela é a mulher da minha vida”, referindo-se à esposa, e ela, por sua vez, irradiava felicidade num lindo sorriso. Se você estiver disposto a fazer sua parte para salvar o casamento, pode ter certeza de que Deus fará a parte dEle. Mas Ele nunca fará o que você pode fazer. Sua parte é decidir e investir no relacionamento, sem esperar que o outro faça primeiro. Quando você decide e começa a agir, Deus lhe concede a força necessária para mudar. E, à medida que você muda suas atitudes, seu cônjuge reagirá à nova forma como está sendo tratado. Mudança gera mudança. A promessa é de Deus: “Dar-lhes- -ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr 32:39). ACREDITE! Deus pode e quer tirar seu casamento da UTI, para o seu bem e a felicidade de seus filhos. Busque o poder de Deus e seja feliz com um casamento saudável.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Por: Daise Reis (Terapeuta conjugal e familiar)



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"Crescendo na Graça e no Conhecimento "




"O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano" - Sl 92:12

O versículo fala da Palmeira e do Líbano.
Que lições poderíamos aprender com essas duas plantas? O que o justo a ver com elas?

1. O Justo florescerá como a Palmeira:

1.1. Adaptabilidade e crescimento da Palmeira:
A Palmeira se adapta bem em qualquer ambiente: zonas rurais, urbanas e interiores. Seu tamanho varia, de acordo com seu aproveitamento e condições ambientais. Podem crescer até 40 metros.

A Bíblia, no mesmo Salmo, indica o melhor lugar onde o "cristão palmeira" deve ser plantado: "Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus".

Adubada pela Palavra de Deus, a planta cria raízes firmes e profundas e assim, alcança grande crescimento.

Palmeiras se destacam, são visíveis a longas distâncias. Assim é o servo de Deus: é notado pela sua maneira especial de ser, seu amor e testemunho alcançam vidas, mesmo que estas estejam em lugares longíguos.

1.2. Resistência da palmeira:
A resistência a ventos e tempestades é uma outra característica da planta. Elas balançam, perdem folhas... mas não caem facilmente. É muito trabalhoso arrancar uma palmeira adulta do solo.

Exemplo disso: em Janeiro de 2005, um tsunami devastou a Indonésia. As imagens que percorreram o mundo mostraram casas sendo destruídas, prédios sucumbindo a força da água, muitos destroços e pessoas sendo arrastadas. Em meio ao terrível cenário, víamos palmeiras intactas e pessoas agarrando-se a elas para sobreviverem. Uma mulher de 23 anos (Melawati), da província de Aceh, sobreviveu cinco dias agarrada ao tronco de uma palmeira, em alto-mar. Foi resgatada por um barco pesqueiro.

Assim é com o justo; sujeito a "ventos fortes e tempestades". Por vezes, saímos tão machucados, mas, a graça de Deus nos sustenta nos dando vida e vigor para amparar os mais fracos.
"Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, O Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus" - I Cor 1:4.

1.3. Da palmeira tudo se aproveita:
Da planta, aproveita-se tudo, produzindo-se: fibras, óleos, ceras, etc. Crescimento, adaptação e estabilidade são características marcantes da palmeira.

Assim é com o cristão justo: "Todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus". (Rom. 8:28). Deus transforma situações de derrota em vitória. Nada é em vão para o cristão, obediente à Palavra.

Não foi assim com Jesus? Satanás achou que o tinha derrotado com a crucificação. Mas, foi justamente ali que construiu a maior de todas as vitórias. Foi quando o apóstolo Paulo se sentiu fraco que Deus lhe falou: "Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" - II Cor 12

A "ventania" sopra, arranca folhas, espalha as flores e quando cessa tudo, lá está o servo obediente, tal qual a palmeira: Ilustre vencedor, mais forte, pronto para florescer e renovar as forças.

1.4.Florescimento da Palmeira:
As Palmeiras florescem numerosas vezes, em abundância, o ano inteiro, em todas as estações. Os insetos, especialmente as abelhas, encontram ali alimento e contribuem com a polinização.

Depois das flores, os frutos. Sendo "Cristão palmeira", os frutos são abundantes o ano inteiro, independente da estação.
As abelhas representam os sedentos, ávidos por alimento para a alma, saciando-se do néctar do cristão. Compara-se o néctar ao Espírito Santo, que tem poder para convencer o homem "do pecado, da justiça e do juízo" - Jo 16:18.

