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terça-feira, 12 de setembro de 2017

MINHA CARA METADE: "Mito ou Verdade?"


Certamente você já deve ter ouvido a expressão “cara metade”, ou mesmo a expressão “a metade que faltava da maçã”. Talvez você mesmo já tenha dito isso ou tenha ouvido alguém falando a respeito. É verdade que muitas mulheres querem encontrar a todo custo uma pessoa que pode completá-las e vice versa. É plena verdade que o homem foi feito para a mulher e a mulher para o homem. Mas será que realmente existe essa “cara metade” que te completa? Ou seria uma busca por algo que nunca será encontrado? Será que podemos afirmar que sozinhos estamos incompletos? Ou seja, felicidade plena, só se estivermos com alguém do sexo oposto? Seria impossível ser feliz sozinho?

Muitos relacionamentos acabam chegando ao rompimento porque ambos desejam se completar, quando, na realidade, a melhor hora para entrar em um relacionamento é quando se está completo sozinho. Esse sentimento de incompletude vem de uma carência, ou seja, coisas que ainda faltam ser resolvidas em sua vida. Você deve resolver essa carência primeiro e não iniciar um relacionamento esperando que a outra pessoa supra aquilo que te falta. Deus nos fez para sermos completos, inteiros e não fracionados, ao ponto de precisar que outra pessoa preencha algo que está “incompleto”.
Se cada parte já não entrar com essa consciência da completude na relação, dificilmente experimentarão uma felicidade plena. Muitas vezes, entende-se por “completar” quando, na verdade, a outra pessoa tem o que gostaríamos de ter em nós mesmos.
Projetar em alguém aquilo que você gostaria de ser é uma das causas dos maiores desastres amorosos. Se você não tem certa característica, seja resolvido e entenda sua falta, mas não queira exigir isso de ninguém. Quando se deseja completar-se com outra pessoa, intrinsecamente é exatamente isto que se busca: que a outra parte seja como você sonha ser, mas não é. Então, você, em vez de melhorar a si mesmo, fica exigindo que a outra pessoa mude e se adapte ao seu jeito.
Elas, as mulheres, não querem ser completas pelos homens. Eles, não querem ser completos por elas, na verdade. No fundo, o que ambos querem é, sendo inteiros, viver uma vida extremamente feliz ao lado de uma pessoa que é inteiramente resolvida.
Se ainda há coisas pendentes em sua vida, situações não resolvidas na área sentimental, você não tem maturidade para entrar em um relacionamento. Se entrar, será para machucar e machucar-se.
Sempre em suas angústias, questionamentos, em sua solidão, em momentos de dores e tempos de dissabor, saiba que Ele, Jesus, é essa pessoa que te completa. Se você não deixar Jesus te completar, nunca conseguirá que pessoa alguma o faça. Permita-se ser inundado pelo amor de Deus todos os dias e você se sentirá inteira (o), atingirá um nível de maturidade que te deixará pronto para relacionar-se efetivamente com alguém. Quem nos completa de verdade é Jesus. Levante a cabeça! Você pode ter vivido coisas terríveis em sua vida, mas creia que Deus pode fazer tudo novo, uma restauração completa.
Achar que você precisa de outra pessoa para te completar não é apenas falso, mas também perigoso, pois parte do principio de que você nasceu incompleto. E isso, meu amigo, é uma baita de uma mentira.
Por mais cafona que possa soar, ter orgulho da pessoa que você é por completo irá mudar a sua vida:
1. Quando você se sente completo, você tem mais para dar
Vamos combinar: quando você se sente pela metade, não tem como se entregar por completo, até porque metade de você está faltando. Então, pergunte-se: será que você pode amar, respeitar ou sentir algo por alguém mesmo se sentindo tão vazio assim? Sentir-se pela metade faz de você uma pessoa carente, que tira do outro para se sentir completa. No entanto, quando você se sente inteiro, você tem uma fonte ilimitada de coisas incríveis para dar. O que nos leva ao próximo ponto.
2. Quando você é completo, você atrai outras pessoas que também são
Os pela metade gostam de reclamar pros amigos de cada namorico e de como nenhum presta. Eles querem encontrar alguém que seja o pacote-completo, mas ninguém é bom o suficiente. Essas pessoas não entendem o porquê de não conseguirem encontrar esse ser “perfeito”.
Surpresa! Esse tipo de pessoa pacote-completo não está à procura de um pela metade com pouco para dar. Você compraria metade de uma bala pelo preço de uma inteira? E um filme pela metade, você pagaria pra assistir?
Claro que não. Então por que achar que existem pessoas por aí procurando alguém pela metade?
3. Quando você é completo, você tem amor próprio
Os pela metade se deixam pisar com frequência. Sua necessidade de ter o amor e a afeição do outro é tão grande que acabam se deixando maltratar, coisa que uma pessoa completa nunca iria aturar. Isso porque quem se sente completo não tem medo de perder alguém que não o respeita. Sabem muito bem como estabelecer limites, pois não se sentem fragilizados pela carência. Não estão à procura de se sentirem completos, pois já o são.
Posso te contar um segredo? Durante a maior parte da minha vida eu fui uma pessoa pela metade. Mas eu me toquei de que estava olhando pras coisas de uma maneira totalmente equivocada. O propósito do relacionamento não é se completar com o outro, mas sim apreciar o ser completo que cada um já é.
“Você me completa” foi o que o personagem de Tom Cruise disse (meio que chorando) no filme Jerry Maguire. Eu vou arriscar e dizer que essa é a maior mentira hollywoodiana jamais dita. Ninguém pode te completar. Ninguém pode te dar o “pedaço que falta”. Ninguém, nunca. Porque você, meu amigo, já é um ser completo.
Adaptado do trecho do livro "DO QUE ELAS GOSTAM"

Em Cristo,
Edmilson Santos


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PROCRASTINAÇÃO!


