quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A GRAÇA DE DEUS x NOSSAS EMOÇÕES (PARTE 2)



Pegos pelas Emoções


O perigo das emoções (2 Samuel 13). Vivemos em um mundo em que somos encorajados a seguir nosso coração e a fazer o que achamos certo. Infelizmente, as emoções humanas são muitas vezes instáveis e inconsistentes. São ainda mais perigosas quando não estão submetidas a Deus e quando o coração não está disposto a ser guiado pelo Espírito. Jeremias 17:9 declara que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável.”


Amnom se apaixona por Tamar, sua irmã. Ele a abusa, sente nojo dela e a abandona. Esse comportamento impulsivo o levou a transgredir a lei moral de Deus, trouxe vergonha e dor sobre si mesmo e sua família. Permitir que nossas emoções nos dirijam sempre termina em terríveis consequências.


 O poder de Deus através do Espírito (Gl 5:22). Amnom não tinha domínio próprio. Entretanto, seu ato brutal não era algo que não pudesse ser remediado pelo Espírito Santo. Deus era capaz de criar nele um coração puro e renovar nele um espírito reto (Sl 51:10), mas essa renovação dependia de sua disposição para se entregar. Deus não nos abandona simplesmente porque não estamos com vontade de fazer o que é certo. Em 1 João 3:20 é dito que não precisamos temer quando nosso coração nos condena, porque “Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas”.


Precisamos primeiro crer que Ele é capaz de nos curar. Depois, precisamos permitir que Ele faça isso. Através do Espírito e da fé em Cristo, temos a capacidade de viver uma vida que não é ditada por nossos impulsos emocionais. Em vez disso, temos o poder de viver de maneira justa (Gl 5:22, 23).


A vida em Cristo nos dá a capacidade de controlar nossas emoções, ao Lhe pedirmos que Ele nos controle. “Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne” (Gl 5:16).


 Reagir em amor através da compreensão (Cl 3:12-14). Às vezes, podemos achar impossível perdoar a outros pelas mágoas que eles nos causam. Tamar, Absalão e Davi ficaram furiosos com Amnom pelo mal que ele havia feito. Isso resultou no desejo de vingança de Absalão. Deus nos chamou a perdoar como Ele nos perdoou (Cl 3:13). Felizmente, isso não é algo que Ele deseja que façamos através de nosso próprio poder. É a compreensão da misericórdia e compaixão que Cristo nos mostrou que nos capacita a perdoar a outros, quando eles nos fazem mal. À medida que crescemos no relacionamento com Cristo, nos tornamos mais semelhantes a Ele. Aprendemos a apreciar a beleza da compaixão e da bondade, a força da humildade e da amabilidade, a sabedoria da paciência. Com o tempo, aprendemos a perdoar como Deus nos perdoou. Crescer no conhecimento de Deus nos ajuda a aprender a parar de reagir impulsivamente e nos ensina a agir corretamente.


 A verdade sobre as emoções (João 16:17-24). As emoções não são completamente más. Na verdade, elas são um presente de Deus que foi desequilibrado pelo pecado. Elas nos dão a capacidade de nos relacionarmos uns com os outros. Sem as emoções, não conseguiríamos experimentar plenamente a vida. As emoções, tanto positivas quanto negativas, são instrumentos que Deus usa para nos ensinar importantes lições e construir nosso caráter. Ser cristão não significa que você estará sempre feliz. Surgirão momentos em que você vai sentir raiva, tristeza ou medo, e não há mal nisso. Davi, um homem segundo o coração de Deus, experimentou altos e baixos emocionais. O próprio Jesus disse: “Digo-lhes que certamente vocês chorarão e se lamentarão, mas o mundo se alegrará. Vocês se entristecerão, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria” (Jo 16:20).


 Deus entende (Lc 19:28-44; Hb 3:15). Em Lucas 19:42, vemos Jesus chorando por Jerusalém, ao saber das dificuldades e da destruição que a capital judia enfrentaria. Em angústia e compaixão, Ele disse: “Se você [Jerusalém] compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos”. Leia também Mateus 23:37.


