sábado, 28 de maio de 2011

QUE TIPO DE LÍDER VOCÊ É: DIÓTREFES OU DEMÉTRIO?



A igreja evangélica tem experimentado uma crise de liderança. Pela seriedade do assunto, convido você, leitor, que medite nos exemplos de Diótrefes e Demétrio, os personagens principais da terceira epístola de João. O cristão deve buscar ser um bom líder servindo a Igreja em santidade e não visando seus próprios interesses. QUAL DESSES DOIS PERSONAGEM SÃO EXEMPLOS DE LIDERANÇA SERVIDORA? vamos analisar... Com quem se parece mais o nosso estilo de liderança.

I. O Mau Exemplo de Liderança (9,10)

As instruções apostólicas de João parecem não ter sido acolhidas (v.9) por causa de um líder local daquela comunidade, Diótrefes, a quem o apóstolo afirma que repreenderia pessoalmente em tempo oportuno (v.10). Enquanto não era possível visitá-los, João tratou de mostrar algumas características no comportamento daquele homem que o tornava um exemplo de má liderança

A. Abuso de Poder

Havia um grande problema com Diótrefes. Ele não entendia o princípio que deve revestir aquele que exerce liderança na igreja. O cargo é uma maneira de servir de forma ainda mais intensa, e não de ser servido. Nessa mesma direção, a recomendação de Paulo é bastante assertiva: “… preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12.10b).
Jesus deu várias mostras de como o líder deveria servir com humildade (Mt 23.11; Lc 22.26-27). Bastaria, para isso seguir seu exemplo! O serviço é a essência do ministério e não obedecer esse princípio é abusar da autoridade conferida. Por essa razão, Pedro aconselhou os outros presbíteros a exercerem suas funções não “como dominadores” (1Pe 5.3).
Certa vez Jesus reprimiu severamente seus discípulos porque estavam secularizando a liderança cristã. “Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores.  Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.” (Lc 22.25-26 ). O crente não pode querer aplicar o princípio de autoridade mundano à realidade da igreja. Enquanto no mundo os líderes são servidos, na igreja os líderes devem ser os primeiros a servir.

B. Ambição

Diótrefes gostava de exercer a primazia (v.9), isto é, desejava ardentemente a liderança por causa do apego ao poder e à vontade de aparecer. Não é isso que Deus requer de nós; nada deveria ser feito por vanglória (Fp 2.3), e mais uma vez Jesus pegou seus discípulos pecando em relação a isso. Os apóstolos chegaram a discutir e contender entre si para saber qual deles era o maior (Lc 22.24-27). Outro exemplo pode ser observado na ocasião em que a mãe de Tiago e João pede que seus filhos se assentem à direita e à esquerda de Jesus na glória (Mt 20.20-28).
A liderança não deve ser motivo de ambição, mas sim ser encarada como um privilégio, uma oportunidade de servir. João aprendeu a lição com Jesus, e Diótrefes deveria prender com João. Sobre isso, um querido amigo e mestre certa vez observou com muita propriedade a respeito dessa mudança de paradigma de valores entre pessoas e cargos. Falava ele que, antigamente, quando alguém era nomeado ou eleito para um cargo dizia-se que o cargo era importante; agora, no mesmo contexto, a afirmação é de que a pessoa é importante. Ou seja, antes a pessoa fazia o cargo; agora, o cargo faz a pessoa. Péssima troca.

C. Enxergar irmãos como concorrentes

O resultado de buscar a liderança por ambição é enxergar os irmãos como adversários que concorrem a mesma vaga. Daí, Diótrefes ter adotado duas estratégias:
a. “Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes […] não nos dá acolhida.” (v.9) – Por causa do ciúmes em relação ao apóstolo João, Diótrefes não permitia que seus escritos fossem lidos na igreja, ou então tratava de argumentar contra. Esse versículo pode dar a entender também que Diótrefes nem sequer autorizava que o apóstolo e seus seguidores fossem acolhidos pelos irmãos daquela comunidade. Se alguém fizesse isso, ele o expulsava da igreja (v.10).
b. “…proferindo contra nós palavras maliciosas…” (v.10a) – Para diminuir a influência do apóstolo na comunidade, Diótrefes tratava de desqualificar o ensino de João ou então distorcê-lo. Esse versículo dá a entender que a maldade daquele homem incitava-o até mesmo a colocar em dúvida o caráter de João.