Por que #adio sempre meus #SONHOS? (Procrastinação)
Você é daqueles que sempre #começa algo, mas nunca #termina ou não consegue terminar? Se não é, conhece alguém assim? Embora não seja capital, esse é um dos pecados cometidos por muitos e é também letal. É o pecado da #procrastinação.
Procrastinar não é popularmente conhecido. Porém, sua ação é mais comum do que se possa imaginar. Procrastinar é o mesmo que “transferir para outro dia; adiar, delongar, #deixar sempre para depois”. Ainda que a procrastinação faça parte da vida de milhares de pessoas, não se pode #aceitá-la como #natural no nosso dia-a-dia.
Engana-se quem pensa que o “começar e nunca terminar” só afeta o lado profissional. Essa “doença”, que retarda sonhos e alvos, também afeta o lado pessoal (emocional). Você fica infeliz e isso afeta tudo e todos a sua volta.
Pare de #sabotar teus #sonhos, isso tem acabado com sua autoestima. Que tal voltar estudar (curso, faculdade) voltar a trabalhar... Haaaá já passou tanto tempo. Pare com isso agora! Pare de adiar sua felicidade! Você já se #doou muito pelos #outros (esposo (a), filhos, pai e mãe). Agora está na #hora de #pensar um #pouco em #você (isso não é pecado).
Minha esposa depois de 17 anos, voltou a estudar enfermagem, como ela está feliz, alegre, se sentindo útil para ela mesma (autoestima dela está lá nas alturas).
EU tenho sido o mais beneficiado nisso tudo, com retorno de minha esposa ao estudo. Sempre a incentivei!
#MARIDOS incentivem suas esposas a #realizarem seus #sonhos, e não seja um obstáculo a isso. É duro o que vou falar, mas é a pura realidade. A #felicidade de nossa esposa, não se #resume a você (marido), a #casa (fazeres domésticos) e nem mesmo os filhos. Não estou querendo dizer que as esposas não tem alegria em cuidar do que mencionei, mas muitas esposas são tolhidas de suas realizações pessoais e isso as adoece.
#MARIDOS Ajudem suas esposas a não PROCRASTINAR! Vocês perceberam que serão os maiores beneficiados de tudo isso. #Pense#Nisso!
#ESPOSAS corram o risco por vocês! Comecem hoje e não amanhã, a trilhar seu sonho pessoal.
(Reflexão extraída de minha Fan page)

Em Cristo,
Edmilson Santos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Seu filho auxilia na atividade de casa?


Como pais, sempre desejamos proporcionar aos nossos filhos uma vida melhor do que aquela que tivemos e a oportunidade de alcançarem condições melhores que as que temos, como adultos.
Nessa busca por conforto e uma vida melhor, tornou-se rara, em muitos lares, a participação dos filhos na realização de tarefas domésticas. Guardar a louça, lavar o quintal, estender ou recolher a roupa, arrumar o próprio quarto são atividades desconhecidas ou não praticadas por muitas crianças. Normalmente, são feitas por mães sobrecarregadas ou funcionárias domésticas. Seria essa, realmente, a melhor forma de educá-las?
Logicamente, discutir “a melhor forma de educar” pode trazer à tona questões muito delicadas, visto que essa “melhor forma” depende dos valores de cada família, das expectativas e propósito dos pais em relação aos filhos, e à concepção de mundo em que se baseiam. Portanto, essa não é uma tarefa simples.
No entanto, mesmo que não se possa avaliar “a melhor forma de educar”, podemos utilizar um parâmetro comum para aferir nossas ações. Posso afirmar que, pessoalmente, sou adepto ao modelo bíblico cristão para a construção dos meus valores pessoais, e eles norteiam os princípios adotados por minha família. No entanto, independente da visão adotada, acredito que a possibilidade de analisar os benefícios de determinadas práticas é sempre útil para provocar uma reflexão e, neste artigo, pretendo expor algumas contribuições da participação nas atividades domésticas para a formação do caráter e o desenvolvimento cognitivo das crianças.
DESENVOLVE A PRESTATIVIDADE
As crianças que ajudam em casa tornam-se pessoas prestativas. Uma escritora americana reconhecida por sua grande contribuição em diversas áreas, inclusive educação, afirma em um de seus livros que “enquanto [as crianças] ainda são pequenas, deve a mãe dar-lhes alguma tarefa simples para fazer, cada dia. Levará mais tempo para os ensinar do que fazê-la ela própria, mas lembre-se que deve, para a formação do caráter deles, deve ser lançado o fundamento da prestatividade. É essa prestatividade que prepara a pessoa para ser útil à família e à sociedade
EVITA COMPORTAMENTOS INADEQUADOS

De forma contundente, a prática mostra como a ocupação em atividade útil é necessária para preservar a criança e o adolescente de envolverem-se com companhias inadequadas e desenvolver hábitos prejudiciais. Quando comparamos a situação da infância hoje com a de nossos avós ou até mesmo alguns de nossos pais, vemos que eles não possuíam praticamente nenhum dos recursos que as crianças de hoje possuem. No entanto, atualmente, a insatisfação de muitas crianças em relação à escola e sua condição de vida, mesmo quando cercadas de conforto e brinquedos, é bastante preocupante. Seria essa insatisfação o resultado de não conhecerem a quantidade de esforços despendidos pelas gerações anteriores para que elas desfrutassem das condições que agora possuem?