Deus Se preocupa com Seu filhos. Ele deseja nos trazer compreensão e nos proteger do sofrimento, embora muitas vezes soframos com a violência no mundo. Tamar provavelmente tinha se perguntado por que Deus permitiu que Amnom a estuprasse. Ela se sentiu rejeitada, envergonhada, profundamente humilhada, abandonada e sem valor. Infelizmente, podemos ser vítimas de várias violências, porque o mundo está cheio de pessoas más, e o pecado está em todo lugar. Mas Deus atua neste mundo e faz tudo para curar nossa dor. Não conseguimos ainda dar todas as respostas para o sofrimento – o porquê de situações como a de Tamar – mas um dia entenderemos. Até então, precisamos manter nossa fé nAquele que veio ao mundo e sofreu a violência em nosso lugar (Jo 3:16).


Como filhos de Deus, “a alegria do Senhor é a nossa força”. Isso não significa que não teremos dificuldades com nossos sentimentos. Significa que poderemos achar conforto e força em Deus. Embora nossos sentimentos e circunstâncias possam estar fora do controle, sabemos que Deus ainda tem controle sobre nossa vida e que Ele pode trazer ordem aos nossos sentimentos. Sabemos que Ele é capaz de nos dar a “paz que excede todo entendimento” (Fp 4:7), que Ele promete ser nosso refúgio e fortaleza, “auxílio sempre presente na adversidade” (Sl 46:1). Ele está familiarizado com nossas lutas e entende exatamente como nos sentimos. Leia Hebreus 4:15, 16. Deus entende e deseja que você tenha poder sobre suas emoções.


  Os estados emocionais positivos, como compaixão, generosidade, humildade, bondade e paciência estão associados ao senso de bem-estar, perspectiva positiva e uma relação favorável com os outros e com Deus. Quanto mais positivas forem suas emoções, melhor será sua saúde geral.

 2. Como o fruto do Espírito deve fazer diferença na vida do cristão? Gl 5:22


 3. De acordo com Paulo, qual é a emoção mais excelente? O que ele quis dizer ao usar a expressão “revistam-se”? Quais são as consequências de colocar em prática essas palavras? Cl 3:12-14


Embora o amor seja mais que emoção, a emoção é parte essencial. Deus é amor, que, mais do que sentimento, é um princípio.


Em Cristo,
Edmilson Santos

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A GRAÇA DE DEUS x NOSSAS EMOÇÕES (PARTE 1)



“Digo-lhes que certamente vocês chorarão e se lamentarão, mas o mundo se alegrará. Vocês se entristecerão, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria.” (Jo 16:20)

Reflexão: Emoções são um presente de Deus que pode ser usado tanto para o bem como para o mal.

Leitura adicional: Pv 3:5, 6; Gl 5:22, 23. Mente, Caráter e Personalidade

Que Haja Emoções

Emoção é “um estado mental que surge espontaneamente, em vez de através de um esforço consciente, e é muitas vezes acompanhado por mudanças psicológicas; sentimento”.
Embora a palavra emoção seja um substantivo, nossas emoções muitas vezes fazem com que realizemos certos atos. Se sentirmos raiva, pode ser que ataquemos verbalmente alguém. Se estivermos tristes, talvez choremos. Muitas vezes nos vemos em circunstâncias em que o melhor é não deixarmos que as emoções controlem nosso comportamento. Por isso, precisamos entender nossas emoções para saber lidar com elas e tomar boas decisões.  Em Provérbios 3:5, 6 vemos quem pode nos ajudar a fazer isso. Nesses versos, somos encorajados a confiar no Senhor, a reconhecê-Lo em tudo o que fazemos, para que Ele dirija nossos caminhos.

Por que devemos confiar em Deus tão completamente? Uma razão é porque nossa compreensão geralmente é limitada. Não sabemos todos os fatos a respeito de uma situação que desperta em nós fortes emoções. Outra razão é que as emoções muitas vezes podem ofuscar nossa compreensão a respeito de uma situação. Muitas vezes é difícil compreender a verdade sobre um determinado evento, se estivermos irados ou tristes em relação a ele. Mesmo assim, o Pai nos deu um exemplo maravilhoso em Seu Filho. Cristo consistentemente confiou no Pai para obter orientação e direção. “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de Si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz” (João 5:19).