D. Ausência de cooperação e de amor

Os itens tratados até aqui (abuso de poder, ambição e enxergar irmãos como concorrentes) são de difícil diagnóstico por serem de certa forma subjetivos, ou seja, ligados às motivações do coração. É complicado enxergar intenções, mas é bem mais fácil enxergar ações.
A má doutrina de Diótrefes era evidente pelo resultado que produzia: falava mal de irmãos, usava o púlpito da igreja como trincheira para atracar e defender-se, não era hospitaleiro em relação aos discípulos de João e não permitia que ninguém os hospedasse sob ameaças de excomunhão.
Jesus nos ensinou a provar os falsos profetas através de seus frutos. “Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7.16) – disse ele. Os frutos de Diótrefes denunciavam quem ele era.
  
II. O Bom Exemplo de Liderança (12)

Pouco se sabe a respeito de Demétrio. Há uma outra referência a esse nome em Atos 19.24 só que em um contexto totalmente hostil ao evangelho, pois o Demétrio de Atos foi quem incitou a cidade de Éfeso contra Paulo. Teria ele se convertido e agora, anos depois, servia o apóstolo João, que nessa época morava em Éfeso? Não podemos dizer ao certo. O que sabemos na epístola de 3João é que havia um homem, talvez um mestre itinerante, a quem João confiara o trabalho de restauração de uma das igrejas nos arredores de Éfeso. As credenciais de Demétrio apresentadas por João foram:

A. Conta com um Bom Testemunho

“Quanto a Demétrio, todos lhe dão testemunho” (v.12). O testemunho da igreja é algo essencial no ofício de qualquer função. No Antigo Testamento as pessoas com quem Deus contava para trabalhar eram chamadas por Ele diretamente, como por exemplo Moisés, Samuel, Davi, Isaías, Jeremias dentre outros. Eles foram chamados diretamente por Deus através de sonhos, visões ou por profetas, mas e no Novo Testamento? Não vemos mais esse mesmo modelo. Um professor de Escola Dominical, diácono, presbítero ou pastor não pode ficar esperando uma visão ou sonho para se sentir chamado. O chamado de Deus desde o Novo testamento é indireto e é operado através da Igreja.
Na prática, isso funciona com o testemunho. Quando alguns irmãos dizem que você deveria trabalhar em determinada área da igreja, isso é um testemunho. Na verdade não é um método inequívoco, mas Deus pode usar nossos irmãos para confirmar os dons espirituais que recebemos. Era esse processo que João tinha em mente em relação a Demétrio. João quer deixaria claro que a capacidade de Demétrio para trabalhar não era algo imposto, mas sim um fato notório pelo testemunho da comunidade.
Os maus líderes (como Diótrefes) também contam com simpatizantes, muitos são ludibriados, ou então por serem neófitos, não dispõem de todas as condições para discernirem o erro.  Por isso João afirma que o testemunho a respeito do caráter e integridade de Demétrio não só é validado pelo testemunho de alguns irmãos, mas “até a própria verdade” (v.12), ou seja, não é algo da boca para fora ou de maneira superficial; era verdade de fato.

B. Liderança conquistada, não imposta

A liderança cristã não é algo que se consiga em um campo de batalha, como pensava Diótrefes. Jesus foi um exemplo claro disso. Seu primeiro discurso público foi o Sermão do Monte (Mt 5 a 7), e após terminá-lo foi inevitável para o povo comparar suas palavras com o discurso dos mestres locais: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;  porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.” (Mt 7.28-29) Jesus conquistava discípulos pela força da verdade.
  
III. O Exemplo a ser Imitado (11)

A unidade da igreja é algo conseguido através de bons exemplos. A igreja deveria ser unida, em primeiro lugar, porque Cristo deixou modelo para isso. Se o exemplo de Cristo não falha, o que falta então? Falta o exemplo dos líderes. Uma igreja em que existam muitas pessoas com problemas de relacionamento está certamente repetindo o modelo da própria liderança.  O que podemos esperar de uma denominação se seus líderes ficam a se "morder e devorar" (Gl 5.15)? Se isso acontece, a ruína completa bate à porta. Por isso Paulo, em sua correspondência com os filipenses, exclamou: “Acautelai-vos dos maus obreiros!” (Fp 3.2)