Em Cristo,
Edmilson Santos

Fonte: Esperança.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O Silêncio no Casamento

Como é possível que duas pessoas que prometeram se amar cheguem a ponto de ficar sem se falar por horas — ou até por dias? Elas dizem a si mesmas: ‘Pelo menos paramos de brigar.’ Mas isso não resolve o problema, e os dois se sentem mal com a situação.

POR QUE ACONTECE

Vingança. Algumas pessoas usam o silêncio para se vingar. Por exemplo, pense num marido que planejou o fim de semana sem consultar a esposa. Quando ela descobre, fica brava e diz que ele não teve consideração. Ele retruca dizendo que ela é sensível demais. A esposa sai pisando duro e fica emburrada. Por ficar em silêncio, é como se ela dissesse: “Você me magoou, então agora eu vou magoar você também.”

Manipulação. Alguns usam o silêncio para conseguir o que querem. Por exemplo, pense num casal que está planejando uma viagem, e a esposa quer levar os pais dela junto. O marido não concorda. “Você está casada comigo, não com seus pais”, diz ele. Daí, para de falar com a esposa, esperando que ela finalmente ceda e faça a vontade dele.

Naturalmente, isso não quer dizer que um casal não possa interromper uma conversa quando os ânimos estão ficando exaltados. Isso na verdade os ajudará a se acalmar antes que a situação saia do controle. A Bíblia diz que existe um “tempo para ficar quieto”. (Eclesiastes 3:7) Mas, quando é usado como meio de vingança ou manipulação, o silêncio com o tempo diminui o respeito que um tem pelo outro — além de não resolver o problema. Como você pode evitar que isso aconteça ao seu casamento?

 O QUE VOCÊ PODE FAZER

O primeiro passo é reconhecer que essa tática, na melhor das hipóteses, funciona apenas por um tempo. É verdade que cortar o diálogo pode satisfazer seu desejo de vingança ou obrigar a outra pessoa a fazer suas vontades. Mas é assim que você realmente quer tratar a pessoa a quem prometeu amar? Existem soluções melhores!

Tenha discernimento. A Bíblia diz que o amor “não se irrita facilmente”. (1 Coríntios 13:4, 5, Bíblia Fácil de Ler) Assim, se, num momento de irritação, seu cônjuge disser coisas como “Você nunca me ouve” ou “Você sempre se atrasa”, não leve isso ao pé da letra. Tente perceber o que está por trás dessas palavras. Por exemplo, “Você nunca me ouve” pode significar “Sinto que você não leva minha opinião a sério”. — Princípio bíblico: Provérbios 14:29.

Em Cristo,
Edmilson Santos

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Tire seu Casamento da U.T.I

Tire seu Casamento da U.T.I





Segundo pesquisa do IBGE, em 2007, um em quatro casamentos termina em divórcio. Sem dúvida é um índice muito elevado. O que a pesquisa não consegue apresentar é a quantidade de casais que vivem felizes em comparação com aqueles que apenas sobrevivem sob o mesmo teto, mas estão divorciados emocionalmente. Alguns casamentos estão em tal estado de morbidez, que afeta a saúde física, mental e emocional dos que estão envolvidos na relação. Quando um parente nosso vai para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), ficamos preocupados, pois entendemos que o estado é grave. Corremos atrás dos médicos até ouvir a notícia de que o enfermo já pode deixar a unidade. Infelizmente, alguns casamentos estão na UTI há um longo tempo, e as pessoas não se preocupam e ainda se acomodam, pensando: “Ah! Todo mundo tem problemas!” Enquanto isso o Médico dos médicos, Jesus Cristo, aguarda ser chamado para efetuar a cura e levar o casamento de volta ao plano original de Deus. Quanto você está disposto a gastar para conseguir a cura física de um ente querido? Conheço pais que gastaram tudo o que possuíam, tentando a cura ou ao menos minorar o sofrimento de um filho doente. Pena que alguns não se dispõem a fazer nada pela cura do seu casamento. Terminam se acomodando numa vida infeliz, cheia de frustração, quando com determinação poderiam fazer a diferença na vida a dois. Algumas perguntas poderão ajudar a avaliar seu casamento. Quando saem juntos, você pega na mão de sua esposa, põe o braço sobre seu ombro? Você fala palavras românticas ao ouvido do seu cônjuge? Você senta ao lado dele(a) trocando carinhos enquanto assistem TV? Ainda existe aquela alegria em mandar bilhetes, torpedos (minha esposa Maurelice ama torpedo) e ligar um para o outro só para dizer que estava com saudade? É possível que para algumas perguntas à sua resposta seja NÃO! Aquele primeiro amor já esfriou. Seu casamento se tornou chato, triste e insuportável. São duas pessoas apenas sobrevivendo sob o mesmo teto. Calma! Nem tudo está perdido. Se você quer começar uma nova vida em seu casamento, quero sugerir cinco passos.