As abelhas são como a mulher samaritana: levam as boas novas a outras que passam a "beber da mesma fonte".


2. O Justo como Cedro no Líbano.

Na segunda parte do versículo, a Bíblia assevera que o justo crescerá como cedro no Líbano - Sl 92:12.

Não foi à toa que Davi teceu essa comparação. Deus, que criou todas as coisas, sabe muito bem das lições que devemos aprender com as plantas. Vejamos o que o Cedro do Líbano tem a nos ensinar:

2.1. Crescimento Lento Mas Consistente.
Sabemos acerca do Cedro do Líbano que ele cresce devagar, mas chega a atingir a altura de até 40 metros.

Nos primeiros três anos de vida, as raízes crescem até um metro e meio de profundidade, enquanto a planta tem somente cerca de cinco centímetros. Somente a partir do quarto ano é que a árvore começa a crescer.

O Cristão é como o cedro do Líbano, e portanto, tem a promessa de crescer. Ainda que o seu crescimento seja lento conforme a experiência do cedro, ele acontecerá e se tornará visível a todos.

A preocupação do filho de Deus, principalmente nos primeiros anos da vida cristã, não deve estar no crescimento em si, mas no lançar das suas raízes. Lembre-se do fato de que nos três primeiros anos o cedro possui raízes de um metro e meio de profundidade, enquanto a planta apresenta apenas cinco centímetros! Entendamos, portanto, que o foco está no lançar das raízes muito mais do que nas evidências externas.

Notamos muitas pessoas preocupadas porque não percebem que estão crescendo espiritualmente. Provavelmente estejam esperando frutos visíveis, ministérios estabelecidos, ou alguma evidência externa de que estão crescendo em Deus.

No entanto, como o cedro, não deveríamos estar tão focados nessas evidências externas, se verdadeiramente nos ocuparmos em aprofundar as nossas raízes. Fazemos isso através da leitura da Palavra, da assimilação dos Seus princípios e da devida aplicação na vida prática.

A essência da Palavra de Deus é o AMOR: quanto mais nos exercitamos no Amor a Deus e ao próximo, mais profundas serão nossas raízes, e depois, no seu devido tempo, passaremos a manifestar um crescimento gradativo.
"E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" (Efésios 3:17-18)

2.2. Raízes que Buscam as Águas Profundas:
Outra verdade interessante é que o Cedro do Líbano é muito resistente e suporta vento e calor. Suas raízes profundas buscam água nos lençóis freáticos e por isso ele não depende de chuva, como planta típica dessa região árida e semi-árida.

Assim deve ser o cristão. Para crescer à semelhança do cedro, ele não pode viver na dependência dos fatores externos. Ele precisa aprender a aprofundar as suas raízes a fim de buscar alimento e provisão mesmo em condições desfavoráveis de seca, calor e ausência de chuvas.

Há quem diga que deixou de crescer espiritualmente por causa da falta de espiritualidade da sua igreja local. Às vezes nos queixamos da própria família por não nos propiciar as condições favoráveis para o êxito em alguma área da vida. Nas mais diversas ocasiões, se nos descuidarmos, estaremos sempre achando um "bode expiatório" para os nossos fracassos.

No entanto, o ensino bíblico nos mostra que apesar da ausência de chuvas ou de fatores externos extremamente desfavoráveis, há de se encontrar as águas mais profundas. Aquelas que se acham quando são buscadas. Não estão na superfície da indiferença nem da preguiça. Não estão no limiar do conformismo ou da apatia espiritual. Elas estão no lugar da fome e da sede de Deus. Elas se encontram no lugar do desejo de ser alguém para Deus e para o mundo.
"Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração." (Jeremias 29:13)

2.3. Raízes Que Abraçam a Rocha
Em botânica, ensina-se que toda raiz quando cresce muito e atinge a rocha, ela pára de crescer. No caso do cedro do Líbano, a raiz continua a crescer em volta da rocha, abraçando-a. Enquanto algumas raízes vêem na rocha um impedimento para a sua expansão, para o cedro, justamente o contrário. Quanto mais abraçado à rocha, mais firme ficará.
Para muitos, o encontro com a Rocha fará cessar o seu crescimento. Refiro-me aos que vivem fora da Palavra de Deus. Eles vão crescendo e desenvolvendo seus projetos pessoais até esbarrarem em Cristo e em Seus imutáveis princípios. Não podem prosperar à maneira de Deus porque seus métodos, fórmulas, motivações e ações são condenados por Ele.
Não é assim com o justo que continua crescendo até suas raízes se firmarem na rocha, abraçando-a e estabelecendo uma relação de maior intimidade. "Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos." (1 Pedro 2:7-8 ) 

Conclusão
Sejamos firmes como essas plantas. Saibamos ler na natureza as preciosas lições que Deus quer que aprendamos! 