Como cristãos, precisamos aprender a não fazer nada por conta própria. Quando nossas emoções estão nos levando a fazer algo que achamos certo, devemos nos lembrar de pedir que Cristo nos guie. Em todos os nossos caminhos, precisamos aprender a reconhecê-Lo. Se deixadas a seu bel prazer, nossas emoções espontâneas não nos fornecerão nenhuma consistência. Ao estudar a lição desta semana sobre as emoções, decida tornar Cristo Aquele que te ajuda a entender seus sentimentos e a lidar com eles.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Líder supremo do Irã irá decidir ser Pastor Yusef Nadarkhani será executado por crer em Deus

Líder supremo do Irã irá decidir ser Pastor Yusef Nadarkhani será executado por crer em Deus
Devido a repercussão internacional do caso do Pastor Yusef Nadarkhani, que foi preso por se recusar a negar o cristianismo, o julgamento pode ir parar nas mãos do Aiatolá Ali Khamenei, que é o líder supremo do Irã. Como o Irã é uma Teocracia (país onde a religião está acima do Estado), ele possui autoridade máxima.
O advogado do Pastor Nadarkhani, Mohammad Ali Dadkhah, o Tribunal decidiu solicitar ao Aiatolá um parecer sobre o caso, e o veredicto pode ser dado a qualquer momento, pois envolver Khamenei em assuntos como esse é incomum.
Nadarkhani tem 32 anos de idade e lidera uma pequena comunidade evangélica denominada Igreja do Irã. Ele foi preso em Outubro de 2009 e pode ser condenado à morte por se afastar da religião de seus pais, o islamismo. Segundo a Lei Sharia, ele poderia durante o julgamento, negar o cristianismo e se arrepender, porém o Pastor Nadarkhani se recusa a abandonar a fé em Cristo.
Segundo a agência de notícias AFP, no último dia 30/09 o vice-governador da região de Gilan afirmou que o Pastor Nadarkhani não deverá ser condenado à morte por apostasia, mas sim por supostos crimes contra a segurança nacional.
Diversos países se manifestaram contra a sentença e fizeram apelos pedindo que o Pastor fosse libertado, pois ele apenas estava manifestando sua fé, um direito universal. Dentre os países que se manifestaram, destacam-se Alemanha, França, Estados Unidos e o Reino Unido.
No Brasil, alguns parlamentares já solicitaram ao Governo que seja feito um apelo ao Irã, pedindo misericórdia, porém o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestou sobre o caso. Dentre os parlamentares brasileiros que se manifestaram, estão o Pastor Marco Feliciano e o Bispo Marcelo Crivella.

Em Cristo,
Edmilsom Santos

Fonte: Gospel+

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ADORAÇÃO (parte 2)


Duas classes de adoradores

 Em Gênesis 4, começamos a perceber os sinais da degradação moral que estava acontecendo após a queda. Lameque se tornou polígamo e depois se envolveu em algum tipo de violência que trouxe medo ao seu coração. Em contrapartida, Gênesis 4:25, 26 mostra que algumas pessoas estavam procurando ser fiéis, pois naquela época os homens começaram “a invocar o nome do Senhor”.

 3. Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gn 6:1-4). Porém, apesar da grande maldade na Terra, havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Embora somente alguns deles sejam mencionados nas Escrituras, “durante todos os séculos Deus teve fiéis testemunhas, adoradores dotados de coração sincero” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 84). A maldade do coração humano, entretanto, se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante? Gn 8:20

Como é maravilhoso o fato de que a primeira coisa que Noé fez foi adorar! E o sacrifício foi fundamental nessa adoração. Esse foi o primeiro registro dos patriarcas edificando um local de culto, um altar no qual pudessem oferecer seus sacrifícios. Assim, antes de fazer qualquer coisa, Noé reconheceu sua total dependência do Senhor e do Messias vindouro, que daria Sua vida para redimir a humanidade. Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.
 Como você mostra, diariamente, reconhecimento pela graça de Deus em sua vida? E ainda mais importante, como você deve expressar essa atitude?

 A fé demonstrada por Abraão

 5. Leia Gênesis 12:1-8. O que esses versos revelam sobre Abrão (que teve o nome mudado para Abraão) e o chamado de Deus para ele?

Abraão, um descendente de Sete, foi fiel a Deus, embora alguns de seus parentes tivessem começado a se entregar à adoração de ídolos, que era tão comum em sua cultura. Mas Deus o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável, para se tornar o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus.
Não há dúvida de que ele e Sara influenciaram muitos a aceitar a adoração ao verdadeiro Deus. Mas havia também outra razão pela qual Deus chamou Abraão para que fosse o pai de uma nova nação: “Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis” (Gn 26:5, NVI). E outra razão: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça”
(Gn 15:6). Ao mesmo tempo, porém, Abraão teve que aprender algumas lições cruciais e dolorosas.