 1. COLOQUE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR – Se Deus não ocupar o primeiro lugar em sua vida, você terá dificuldades no casamento. Casamento precisa de amor. E onde se encontra o verdadeiro amor? Na Fonte. A Bíblia é muito clara, “Deus é amor”. Se estiver faltando amor em seu casamento é porque está faltando Deus. Além disso, todo relacionamento precisa de perdão. Infelizmente muitas vezes magoamos aos que mais amamos. A tendência natural do ser humano é se vingar, pagar com a mesma moeda. Mas, para ser feliz é preciso perdoar; e somente Deus nos habilita a perdoar os que nos ofendem. A verdade é que quanto mais próximo você estiver de Deus por meio da oração e da reflexão em Sua Palavra, mais perto estará do seu cônjuge. E se você quer estar cada vez mais unido ao seu companheiro (a), experimentem orar juntos todos os dias. O casal que ora unido, permanece unido.

 2. GASTE TEMPO PARA CONHECER O SEU CÔNJUGE – Há 10 (dez) anos atendo casais em crise, e ainda me surpreende quão pouco alguns se conhecem. Tenho dito para alguns que, apesar de estarem casados há anos, ainda não são um casal, pois levam vidas independentes, sem conhecer as necessidades e os sonhos um do outro. Vivem na mesma casa e até dormem na mesma cama, mas não há companheirismo e cumplicidade entre eles. Separe tempo para conversar com o seu cônjuge, não sobre os assuntos cotidianos, como contas a pagar e problemas com as crianças, mas, gaste tempo para falar de vocês, dos planos para o futuro, dos desejos mais secretos, tudo isto num espírito de compreensão e intimidade, sem críticas ou acusações. Façam coisas juntos. É investindo tempo juntos que aprendem a lidar melhor um com o outro.

 3. APRENDA A SE COMUNICAR – Como pode um casal se dar bem se não consegue se comunicar? Comunicação não é falar apenas, como pensam alguns, mas inclui também ser ouvido e compreendido. Na vida a dois a comunicação é um grande desafio, pois homens e mulheres agem como se falassem línguas diferentes. O homem é mais direto e objetivo ao falar. Naturalmente ele ouve com facilidade alguém que se comunica no mesmo estilo. Por outro lado, a mulher não é tão direta, ela floreia a linguagem, coloca emoção na sua fala, cria um clima. E assim, “às vezes” não é muito clara sobre o que quer dizer, mesmo assim, espera que o marido a compreenda. O problema é que, com estilos tão diferentes, bem antes que a esposa conclua o que está dizendo o marido já se desligou completamente da conversa. E mesmo que ele responda “hum-hum”, é possível que não tenha prestado atenção em metade do que foi dito. Isso gera conflitos. A mulher acha que ele não está lhe dando atenção e ele não consegue suportar uma conversa tão comprida. A solução é cada um ceder um pouco. O homem deve exercitar a atenção, quando a esposa estiver falando, e a mulher deve evitar detalhes desnecessários. Mulher, quando conversar com uma amiga, fale do seu jeito porque ela vai entender e adorar. Já com o seu marido, para o bem da comunicação do casal, economize palavras e seja o mais direta possível. Marido, quando sua esposa terminar de falar, resuma o que você entendeu e confirme, “é isso que você está querendo dizer?” São dicas simples que evitarão mal-entendidos.

4. VALORIZE SEU CÔNJUGE – Se não tiver algo de bom para dizer, não diga nada. Infelizmente é muito mais fácil criticar do que elogiar. Se você evitar as críticas e abusar dos elogios sinceros, vai se surpreender com o que acontecerá no seu casamento. Ninguém consegue ser feliz ao lado de alguém que só lhe aponta os defeitos, mesmo com a melhor das intenções. Nunca diga nada que possa constranger seu cônjuge, nem de brincadeira. Não use palavras ásperas ou de baixo calão. Reconheça as habilidades que ele(a) possui e verbalize o quanto se orgulha de sua capacidade. Valorizar o cônjuge é incentivá-lo a estar de bem com ele mesmo e com o mundo. Valorizar seu cônjuge é dizer, por palavras e atos, o quanto ele é importante para você. Uma pessoa elogiada tem vontade de fazer mais e melhor, e isso a torna um melhor cônjuge, pai ou mãe, profissional e cristão.