Em Cristo,
Edmilson Santos


Estudo extraído do precioso blog Tenda na Rocha :
http://atendanarocha.blogspot.com/2008/11/crescer-como-cedro-no-lbano.html
http://atendanarocha.blogspot.com/2008/11/o-justo-como-palmeira.html


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

"A Arte de PERMANECER Casado"


Versículo-chave: Malaquias 2.15
“…Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”.
Alvo da lição:
Ao estudar esta lição, você se dedicará de modo sábio e cristão à manutenção de um casamento saudável.
A lição de hoje trata de alguns princípios sobre a manutenção do casamento:
1. Casamentos são realizados com a previsão de durarem a vida toda.
2. Os casamentos não duram a vida toda naturalmente, sem algum esforço e cuidado.
3. Devemos descobrir e tomar atitudes claras e eficazes para que o casamento seja durável.
O estudo da lição não tem a intenção de acusar ou trazer um peso ainda maior aos que experimentaram o divórcio. O fato é que mesmo as pessoas que passaram por divórcio entendem que o casamento é feito para durar toda a vida. Também não teremos segredos garantidos e fáceis para as pessoas permanecerem casadas, mas alguns princípios que tenham fundamento na palavra de Deus, e que poderão ajudar na construção de casamentos mais saudáveis e mais duráveis.
Quando alguém assume um grande compromisso, geralmente, espera que logo acabe. Do outro lado, quando alguém aceita um compromisso de longa duração, espera que o valor do compromisso esteja diluído de tal maneira que se torne bastante pequeno, aceitável. No casamento, as duas dimensões estão presentes: trata-se de um compromisso intenso e, ao mesmo tempo, um compromisso extenso, para toda a vida. Nossa lição evitará o trabalho de defesa da durabilidade do casamento, e se dedicará a oferecer orientações básicas que ajudem as pessoas “na arte de permanecerem casadas”.

I. Casamentos duráveis demonstram presença equilibrada de amor e compromisso (Mc 10.7-8)

Aqueles que são casados há muitos anos, geralmente, testemunham que “só o amor não sustenta uma relação”. Aqueles que se separaram um dia demonstram na prática que “só o compromisso não sustenta uma relação”. Ainda assim, ambos concordarão que uma relação duradoura depende tanto de amor como de compromisso – muito amor, e compromisso firme!
A maneira bíblica de descrever compromisso no casamento está na célebre frase proferida em Gênesis (2.24-25) e pelo próprio Senhor Jesus: “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” (Mc 10.7-8). Duas expressões são especialmente contundentes ao ensinarem a intensidade do compromisso: “unir-se” e “uma só carne”. Segundo os estudiosos, “unir-se” tem o significado de um elo forte que não será jamais quebrado, envolvendo duas características: lealdade inabalável e amor ativo, permanente, que não desiste. Do outro lado, tornar-se uma só carne (que inclui relação sexual e todas as dimensões adicionais afetivas e físicas) significa uma natureza de união tão forte que seria impossível desunir (separar, cortar, dividir) sem que marcas profundas sejam manifestas. Para se ter uma ideia da natureza desse modelo de união, a Bíblia o chama de mistério e declara ser essa a representação mais completa do relacionamento entre Cristo e Sua igreja (Ef 5.31-32).
Um compromisso de tamanha magnitude e com tamanhas implicações não é assumido com facilidade. Por isso, alguns chegam a temer o casamento. A base do comprometimento tem que ser o amor, pois ele expulsa o medo (1Jo 4.18 NVI). Desse modo, enquanto o compromisso dá sustentação para o sentimento de amor, o amor torna possível a manutenção do compromisso.