A. A Tendência Natural – Imitar o mau

“…não imites o que é mau.” (v.11a) Infelizmente a maior tentação enfrentada diante de um líder corrupto é agir usando as mesmas armas. É combater fogo contra fogo. No caso da epístola em questão, duas eram as formas de imitar o mau exemplo.
a. Imitando Diótrefes – Ser simpatizante da doutrina desse falso mestre.
b. Imitando os métodos de Diótrefes – se Gaio, o destinatário da carta, usasse dos mesmos métodos sujos contra o próprio Diótrefes, ele o teria como exemplo. Os maus não podem ser combatidos com métodos pecaminosos.
O cristão deve sempre lembrar-se que, mesmo após sua conversão, o coração ainda tem desejo pelo mal. Daí a necessidade de sempre avaliar as atitudes. Isso nos remete ao próximo ponto:

B. Exercer uma liderança coerente

Se nosso objetivo é santo e agradável a Deus, os meios pelos quais chegaremos a esse objetivo precisam ser também.
“Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.” (v.11b). Uma das características mais marcantes da boa liderança é a coerência: “Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.” (Rm 14.22)

 Conclusão

Certa vez Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co 11.1) Naquilo em que ele seguia a Cristo, desejava ser seguido também. Essa é uma boa liderança. Todo líder é um exemplo, daí a necessidade de nos parecermos cada vez mais com Cristo para que nosso exemplos sejam bons e não maus. Temos que ser mais parecidos com Demétrio e diferentes de Diótrefes.
Quando pensamos em liderança, muitos pensam logo em altos cargos. Quando você exerce seu dom na igreja, de alguma forma você também se torna um líder na sua área de atuação. Com quem você se parece mais no exercício de sua responsabilidade, com Diótrefes ou com Demétrios?

Obs: Se este estudo abençoou sua vida, não se esqueça, deixe seu comentário. Para edificar nossas vidas e nos motivar a postar mais estudos.

Em Cristo, 
Edmilson Santos

sexta-feira, 27 de maio de 2011

ABAIXO ASSINADO CONTRA A PL 122 E O KIT GAY

FAÇA PARTE DESTA CORRENTE EM FAVOR DA FAMÍLIA!
http://abaixoassinado.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/gw-inicial/

Silas Malafaia protesta contra o Centenário Paralelo da CGADB e CPAD


         
 Silas Malafaia volta a usar seu programa para denunciar as intenções da CGADB e também da CPAD, que estão organizando eventos paralelos ao da Ass. de Deus de Belém que completa cem (100)anos.  

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SALMO 3

TÍTULO
Um salmo de Davi, quando fugiu de seu filho Absalão. Vocês se lembram da história da fuga de Davi de seu próprio palácio, quando no escuro da noite, ele passou a vau o ribeirão Cedrom, e foi com uns poucos seguidores fiéis esconder-se por um tempo da fúria de seu filho rebelde. Lembre-se que Davi foi uma espécie de Senhor Jesus Cristo. Ele também fugiu; também transpôs o ribeirão Cedrom quando seu próprio povo estava em rebelião contra ele e, com um bando fraco de seguidores, entrou no jardim do Getsêmani. Ele também bebeu da água do ribeirão no caminho e ergueu o ânimo. Para muitos comentadores, este salmo é chamado O HINO DA MANHÃ. Possamos nós sempre acordar com confiança santa em nosso coração e com uma canção em nossos lábios!
DIVISÃO
Este salmo pode ser dividido em quatro partes de dois versículos cada. De fato, muitos dos salmos não podem ser entendidos bem sem considerarmos atentamente suas divisões. Não são descrições contínuas de uma cena, e sim um conjunto de retratos de muitos assuntos aparentados. Como em nossos sermões modernos dividimos nosso discurso sob cabeçalhos diferentes, assim acontece com os salmos. Sempre há uma unidade, mas é a unidade de um feixe de flechas, e não de uma seta solitária. Olhemos agora o salmo que está diante de nós.
Nos primeiros dois versículos tem-se Davi fazendo uma queixa a Deus com respeito a seus inimigos; então ele declara a sua confiança no Senhor (3, 4), canta de como está seguro quando dorme (5, 6), e se fortalece para o conflito futuro (7, 8).
DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O santo conta a seu Deus as suas aflições.
1. Seu direito de fazê-lo.
2. A maneira apropriada de contá-las.
3. Os resultados justos de tal comunicação santa com o Senhor.
Quando podemos esperar aumento de aflições? Por que são enviadas? Qual é nossa sabedoria com referência a elas?
VERS. 2. A mentira contra o santo e a difamação sobre seu Deus.
VERS. 3. A bênção tripla que Deus coloca sobre os seus que sofram - defesa, honra, alegria.
Mostre como todos estes itens podem ser desfrutados pela fé, mesmo em nossa pior condição.
VERS. 4.
1. Em perigos devemos orar.
2. Deus nos ouvirá graciosamente.
3. Devemos registrar as respostas de graça recebida.
4. Podemos nos fortalecer para o futuro lembrando os livramentos do passado.
VERS. 5.
1. Descreve o doce dormir.
2. Descreve o feliz acordar.
3. Mostra como as duas coisas devem ser apreciadas, "É o Senhor que me sustém".
VERS. 6. A fé rodeada por inimigos e, contudo, triunfante.
VERS. 7.
1. Descreve o tratamento passado do Senhor com os seus inimigos; "Quebra o queixo... arrebenta...".
2. Mostra que o Senhor deve ser nosso recurso constante: "Ó Senhor", "Ó meu Deus".
3. Discorre sobre o fato de que o Senhor deve ser chamado, invocado: "Levanta-te, Senhor".
4. Insiste com os crentes para usarem as vitórias do Senhor no passado como um argumento com o qual prevalecer com ele no presente.
VERS. 7 (última cláusula). Nossos inimigos são inimigos vencidos, leões desdentados.
VERS. 8 (primeira cláusula). Salvação de Deus, do começo ao fim.
VERS. 8 (última cláusula). Foram abençoados em Cristo, através de Cristo, e serão abençoados com Cristo. A bênção repousa sobre suas pessoas, consolos, tribulações, trabalhos, famílias. Flui da graça, é apreciada pela fé, e é assegurada por juramento (James Smith, 1802-1862).