5. SEJA FELIZ, FAZENDO O OUTRO FELIZEste é o segredo. Há pessoas preocupadas apenas com sua felicidade, passam a maior parte da vida reclamando do cônjuge e tentando mudá-lo. Concentram-se naquilo que o outro não faz. Esqueça. Isso só vai trazer frustração. Pense no que pode fazer para que seu cônjuge seja a pessoa mais feliz do mundo. Descubra pequenos gestos, pequenas atenções e detalhes que o farão feliz. Nunca ameace seu cônjuge com separação, aliás, não alimente o pensamento de que o seu casamento foi um erro. Não vá dormir sem fazer as pazes, a Bíblia orienta a que “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Você se surpreenderá ao notar que, na intenção de fazer o outro feliz, você encontrará a própria felicidade. Atendi certa vez um casal, cujo casamento estava na UTI, em coma profundo. O marido estava se relacionando com outra pessoa que o fazia sentir-se bem e valorizado, enquanto a esposa só lhe tratava com grosseria. A esposa se queixava de não receber atenção e de que o marido queria alguém apenas para servi-lo. Ela não sabia da existência de uma terceira pessoa, mas estava desconfiada. Enfim, tudo que enxergavam como desfecho era o fim do casamento. Recomendei uma trégua e desafiei os dois a utilizarem os cinco passos que sugeri acima. Se nada acontecesse, eu apoiaria a separação. Avisei que não seria fácil e que eles não conseguiriam sem ajuda Divina. O marido disse que seria preciso um milagre para mudar as coisas, pois o casamento já estava morto. E, sinceramente, ele não acreditava ser possível, mesmo assim, faria a última tentativa. Alguns meses se passaram e o casal agora trazia um novo brilho no olhar. Ele me disse, “descobri que ela é a mulher da minha vida”, referindo-se à esposa, e ela, por sua vez, irradiava felicidade num lindo sorriso. Se você estiver disposto a fazer sua parte para salvar o casamento, pode ter certeza de que Deus fará a parte dEle. Mas Ele nunca fará o que você pode fazer. Sua parte é decidir e investir no relacionamento, sem esperar que o outro faça primeiro. Quando você decide e começa a agir, Deus lhe concede a força necessária para mudar. E, à medida que você muda suas atitudes, seu cônjuge reagirá à nova forma como está sendo tratado. Mudança gera mudança. A promessa é de Deus: “Dar-lhes- -ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr 32:39). ACREDITE! Deus pode e quer tirar seu casamento da UTI, para o seu bem e a felicidade de seus filhos. Busque o poder de Deus e seja feliz com um casamento saudável.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Por: Daise Reis (Terapeuta conjugal e familiar)



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

"A Arte de PERMANECER Casado"


Versículo-chave: Malaquias 2.15
“…Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”.
Alvo da lição:
Ao estudar esta lição, você se dedicará de modo sábio e cristão à manutenção de um casamento saudável.
A lição de hoje trata de alguns princípios sobre a manutenção do casamento:
1. Casamentos são realizados com a previsão de durarem a vida toda.
2. Os casamentos não duram a vida toda naturalmente, sem algum esforço e cuidado.
3. Devemos descobrir e tomar atitudes claras e eficazes para que o casamento seja durável.
O estudo da lição não tem a intenção de acusar ou trazer um peso ainda maior aos que experimentaram o divórcio. O fato é que mesmo as pessoas que passaram por divórcio entendem que o casamento é feito para durar toda a vida. Também não teremos segredos garantidos e fáceis para as pessoas permanecerem casadas, mas alguns princípios que tenham fundamento na palavra de Deus, e que poderão ajudar na construção de casamentos mais saudáveis e mais duráveis.
Quando alguém assume um grande compromisso, geralmente, espera que logo acabe. Do outro lado, quando alguém aceita um compromisso de longa duração, espera que o valor do compromisso esteja diluído de tal maneira que se torne bastante pequeno, aceitável. No casamento, as duas dimensões estão presentes: trata-se de um compromisso intenso e, ao mesmo tempo, um compromisso extenso, para toda a vida. Nossa lição evitará o trabalho de defesa da durabilidade do casamento, e se dedicará a oferecer orientações básicas que ajudem as pessoas “na arte de permanecerem casadas”.

I. Casamentos duráveis demonstram presença equilibrada de amor e compromisso (Mc 10.7-8)

Aqueles que são casados há muitos anos, geralmente, testemunham que “só o amor não sustenta uma relação”. Aqueles que se separaram um dia demonstram na prática que “só o compromisso não sustenta uma relação”. Ainda assim, ambos concordarão que uma relação duradoura depende tanto de amor como de compromisso – muito amor, e compromisso firme!
A maneira bíblica de descrever compromisso no casamento está na célebre frase proferida em Gênesis (2.24-25) e pelo próprio Senhor Jesus: “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” (Mc 10.7-8). Duas expressões são especialmente contundentes ao ensinarem a intensidade do compromisso: “unir-se” e “uma só carne”. Segundo os estudiosos, “unir-se” tem o significado de um elo forte que não será jamais quebrado, envolvendo duas características: lealdade inabalável e amor ativo, permanente, que não desiste. Do outro lado, tornar-se uma só carne (que inclui relação sexual e todas as dimensões adicionais afetivas e físicas) significa uma natureza de união tão forte que seria impossível desunir (separar, cortar, dividir) sem que marcas profundas sejam manifestas. Para se ter uma ideia da natureza desse modelo de união, a Bíblia o chama de mistério e declara ser essa a representação mais completa do relacionamento entre Cristo e Sua igreja (Ef 5.31-32).
Um compromisso de tamanha magnitude e com tamanhas implicações não é assumido com facilidade. Por isso, alguns chegam a temer o casamento. A base do comprometimento tem que ser o amor, pois ele expulsa o medo (1Jo 4.18 NVI). Desse modo, enquanto o compromisso dá sustentação para o sentimento de amor, o amor torna possível a manutenção do compromisso.