II. Casamentos duráveis pedem manutenção sistemática

A atitude própria de todas as pessoas que adquirem um bem durável é programar-se para o natural cuidado de sua manutenção. Assim fazemos quando adquirimos uma casa, um carro ou mesmo algum eletrodoméstico. Na verdade, até mesmo a garantia da maioria dos bens depende de sua manutenção adequada. O mesmo acontece quando se deseja construir um casamento durável. Sem manutenção adequada, os casamentos se tornam vulneráveis e frágeis.
Entre as diversas formas de se cuidar da manutenção de um casamento, duas serão destacadas aqui.

1. Disposição e capacidade de lidar com conflitos

Podemos evitar muitos dos conflitos que surgem no casamento bastando para isso uma atitude mais cuidadosa por parte de cada um de nós. A disposição para aceitar as diferenças, por exemplo, diminui de modo decisivo o potencial de um casal para se envolver em conflito – homens são diferentes de mulheres (que bom!), pessoas criadas na família “A” são diferentes de pessoas criadas na família “B”, e assim por diante. Nossas diferenças se manifestam na maneira como reagimos aos problemas, na escala de valores da família, no gosto por alimentos, ambientes, humor e de tantas outras maneiras. Há casais que não conseguem conviver porque um dos cônjuges deseja mudar o outro e fazê-lo ser exatamente igual a ele. Há casos em que a disposição para “implicar” com o outro e com a maneira de ele ser e perceber as coisas acaba por tornar insustentável a vida comum.
O texto de 1Pedro 3.1-7 (NVI) oferece exemplo de postura favorável para lidarmos com as diferenças quando orienta as mulheres cristãs a tratarem até mesmo com um marido que não obedece à Palavra: “Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês” (v.1-2). O ensino alcança diversas áreas da vida familiar, e orienta também os homens a serem sábios no convívio com a própria esposa… “e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida…” (v.7).

2. Habilidade de lidar com mudanças necessárias e inevitáveis

Além das questões que podem ser vistas como “diferenças”, o casamento inclui enganos, erros e pecados por parte dos membros da família. O fato é que somos pecadores! A maneira como lidamos com os nossos próprios erros e com os erros do cônjuge será fundamental para definir a continuidade saudável do casamento. Isso significa aprender a pedir perdão (embora os exemplos bíblicos sejam tantos, temos a tendência de achar que é humilhante pedir perdão, e acabamos optando por atitudes prejudiciais ao casamento, como negar, “deixar o tempo passar”, ficar irritado quando confrontado, culpar o outro, etc.), ter capacidade para entrar em acordo com o outro e disposição para perdoar. A Bíblia nos ensina que devemos ser “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32). Do outro lado, se existe um lugar em que deve ser aplicado o ensinamento de Jesus a Pedro segundo o qual devemos perdoar nossos irmãos até “setenta vezes sete”, esse lugar é no casamento.
A atitude de perdão, segundo a Bíblia, é antecedida por uma cuidadosa advertência contra os pecados relacionais que nos dividem e fazem nascer conflito. Em Efésios 4.25-31, somos exortados a ser cuidadosos para “não mentir uns aos outros (v.25), não nos entregar à raiva de uns para com os outros (v.26-27), não roubar uns dos outros (v.28), não dizer palavras que machuquem uns aos outros (v.29), e viver (inclusive em casa) de maneira que permaneça “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31).

III. Casamentos duráveis recebem investimentos constantes

Um casamento saudável não se sustenta “naturalmente”, sem investimento.

1. De natureza física

Resumidamente, o investimento no casamento inclui o cuidado com o corpo (higiene, saúde, aparência…) e o uso de todas as potencialidades do corpo, incluindo as expressões físicas de carinho (de caráter sexual ou não).

 2. De natureza emocional

Podemos investir no casamento também por meio do uso adequado das emoções, especialmente quando oferecemos ao outro a segurança de que é importante, especial, alvo de amor. O livro de Cantares tem sido usado como um verdadeiro manual de investimento físico e emocional no casamento.