6. Leia Gênesis 22:1-18. Por que Abraão foi submetido a essa terrível prova? Na verdade, que mensagem Deus queria que ele entendesse (v. 8, 13, 14)?

Como vimos, o centro do plano da salvação é a morte de Jesus, o Filho de Deus, e desde o início essa morte foi simbolizada pelo sistema de adoração por meio de sacrifícios. Enquanto o Senhor queria que as pessoas utilizassem apenas animais, nas culturas pagãs, as pessoas sacrificavam os próprios filhos, algo que Deus disse que odiava (Dt 12:31). Quaisquer que tenham sido as poderosas lições pessoais sobre fé e confiança, aprendidas por Abraão, por meio dessa provação, esse ato permanece através dos séculos como um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação. Embora a humanidade pudesse ser salva apenas através da morte de Cristo, poderíamos imaginar que Abraão tivesse sentido um pouquinho da dor que a morte de Cristo deve ter causado ao Pai.
 Pense sobre o tipo de fé que Abraão demonstrou. Foi verdadeiramente maravilhoso. É difícil imaginar! O que isso deve nos ensinar sobre a fraqueza da nossa fé?

Betel, a Casa de Deus

 Jacó e Esaú, e também Caim e Abel, representam duas classes de adoradores. O espírito aventureiro e corajoso de Esaú apelou a seu tranquilo e reservado pai. Jacó, por outro lado, parecia ter uma natureza mais espiritual. Mas ele também tinha algumas graves falhas de caráter. Jacó queria obter o direito de primogenitura, que legalmente pertencia a seu irmão gêmeo. Mas, para obtê-lo, ele se dispôs a se envolver no esquema enganoso de sua mãe. Como resultado, Jacó ficou com medo e fugiu para escapar do ódio e da ira de seu irmão. Nunca mais ele viu sua querida mãe.

 7. Leia a história da fuga de Jacó (Gn 28:10-22). Observe as mensagens de encorajamento e segurança que Deus lhe deu por meio de um sonho. Qual foi a resposta de Jacó?

Esta é a primeira menção da “Casa de Deus” em Gênesis (v. 17). Embora para Jacó fosse apenas uma coluna de pedra, Betel se tornou um lugar significativo na história sagrada. Ali Jacó adorou o Deus de seus pais. Ali ele fez uma promessa de fidelidade ao Senhor. E, como Abraão, prometeu devolver a Deus o dízimo, um décimo de suas bênçãos materiais, como ato de adoração.
Perceba o senso de temor e admiração de Jacó na presença de Deus. Ele deve ter compreendido mais do que nunca a grandeza de Deus em contraste com ele e, assim, a Bíblia registra sua atitude de medo, reverência e espanto. O que ele fez em seguida foi adorar. Naquele momento, também, vemos um princípio sobre o tipo de atitude que devemos ter na adoração: uma atitude revelada em Apocalipse 14:7, no chamado para temer a Deus.
Adoração não é nos aproximarmos de Deus como faríamos a um amigo ou colega. Nossa atitude deve ser a de um pecador que precisa desesperadamente de graça, caindo diante do Criador, com senso de necessidade, temor e gratidão, pelo fato de que Deus, o Criador do Universo, nos amou e fez um grande sacrifício para nos redimir.
 Quanta admiração, reverência e temor, você tem quando adora ao Senhor? Ou seu coração é duro, frio e ingrato? Nesse caso, como você pode mudar?

Em Cristo,
Edmilson Santos

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ADORAÇÃO (parte 1)

 

Adoração no Éden
 Ocapítulo 1 de Gênesis registra a história de Adão e Eva em seu novo lar. O Criador do Universo havia acabado de planejar e formar um belo planeta novo, coroando Sua obra com a criação da primeira família. O mundo saiu perfeito de Suas mãos; em sua própria maneira, a Terra deve ter sido uma extensão do Céu.
Em Gênesis 2:1-3 outro elemento é acrescentado: a separação e santificação do sétimo dia, ato ligado diretamente à Sua obra de criação dos céus e da Terra, ato que constitui a base do quarto mandamento, que reserva um dia para adorar de modo especial. Embora as Escrituras não digam, é possível imaginar o tipo de adoração que esses seres imaculados, na perfeição da criação, dedicavam ao Criador, que havia feito tanto por eles (mal sabiam eles, naquele momento, o quanto Ele acabaria fazendo realmente em seu favor!).