II. Casamentos duráveis pedem manutenção sistemática

A atitude própria de todas as pessoas que adquirem um bem durável é programar-se para o natural cuidado de sua manutenção. Assim fazemos quando adquirimos uma casa, um carro ou mesmo algum eletrodoméstico. Na verdade, até mesmo a garantia da maioria dos bens depende de sua manutenção adequada. O mesmo acontece quando se deseja construir um casamento durável. Sem manutenção adequada, os casamentos se tornam vulneráveis e frágeis.
Entre as diversas formas de se cuidar da manutenção de um casamento, duas serão destacadas aqui.

1. Disposição e capacidade de lidar com conflitos

Podemos evitar muitos dos conflitos que surgem no casamento bastando para isso uma atitude mais cuidadosa por parte de cada um de nós. A disposição para aceitar as diferenças, por exemplo, diminui de modo decisivo o potencial de um casal para se envolver em conflito – homens são diferentes de mulheres (que bom!), pessoas criadas na família “A” são diferentes de pessoas criadas na família “B”, e assim por diante. Nossas diferenças se manifestam na maneira como reagimos aos problemas, na escala de valores da família, no gosto por alimentos, ambientes, humor e de tantas outras maneiras. Há casais que não conseguem conviver porque um dos cônjuges deseja mudar o outro e fazê-lo ser exatamente igual a ele. Há casos em que a disposição para “implicar” com o outro e com a maneira de ele ser e perceber as coisas acaba por tornar insustentável a vida comum.
O texto de 1Pedro 3.1-7 (NVI) oferece exemplo de postura favorável para lidarmos com as diferenças quando orienta as mulheres cristãs a tratarem até mesmo com um marido que não obedece à Palavra: “Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês” (v.1-2). O ensino alcança diversas áreas da vida familiar, e orienta também os homens a serem sábios no convívio com a própria esposa… “e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida…” (v.7).

2. Habilidade de lidar com mudanças necessárias e inevitáveis

Além das questões que podem ser vistas como “diferenças”, o casamento inclui enganos, erros e pecados por parte dos membros da família. O fato é que somos pecadores! A maneira como lidamos com os nossos próprios erros e com os erros do cônjuge será fundamental para definir a continuidade saudável do casamento. Isso significa aprender a pedir perdão (embora os exemplos bíblicos sejam tantos, temos a tendência de achar que é humilhante pedir perdão, e acabamos optando por atitudes prejudiciais ao casamento, como negar, “deixar o tempo passar”, ficar irritado quando confrontado, culpar o outro, etc.), ter capacidade para entrar em acordo com o outro e disposição para perdoar. A Bíblia nos ensina que devemos ser “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32). Do outro lado, se existe um lugar em que deve ser aplicado o ensinamento de Jesus a Pedro segundo o qual devemos perdoar nossos irmãos até “setenta vezes sete”, esse lugar é no casamento.
A atitude de perdão, segundo a Bíblia, é antecedida por uma cuidadosa advertência contra os pecados relacionais que nos dividem e fazem nascer conflito. Em Efésios 4.25-31, somos exortados a ser cuidadosos para “não mentir uns aos outros (v.25), não nos entregar à raiva de uns para com os outros (v.26-27), não roubar uns dos outros (v.28), não dizer palavras que machuquem uns aos outros (v.29), e viver (inclusive em casa) de maneira que permaneça “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31).

III. Casamentos duráveis recebem investimentos constantes

Um casamento saudável não se sustenta “naturalmente”, sem investimento.

1. De natureza física

Resumidamente, o investimento no casamento inclui o cuidado com o corpo (higiene, saúde, aparência…) e o uso de todas as potencialidades do corpo, incluindo as expressões físicas de carinho (de caráter sexual ou não).

 2. De natureza emocional

Podemos investir no casamento também por meio do uso adequado das emoções, especialmente quando oferecemos ao outro a segurança de que é importante, especial, alvo de amor. O livro de Cantares tem sido usado como um verdadeiro manual de investimento físico e emocional no casamento.

3. De natureza espiritual

Felizes são os casais que oram um pelo outro e juntos, que leem a Bíblia e cultuam juntos e que, especialmente, são capazes de aplicar os ensinamentos da palavra de Deus nas atitudes diárias e em todas as dimensões do relacionamento conjugal (veja Tg 1.22).
A Bíblia trata bastante desse tipo de relacionamento de cumplicidade e proximidade.
  • Eclesiastes 4.9-12 registra que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
  • Provérbios 31 apresenta uma mulher chamada de virtuosa e diz que a vida em família é muito agradável, entre outras razões, porque o marido confia na mulher (v.11), e “ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (v.12).
  • 1Coríntios 13 lembra-nos ainda que, havendo amor, há paciência nos momentos de sofrimento, confiança, e disposição para esperar e suportar as eventuais lutas da vida (v.7).
Vale a pena observar alguns conselhos apresentados pelo Dr. Ed Wheat no livro O Amor que não se Apaga.
a. Nada é tão essencial qual a saúde de seu casamento e o desenvolvimento de união entre vocês.
b. Concentrar-se no conhecimento mútuo e em construir um relacionamento íntimo agrada ao Senhor.
c. É necessário tempos juntos para lançar adequadamente os alicerces do casamento.
d. É essencial que o marido aprenda a satisfazer às necessidades da esposa.
e. O conhecimento do cônjuge é necessário a fim de ver segundo os padrões bíblicos. Você deve conhecê-lo em profundidade se quiser amá-lo, compreendê-lo e encorajá lo.
f. Os cônjunges devem ser companheiros de equipe unidos para servirem a Deus eficazmente. Para vocês se tornarem uma equipe, é preciso tempo e colaboração numa atmosfera tão livre de distrações quanto é possível.
g. De acordo com a sabedoria de Criador, o primeiro ano é crucial em todo casamento, devendo ser vivido com cuidado e prudência.