3. De natureza espiritual

Felizes são os casais que oram um pelo outro e juntos, que leem a Bíblia e cultuam juntos e que, especialmente, são capazes de aplicar os ensinamentos da palavra de Deus nas atitudes diárias e em todas as dimensões do relacionamento conjugal (veja Tg 1.22).
A Bíblia trata bastante desse tipo de relacionamento de cumplicidade e proximidade.
  • Eclesiastes 4.9-12 registra que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
  • Provérbios 31 apresenta uma mulher chamada de virtuosa e diz que a vida em família é muito agradável, entre outras razões, porque o marido confia na mulher (v.11), e “ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (v.12).
  • 1Coríntios 13 lembra-nos ainda que, havendo amor, há paciência nos momentos de sofrimento, confiança, e disposição para esperar e suportar as eventuais lutas da vida (v.7).
Vale a pena observar alguns conselhos apresentados pelo Dr. Ed Wheat no livro O Amor que não se Apaga.
a. Nada é tão essencial qual a saúde de seu casamento e o desenvolvimento de união entre vocês.
b. Concentrar-se no conhecimento mútuo e em construir um relacionamento íntimo agrada ao Senhor.
c. É necessário tempos juntos para lançar adequadamente os alicerces do casamento.
d. É essencial que o marido aprenda a satisfazer às necessidades da esposa.
e. O conhecimento do cônjuge é necessário a fim de ver segundo os padrões bíblicos. Você deve conhecê-lo em profundidade se quiser amá-lo, compreendê-lo e encorajá lo.
f. Os cônjunges devem ser companheiros de equipe unidos para servirem a Deus eficazmente. Para vocês se tornarem uma equipe, é preciso tempo e colaboração numa atmosfera tão livre de distrações quanto é possível.
g. De acordo com a sabedoria de Criador, o primeiro ano é crucial em todo casamento, devendo ser vivido com cuidado e prudência.

Conclusão

Nesta lição estudamos sobre a arte de permanecer casados – um casamento durável, para a vida toda. Dois lembretes são importantes. Primeiro, que a vida é curta, e devemos gozá-la com discernimento e alegria, sempre que possível, na companhia da pessoa com quem nos casamos. Segundo, que não basta ter um casamento duradouro. É preciso viver bem, com alegria e felicidade. Mais do que aparências e convenções sociais, é preciso construir relacionamento saudável e feliz, de modo que permanecer casados seja um privilégio, uma alegria, e não um dever enfadonho e sofrido.
Em Cristo, Edmilson Santos

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica. Usado com permissão.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Perfil de Um Homem de Deus (JOÃO BATISTA)

Por: Hernandes Dias Lopes

INTRODUÇÃO

1. A maior necessidade do mundo é de Deus que sejam usados por Deus. Deus não unge métodos, Deus unge homens. Não precisamos de melhores métodos, mas de melhores homens.