 1. Leia Gênesis 3:1-13. Que mudanças ocorreram no relacionamento de Adão com o Criador? (v. 8-10). Como Adão respondeu às perguntas de Deus? (v. 11-13). O que isso revela sobre o que lhe havia ocorrido?

Depois da queda, apareceu uma série de elementos que certamente não existiam antes. Da mesma forma, em um momento de desobediência, foi alterado todo o tecido moral desses seres. Em lugar do amor, confiança e adoração, o coração deles se encheu de medo, culpa e vergonha. Em vez de desejar a santa presença de Deus, eles se esconderam. O pecado quebrou seu relacionamento com Deus, que certamente afetava a maneira pela qual eles O adoravam. A estreita e íntima comunhão com Deus da qual haviam desfrutado (Gn 3:8), agora teria outra forma. Na verdade, quando Deus Se aproximou, eles se “esconderam” de Sua presença. Sentiam tanta vergonha, culpa e medo, que fugiram daquele que os havia criado.
Que imagem forte do que o pecado produziu e ainda produz em nós!
 Pense em momentos de sua vida em que alguma experiência, talvez algum pecado, tenha feito você sentir culpa, vergonha e desejo de se esconder de Deus. Como isso afetou seus hábitos de oração? Isso afetou sua capacidade de adorá-Lo de todo o coração? Não é um sentimento agradável, não é mesmo?

Adoração fora do Éden

 Após sua expulsão, Adão e Eva passaram a viver fora do paraíso do Éden. Embora a primeira promessa evangélica fosse dada a eles ainda no Éden (Gn 3:15), a Bíblia só mostra sacrifícios sendo oferecidos no ambiente fora do Éden (não obstante se possa inferir de Gênesis 3:21 algo dessa natureza, o texto em si não diz nada sobre sacrifício ou adoração). Em Gênesis 4, porém, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.

2. Leia atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração (Gn 4:1-7). Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi?
Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. Ambos construíram altares. Ambos foram adorar a Deus com ofertas. Mas uma oferta foi agradável a Deus e a outra, não.
O que fez a diferença? A resposta tem que ser entendida no contexto da salvação pela fé somente, o evangelho, que foi apresentado primeiramente a Adão e Eva no Éden, embora o plano da salvação tenha sido elaborado antes da fundação do mundo (Ef 1:4; Tt 1:2).
A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. O fato é que o abismo entre o Céu e a Terra é tão grande, tão profundo, que os seres humanos nunca poderiam atravessá-lo. A essência do legalismo, da salvação pelas obras, é a tentativa humana de fazer exatamente isso.
Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (Fp 2:6), poderia justificar o pecador diante de Deus.
Recebemos assim uma lição poderosa: toda adoração verdadeira deve estar centralizada na compreensão de que somos impotentes para salvar a nós mesmos, e de que todas as tentativas de obter salvação pelas obras são manifestações da ação de Caim. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.
 Examine seus próprios pensamentos, motivos e sentimentos a respeito da adoração. Sua devoção está centralizada em Cristo, ou você se concentra demais em si mesmo?

Em Cristo,
Edmilson Santos

domingo, 9 de outubro de 2011

VERDADES SOBRE A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO (parte 2)


 

Você pode voltar para casa

 No início do século XX, o romancista Thomas Wolfe escreveu um clássico literário, You Can’t Go Home Again [Você não Pode Voltar para Casa], sobre um homem que deixa sua família de origem humilde no sul, vai para Nova York, faz sucesso como escritor, e depois procura retornar às suas raízes. Não foi uma transição fácil; daí o título do livro.

 4. Na história do filho pródigo, quem é que faz a longa viagem para buscar a reconciliação? Compare com a parábola da ovelha perdida e da moeda perdida. Qual é a diferença importante? Lc 15:4-10