Conclusão

Nesta lição estudamos sobre a arte de permanecer casados – um casamento durável, para a vida toda. Dois lembretes são importantes. Primeiro, que a vida é curta, e devemos gozá-la com discernimento e alegria, sempre que possível, na companhia da pessoa com quem nos casamos. Segundo, que não basta ter um casamento duradouro. É preciso viver bem, com alegria e felicidade. Mais do que aparências e convenções sociais, é preciso construir relacionamento saudável e feliz, de modo que permanecer casados seja um privilégio, uma alegria, e não um dever enfadonho e sofrido.
Em Cristo, Edmilson Santos

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica. Usado com permissão.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Perigos que Ameaçam o Casamento

Por: Hernandes Dias Lopes

O casamento é obra divina. Foi Deus quem instituiu o casamento e estabeleceu princípios para regê-lo. O casamento é um mistério. Nem mesmo as mentes mais brilhantes conseguem compreendê-lo plenamente. A felicidade no casamento só é alcançada através de muito esforço e constante renúncia, muito investimento e pouca cobrança, muito elogio e cautelosas críticas. Muitos casamentos adoecem e morrem, porque em vez dos cônjuges serem governados pela verdade, acabam sendo enganados por alguns mitos. Levantarei aqui alguns desses mitos:
Em primeiro lugar, eu preciso encontrar a pessoa perfeita para me casar. Essa pessoa não existe. Não viemos de uma família perfeita, não somos uma pessoa perfeita e nem encontraremos uma pessoa perfeita. Além disso, essa ideia já parte de um pressuposto errado, pois é uma afirmação tácita de que já somos uma pessoa perfeita e que o nosso cônjuge é quem precisa se adequar a nós. Esse narcisismo é erro gritante. Produz uma auto-avaliação falsa e inevitavelmente deságua numa relação conjugal adoecida.

Em segundo lugar, se meu cônjuge me ama nunca vai sentir-se atraído(a) por outra pessoa. Há muitas pessoas que depois do casamento descuidam-se da sua aparência. Esquecem-se de que o amor precisa ser constantemente regado e o relacionamento constantemente cultivado. É sabido que os homens são atraídos por aquilo que veem e as mulheres por aquilo que ouvem. Sendo assim, as mulheres precisam ser mais cuidadosas com sua aparência física e os homens mais atentos às suas palavras. A mulher precisa cativar constantemente seu marido e o marido precisa conquistar continuamente sua mulher. Qualquer descuido nessa área pode ser fatal para a felicidade e estabilidade do casamento.

Em terceiro lugar, se meu cônjuge casou-se comigo nunca vai esperar que eu mude. Um cristão não pode adotar o slogan de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci e eu vou morrer assim”. A indisposição para mudança é um perigo enorme para a felicidade conjugal. Não somos um produto acabado. Estamos em constante transformação. Somos desafiados todos os dias a despojar-nos de coisas inconvenientes e a agregarmos valores importantes à nossa vida. A acomodação no casamento é um retrocesso, pois num mundo em movimento, ficar parado é dar marcha ré. A vida cristã é uma corrida rumo ao alvo. Nosso modelo é Cristo e todos os dias precisamos ser mais parecidos com Jesus. Para isso, precisamos abandonar atitudes pecaminosas e adotar posturas piedosas.
Em quarto lugar, se meu cônjuge me ama, não vai ficar aborrecido com minha possessividade. Ninguém é feliz no casamento perdendo sua individualidade. Ninguém sente-se confortável sendo sufocado. Ninguém tem prazer em viver no cabresto, sendo vigiado a todo tempo. O ciúme é uma doença. Uma doença que se diagnostica por três sintomas: uma pessoa ciumenta vê o que não existe, aumenta o que existe e procura o que não quer achar. Embora marido e mulher devam respeito e fidelidade um ao outro, não podem viver sendo monitorados o tempo todo. Casamento pressupõe confiança. A insegurança produz a possessividade e a possessividade gera o controle e o controle estrangula a relação.

Em quinto lugar, se meu cônjuge me ama, nunca vai discordar de mim. O casamento não é a união de dois iguais. Homem e mulher são dois universos distintos. A ideia de almas gêmeas é absolutamente equivocada. O impressionante do casamento é que, sendo tão diferentes, homem e mulher são unidos numa aliança indissolúvel, para se tornarem uma só carne. As diferenças existem, entretanto, não para destruir o relacionamento, mas para enriquecê-lo; não para separar o casal, mas para complementar a relação conjugal.