2. Havia 400 anos que a Nação de Israel estava sem ouvir a voz profética. Ele não veio da classe sacerdotal. Não veio no palácio. Mas veio a Palavra do Senhor a João, no deserto. Deus usa gente estranha, em lugares estranhos.
3. João Batista era fruto de profecia, resposta de oração, milagre do céu.
I. É UM HOMEM COM UMA MISSÃO – V. 4
1. Por que Deus usou este homem?
a) Porque ele não era um caniço balançado pelo vento (Mt 11:7-11)
Hoje estamos vendo líderes vendendo seu ministério, negociando valores absolutos, mercadejando o evangelho. João não transigia com a verdade. Ele denunciava o pecado na vida do rei, dos religiosos, dos soldados e do povo.
Ele não era um profeta da conveniência. Seus inimigos diziam: Tem demônio; Jesus dizia: É profeta!
b) Porque era uma lâmpada que ardia e alumiava (Jo 1:6-9)
Ele não era a luz, mas uma lâmpada que ardia e alumiava. Ele apontou para Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus”. Ele não buscou glórias para si mesmo. Disse: “Convém que ele cresça e eu diminua”.
Ele era como uma vela: iluminou com intensidade enquanto viveu.
c) Porque ele não era um eco, mas uma voz (Jo 1:22,23)
João não apenas proferia a verdade, ele era boca de Deus. Ele falava com poder. Hoje, há muitas palavras, mas pouco poder; as pessoas escutam belos discursos, mas não vêm vida. Ele prega o conhece e experimenta. Ele não era da elite sacerdotal. Ele não estava no templo. Mas havia poder em sua vida.
Não basta ser um eco, é preciso ser uma voz. Não basta carregar o bastão profético como Geazi, é preciso ter poder como Eliseu. Não basta falar aos homens, é preciso conhecer a intimidade de Deus.
“Se Deus não falou com você, não fale a nós.”
d) Porque ele era um homem humilde (Mt 3:11)
João Batista disse: “eu não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias”. Disse ainda: “Convém que ele cresça e eu diminua”.
Lata vazia é que faz barulho. Espiga chocha é que fica empinada.
O albatroz voa baixo porque tem o papo muito grande.
e) Porque ele era um homem corajoso (Lc 3:19)
João Batista não aplaudiu Herodes quando ele casou-se com a mulher do seu irmão. Ele denunciou o pecado do rei. Ele preferiu ser preso e ser degolado do que transigir com a verdade. Ele preferiu a morte à infidelidade.
Hoje, há pastores que vendem o ministério e a própria alma por dinheiro. Em vez de denunciar o mal, praticam-no.
f) Porque era um homem cheio do Espírito Santo (Lc 1:15)
João Batista era um homem cheio do Espírito Santo desde o ventre materno.
Aos 5 meses de idade, estremeceu de alegria no ventre da sua mãe. Aos 5 meses já vibrava por Cristo. Há muitos que envelhecem frios e indiferentes ao Salvador.
2. Como Deus usou este homem?
a) Deus usou este homem para aterrar os vales (Lc 3:5)
Vale é uma depressão, um buraco – Há abismos na vida do povo: impureza, desânimo, comodismo, mundanismo.
Vale separa dois montes – Falta de comunhão, mágoa, contendas, maledicência.
b) Deus usou este homem para niver os montes (Lc 3:5)
Montes falam de soberba – O orgulho são montanhas que impedem a passagem do Senhor. Onde há soberba Deus não se manifesta. Nabucodonosor foi comer capim. Herodes foi comido de vermes.
Montes falam de incredulidade – A increduldade nos afasta de Deus e de suas bênçãos.
c) Deus usou este homem para endireitar os caminhos tortos (Lc 3:5)
Caminho torto fala de duplicidade, hipocrisia, e desonestidade – Muitas pessoas são impedimentos para a manifestação de Cristo, porque têm vida dupla. São uma coisa na igreja e outra em casa.
d) Deus usou este homem para aplainar os caminhos escabrosos (Lc 3:5)
Caminho escabroso fala de algo que está fora do lugar – Há algo fora do lugar em sua vida: vida devocional? Namoro? Casamento? Dinheiro? Dízimo?
II. É UM HOMEM COM UMA MENSAGEM – Lc 3:8
1. A Palavra que ele prega é Palavra de Deus e não palavras de homens – Lc 3:2
Depois de 400 anos de silêncio profético, João aparece pregando sobre arrependimento. A nação havia se desviado de Deus. A religião estava corrompida. Os palácios estavam corrompidos. Os que trabalhavam na secretaria da fazenda estavam corrompidos. Os soldados estavam corrompidos.
A mensagem do arrependimento não é popular. Não é palatável. Mas, João não quer agradar a homens, mas a Deus.
Nossa nação está vivendo um tempo de crise sem precedentes. Estamos de luto. Nossas instituições estão doentes. A corrupção está no DNA da Nação.
a) Numa época de crise moral na nação
Os líderes religiosos da nação estavam corrompidos: Anás e Caifás eram sumo sacerdotes, mas não conheciam a Deus.
A polícia extorquia o povo para engordar o salário e fazia denúncias falsas.
Herodes, era um homem devasso e adúltero.
Nosso país atravessa uma aguda crise moral: lares sendo destruídos; o tráfico de drogas crescendo, o nosso parlamento se enchendo da lama da corrupção. A corrupção ganhando o cérebro e o coração da nação.
b) Numa época de crise social na nação