Talvez nas duas outras parábolas, os objetos perdidos nem mesmo soubessem que estavam perdidos (no caso da moeda, certamente), e não poderiam voltar, mesmo que tentassem. No caso do filho pródigo, ele se afastou da “verdade”, por assim dizer, e somente depois que se encontrava nas trevas (Jo 11:9, 10) percebeu quão perdido estava. Ao longo da história da salvação, Deus teve que lidar com os que, tendo luz, propositadamente se afastaram dessa luz e seguiram seu próprio caminho. A boa notícia dessa parábola é que, no caso dessas pessoas, mesmo as que viraram as costas para Deus, mesmo depois de ter conhecido Sua bondade e amor, o Senhor ainda estava disposto a restaurá-las à posição que tiveram antes, em Sua família da aliança. Porém, assim como o jovem escolheu sair de casa por sua própria livre vontade, ele teve que escolher voltar, por sua própria livre vontade. Conosco funciona da mesma forma.
O que é igualmente interessante sobre essas parábolas é o contexto em que foram ditas. Leia Lucas 15:1, 2. Observe as diferentes pessoas que estavam ouvindo o que Jesus dizia. Que mensagem poderosa deveria ser para nós o fato de que, em vez de apresentar advertências sobre eventos apocalípticos do tempo do fim ou sobre juízo e condenação sobre os impenitentes, Jesus falou por parábolas, mostrando o intenso amor e cuidado do Pai por todos os perdidos, independentemente do que os levou a essa condição.
 Você conhece pessoas que se afastaram de Deus? Que esperança você pode tirar dessa história de que nem tudo está perdido? Qual é a importância da oração pelos que ainda não aprenderam a lição que o filho pródigo aprendeu de forma tão dolorosa?

A melhor roupa

 Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade? (Rm 5:12-21).

 5. Como o pai reagiu à confissão do filho? Quanta penitência, quantas obras e quantas ações de restituição foram exigidas dele antes que o pai o aceitasse? Qual é a mensagem para nós? Lc 15:20-24; Jr 31:17-20

O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras.
O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como “melhor”, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes “primeiro” ou “principal”. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.
Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo.
O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?
 O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo “eu avisei”. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?

As roupas do pai

 Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, acrescenta à história um detalhe interessante, que não é encontrado no próprio texto. Descrevendo a cena do pai se aproximando do filho enquanto ele humildemente voltava para casa, ela escreveu: “O pai não permitiu que olhos desdenhosos zombassem da miséria e vestes esfarrapadas do filho. Tomou de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e envolveu o corpo combalido do filho. O jovem soluçou seu arrependimento, dizendo: “Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15:21). O pai tomou-o consigo e o levou para casa. Não lhe foi dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. Era um filho que devia ser honrado com o melhor que a casa podia oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.
“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” (Lc 15:22-24, NVI).

 6. Que ideias essa referência nos dá sobre a história como um todo e sobre o caráter de Deus?

O desejo do pai era cobrir imediatamente a vergonha dos erros do filho. Que mensagem para nós, sobre esquecer o passado, e não ficar pensando nos erros cometidos, tanto os nossos quanto os dos outros! Alguns dos piores pecados não são conhecidos agora, mas um dia serão (1Co 4:5). Como Paulo, precisamos esquecer o passado e avançar para o que está diante de nós (Fp 3:13, 14).

 7. Qual era o sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu? Como essas palavras, tão fortes, devem ser compreendidas? Lc 15:24

No fim, não há meio-termo nas questões definitivas da salvação. Quando tudo finalmente acabar (Ap 21:5), e o grande conflito terminar, cada ser humano receberá vida eterna ou morte. Não há outra opção.
 Certamente precisamos pensar em nossas escolhas diárias, tanto boas quanto más, como fez o filho pródigo.

Conclusão

Perguntas para reflexão
1. Que esperança podemos levar aos que querem deixar o passado para trás e não conseguem, por causa dos resultados presentes de escolhas do passado?
2. O que dizer dos que “saíram da casa de seu Pai”, por assim dizer, e as coisas estão indo muito bem para eles? Sejamos honestos: nem todos os que deixam o Senhor terminam cuidando de porcos. Alguns acabam sendo proprietários das fazendas de porcos! O que podemos fazer para ajudá-los a entender que, apesar das condições, eles fizeram uma escolha fatal?

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 8 de outubro de 2011

VERDADES SOBRE A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO (parte 1)



Os mesmos pais, o mesmo alimento
 Certo homem tinha dois filhos” (Lc 15:11). Nessa parábola, os dois filhos, nascidos ao mesmo pai, representam dois traços de caráter. O filho mais velho aparentemente demonstrava lealdade, perseverança e diligência. O mais novo, sem dúvida, não tinha disposição para trabalhar, não queria ter responsabildades, e não queria assumir sua parte nas obrigações. Ambos eram da mesma herança. Ambos provavelmente tivessem recebido idêntico amor e igual dedicação do mesmo pai. Parecia que o filho mais velho era fiel, e o mais novo, desobediente. O que causou a diferença?