Em Cristo,

Edmilsom Santos 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mães de Joelhos Filhos de Pé!



O CAMINHO da oração, embora glorioso, não é fácil de ser percorrido. Muitos que se propuseram a ter uma vida fervorosa e intensa de oração desistiram no meio do caminho. Às vezes, é fácil começar; difícil é perseverar na oração. Não gostamos de orar. Orar é um dos mais árduos exercícios espirituais. É mais fácil ser um ativista do que uma pessoa consagrada à oração. Orar é uma das mais renhidas batalhas que travamos. Muitos são aqueles que falam de oração, mas poucos são os que oram. Muitos pregam sobre a oração, mas poucos são os que oram. Muitos são aqueles que dizem crer no poder da oração, mas poucos são os que oram efetivamente. Talvez você já tenha perdido o ânimo de orar. Talvez sua vida de oração seja tão pobre quanto a vida espiritual que você leva. Talvez você já teve uma vida de oração Mais  fervorosa, mas agora seu coração está seco e sua vida sem frutos. Talvez você se lembre dos dias em que sua alma banqueteava na presença de Deus, hoje há um vazio em seu coração.

Talvez você já foi uma reparadora de brechas, uma intercessora, mas agora você está como uma vinha murcha, precisando de restauração. Talvez você já lutou com Deus em favor dos seus filhos, já chorou por eles,  já jejuou em favor deles e batia constantemente junto aos portais da graça, clamando a Deus pela restauração dos seus filhos, mas hoje você está enfraquecida, sem esperança e em ânimo para prosseguir.

Mônica orou cerca de 40 anos pela conversão de eu filho Agostinho. Ele era um jovem devasso e completamente resistente ao Evangelho. Ela jamais desistiu de esperar um milagre de Deus na vida do seu filho. Noite e dia, ela clamava a Deu pela conversão dele. Depois de quase 40 anos de luta, de choro, de oração, Agostinho foi convertido. Ambrósio, amigo da família, disse que um filho de tantas lágrimas não poderia se perder. Agostinho foi o maior expoente da Igreja entre o período dos apóstolos e os reformadores. Ele foi o maior teólogo que a Igreja já produziu depois do apóstolo Paulo, fonte de inspiração para os grandes luminares da teologia reformada, como Lutero e Calvino.

A Bíblia fala de uma mãe que se apresentou a Jesus para clamar em favor da sua filha. Ela era uma gentia. Ela era uma estrangeira. Sua filha estava possessa de um espírito maligno, padecendo nas mãos iníquas dos demônios. Aquela mãe estava desesperada. Então, no auge da sua angústia, ela vai a Jesus. Ela encontrou vários obstáculos, mas perseverou em sua busca e não abriu mão da libertação da filha.

Em primeiro lugar, ela enfrentou a rejeição dos discípulos de Jesus que queriam que o Mestre a despedisse. Ela foi rejeitada por aqueles que deveriam acolhê-Ia. Ela foi incompreendida por aqueles que deveriam cercá-Ia de cuidado e amor. Ela foi expulsa por aqueles que deveriam abraçá-Ia.

Em segundo lugar, ela enfrentou o silêncio de Jesus. Diante do seu clamor, o Senhor nada lhe respondeu. O silêncio do Mestre muitas vezes é pedagógico. O silêncio de Jesus tem uma expressão poderosa e eloquente. O silêncio de Jesus testa nossa têmpera espiritual, prova o grau perseverança.

Em terceiro lugar, ela enfrentou a demora de Jesus. Jesus não a atendeu de imediato. Ela não
foi atendida no tempo que queria. A demora de Deus às vezes nos exercita no caminho da perseverança na oração.

Em quarto lugar, ela revelou profunda humildade em sua oração. Jesus disse que não é lícito tirar o pão dos filhos e lançá-Ios aos cachorrinhos. Ela não se exaspera, não perde o controle, não se insurge rebelada contra Jesus. Mas se humilha, dizendo: "Sim Senhor, mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do seu senhor." Ela tem uma causa a defender. Tem uma necessidade a ser resolvida. Tem um pedido a ser feito. Ela não desiste e se recusa a ir embora de mãos vazias. Ela persevera na oração.

Em Quinto lugar, ela demonstrou profunda empatia em seu clamor. Ela não ora: "Senhor, socorre a minha filha, mas Senhor, socorre-me." O problema d a sua filha era o seu problema. A dor da sua filha era a sua dor. O drama da sua filha era o seu drama. Ela e sua filna eram uma só pessoa. Ela não faz um pedido mecânico, frio. Havia paixão em seu pedido. Havia urgência na sua voz. Havia amor no seu coração. É com essa intensidade de alma que devemos orar pelos nossos filhos.  Jesus não apenas enalteceu a sua fé, mas também atendeu-lhe o pedido e sua filha ficou liberta e curada.

Conclusão
Não desista de orar pelos seus filhos. Não abra mão de vê-Ios no altar de Deus. Você não gerou filhos para o cativeiro. Você não gerou filhos para a morte. Você não gerou filhos para povoar o inferno. Seus filhos são herança de Deus. Eles são filhos da promessa. Lute por eles, chore por eles, ore por eles, jejue por eles, até vê-Ios como coroas de glória nas mãos do Senhor.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Extraído do livro Mães intercessoras (Hagnos)