O povo trabalhava, mas Roma ficava com o lucro. Reinava a pobreza, a fome, o desespero. O Brasil é o segundo país do mundo com o pior distribuição de renda.
Vivemos a crise da pobreza, da fome, da violência, da impunidade.
c) Numa época de crise política na nação
A nação estava nas mãos de homens maus. Pôncio Pilatos e Herodes eram um espelho da nação.
Nossa representação política agoniza num dos níveis mais baixos de descrédito, de desmoralização, de aviltamento da honra.
d) Numa época de crise espiritual na nação
O povo era religioso, mas não convertido. Eles não produziam frutos dignos de arrependimento.
O povo estava descansando numa falsa segurança (v. 8).
O povo estava indo para o juízo, sem se preparar (v. 7,9).
Hoje, a igreja evangélica cresce, mas a nação não muda. As pessoas estão entrando para um outro evangelho, o evangelho da conveniência.
2. O cenário em que ele prega e quem ele é demonstram que Deus pode trazer restauração para a nação a partir do próprio caos (Mt 3:5)
e) O local parecia impróprio – Era no deserto – João não pregava no templo, nas sinagogas, nas praças floridas de Jerusalém, mas no deserto árido da Judéia.
f) A apresentação pessoal parecia imprópria – Vestia-se não de terno, mas de peles de camelo. Não comia nos restaurantes requintados de Jerusalém, mas alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Não aperou um só milagre. Não se assentou aos pés dos grandes mestres. Não se apresentava como Exmo. Sr. Dr. Professor João. Mas ele abalou uma nação! Fez tremer o palácio de Herodes.
g) Mas a multidão é atraída – Vinha a ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão. Oh! Que Deus levanta homens nessa Nação com a fibra de João. Que as multidões possam ser confrontadas!
3. As pessoas que ele chama ao arrependimento revelam sua ousadia espiritual
a) Os fariseus e saduceus (Mt 3:7-9) – Ele denunciou os conservadores fariseus e os liberais saduceus. A religião judaica estava tomada por um bando de homens não convertidos.
b) A multidão (Lc 3:10) – “Que havemos de fazer?” Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem. Quem tiver comida, faça o mesmo.
c) Os Publicanos (Lc 3:12) – “Não cobreis mais do que o estipulado”. Honestidade nas transações. Deixem de lado as superfaturações.
d) Os soldados (Lc 3:14) – “A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, contentai-vos com o vosso soldo”.
e) Herodes (Lc 3:19) – João denunciou o pecado do rei. Chamou-o de adúltero.
f) O arrependimento é grande manchete de Deus – a) Na preparação – João Batista diz: Arrependei-vos; b) Na Inauguração – Jesus vem e conclama: Arrependei-vos; c) No Pentecostes – Pedro prega: Arrependei-vos.
g) O arrependimento envolve: 1) Generosidade no dar (v. 10,11); 2) Honestidade nos negócios (v. 12,13); 3) Justiça nos relacionamentos (v. 14); 4) Integridade na palavra; 5) Ausência de ganância
III. É UM HOMEM COM UMA CONVICÇÃO – Lc 3:9: “Mas já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo”.
1. A mensagem de Deus é arrepender e viver ou não arrepender e morrer
A mensagem do evangelho traz salvação e condenação.
O ímpio não permanecerá na congregação dos justos.
Quem não estiver trajado de vestes nupciais será lançado fora.
A figueira sem fruto secou desde à raiz.
A figueira estéril será cortada.
2. A mensagem de Deus é um apelo urgente a todos
O apelo de Deus alcança os religiosos, a multidão, os soldados, os publicanos. Deus desnuda a todos. As máscaras caem. Deus diz o machado já está posto na raiz. Não dá mais para esperar. O tempo é agora. O reino já chegou.
Deus espera agora frutos dignos de arrependimento!
Você tem produzido frutos dignos de arrependimento?
3. A mensagem Deus mostra o juízo inevitável para quem deixa de arrepender-se – v. 7-8
O tempo de João era de profunda crise espiritual. Os próprios líderes eram homens não regenerados. A multidão estava perdida. Havia crise nos políticos, nos comerciantes, na polícia. João diz que a ira vindoura chegará.
Os que escapam dos tribunais da terra, jamais escaparão da ira de Deus!
CONCLUSÃO
1. O arrependimento prepara o caminho para uma grande bênção
a) Uma bênção sem limites – “toda a carne vera a salvação de Deus”
Quando a igreja se arrepende, o mundo vê a salvação de Deus.
Quando a igreja se volta para Deus, o mundo experimenta a salvação de Deus.
b) Uma bênção inequívoca – “toda a carne VERÁ”
Quando a igreja se arrepende, a salvação de Deus irromperá além das quatro paredes. Multidões virão a Cristo.
O avivamento que alcança o mundo com a salvação, começa com a igreja através do arrependimento.
c) Uma bênção indizível – “toda a carne verá a salvação de Deus”
Quando a igreja acerta sua vida com Deus, algo tremendo e extraordinário pode acontecer no mundo.
Se queremos ver nossa cidade impactada, precisamos acertar nossa vida com Deus. Precisamos aplicar os princípios de Deus em nossa própria vida.
EM CRISTO,
EDMILSON SANTOS