 1. Que outras histórias isso traz à sua memória? Gn 4:1-8; 25:25-34

É um fenômeno estranho, visto o tempo todo, não é? Dois (ou mais) irmãos dos mesmos pais, que vivem no mesmo lar, que recebem os mesmos ensinamentos, o mesmo amor, e até o mesmo alimento. Um deles se torna religioso, fiel e determinado a servir ao Senhor, enquanto o outro, por alguma razão, vai na direção oposta. Por mais difícil que seja entender, isso nos mostra a realidade poderosa do livre-arbítrio. Alguns poderiam ver algo significativo no fato de que foi o mais novo dos dois irmãos que se rebelou, mas quem sabe a razão pela qual ele fez isso?

 2. O que podemos aprender da reação do pai ao pedido do filho? O que isso nos diz sobre o modo de Deus Se relacionar conosco? Lc 15:12

O texto não diz que tipo de diálogo se seguiu entre o pai e o filho, ou se o pai o censurou, pedindo que reconsiderasse, que não fosse tão precipitado, e que refletisse bastante em suas ações. Muito provavelmente ele tivesse refletido, mas no fim, o filho recebeu “a parte dos bens” que era dele, e foi embora. Em toda a Bíblia, podemos ver esse mesmo princípio: Deus concede liberdade aos seres humanos, para que façam suas próprias escolhas, para seguir seu próprio caminho, e para viver como quiserem. Naturalmente, como sabemos tão bem, nossas escolhas trazem consequências, as quais nem sempre imaginamos ou prevemos.
 Quais foram os resultados de algumas de suas próprias escolhas livres ultimamente? Não é tão fácil voltar ao passado, não é?

ABRINDO AS ASAS

 Imagine o pai, observando seu corajoso filho colocar as coisas na mochila, preparando-se para deixar o lar. Talvez ele tenha perguntado ao filho aonde ele iria, em que trabalharia, quais eram seus sonhos para o futuro. Não sabemos quais foram as respostas do filho. É possível que não tenham sido animadoras, pelo menos para o pai. O filho, entretanto, muito provavelmente estivesse pronto para os bons tempos à frente.
Afinal, por que não? Ele era jovem, aventureiro, tinha dinheiro para gastar e um mundo para conhecer. A vida na fazenda da família aparentemente lhe era enfadonha e desagradável, em contraste com todas as possibilidades que o mundo lhe apresentava.

 3. Que tipo de arrependimento ocorreu com o filho? Ele estava realmente arrependido, triste pelo que fez, ou estava infeliz somente pelas consequências do que fez? Que indícios poderiam nos dar a resposta? Lc 15:13-19

É difícil saber como essa história terminaria se as coisas tivessem dado certo para o filho pródigo. Suponha que ele encontrasse formas de ganhar dinheiro e de fazer com que os bons tempos continuassem? Não é provável, pelo menos tendo em vista o texto, que ele voltasse “ajoelhado”, não é mesmo? Quantos, entre nós, às vezes, têm ficado realmente tristes, não tanto por causa dos pecados, mas pelas consequências, principalmente quando somos descobertos? Mesmo o pagão mais insensível se arrependerá do adultério se, em resultado, ele pegar herpes, gonorreia, ou alguma outra doença sexualmente transmissível. Não há nada de cristão na tristeza pela dor que vem de nossas escolhas erradas, não é mesmo?
O que dizer, então, sobre esse rapaz? Não há dúvida de que a situação terrível em que ele se encontrava tenha causado uma atitude diferente, que poderia não ter ocorrido sob outras circunstâncias. Mas, os pensamentos de seu coração, como revelados nos textos, demonstram um sentimento de verdadeira humildade e a compreensão de que ele havia pecado contra seu pai e contra Deus. O discurso que ele preparou em seu coração parecia mostrar a sinceridade de seu arrependimento.
 Às vezes é preciso que más consequências de nossas ações nos despertem para a realidade de nossos pecados, não é? Ou seja, somente depois que nossas ações resultam em sofrimento é que verdadeiramente nos arrependemos dessas ações, e não apenas dos resultados. O que dizer de você e das situações que está enfrentando? Por que não decidir evitar o pecado e poupar a si mesmo de todo sofrimento e do arrependimento que (se espera) resultarão?

Este estudo continuará neste domingo (09/10/11)

Em Cristo,
Edmilson Santos