Em Cristo,
Edmilson Santos

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ELE ESTAVA ABERTO ÀS PESSOAS E ÀS SUAS IDÉIAS


 Por que alguém com a autoridade e o poder de Deus iria sair perguntando aos outros: "O que você quer que eu faça por você?" Segundo algumas doutrinas religiosas, se Jesus realmente fosse o filho de Deus, não teria perguntado às pessoas o que elas realmente queriam - ele lhes diria o que fazer.
Não é bem assim. Jesus constantemente questionava seus seguidores sobre o que eles estavam pensando e perguntava a quem aparecia diante dele: “O que você quer?”
Ele encorajava as pessoas a pedirem coisas e a serem específicas em seus pedidos. “Peçam e vocês receberão, procurem e vocês acharão, batam e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebe, aqueles que procuram acham e a porta será aberta para quem bate. (vocês já abriram a porta da sua casa para alguém que não bateu ou chamou?). Por acaso algum de vocês, que é pai, será capaz de dar uma pedra ao filho, quando ele pede pão? Ou lhe dará uma cobra, quando ele pede um peixe?” (Mt 7.7-10) Todavia a essência da Bíblia é sobre um Deus de amor demonstrando que está ansioso para lhes dar coisas boas.    
No jardim do Éden, Deus, o Criador, trouxe os animais para Adão e Eva e disse que o modo como eles os chamassem seria o nome deles. Jesus dizia que Deus sempre o ouvia e lhe dava aquilo que ele pedia.  Na verdade, parece haver um desejo divino para uma ação criativa cooperativa entre Deus e a humanidade. Deus está muito interessado em nossas idéias.
E, se Deus está aberto aos nossos pensamentos e opiniões, um líder não deveria estar aberto à sua equipe e às suas idéias? A vida envolve colaboração, criação conjunta e companheirismo. Que melhor maneira de demonstrar isso do que sendo um líder que ouve e que responde?

O escritor, consultor e conferencista Tom Peters revela que 75% das mais recentes e inovadoras invenções foram feitas por pessoas de fora da profissão. A Apple Computers, por exemplo, nasceu na garagem de um garoto - um menino que desistiu de brincar com os garotos maiores porque eles não o ouviam.

PERGUNTAS

  •  Qual foi a última vez em que você ouviu a opinião de um membro
da sua equipe?
  • Qual foi a última vez em que você implementou a idéia de um integrante da sua equipe?
  • Você acredita que todas as boas idéias têm de sair da sua cabeça? Pense nisso!

OBS: Se esse estudo abençoou sua vida não deixe de comentar... Para que possamos, cada vez mais trazer estudo deste nível.

Em Cristo,
Edmilson Santos