terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Dicas Para o Professor da Escola Bíblica Dominical"



Se você atendeu ao chamado de ensinar em uma classe de Escola Dominical, na verdade você aceitou um grande trabalho, porque este chamado traz consigo o privilégio e a responsabilidade de cooperar com Deus na formação do caráter cristão, e no compartilhamento do conhecimento espiritual. você, como professor, começa seu próprio treinamento, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas:

1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar?
Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual.

2. A  quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino?
Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.

3. Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo?
O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21).
O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.

4. Como ensinarei?
Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos. E esta pergunta nos leva ao tema do livro: A arte de ensinar lições bíblicas na Escola Dominical.
Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida.
Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison.
O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo".

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SEMINÁRIOS - RICK WARREN





ARTIGOS E SEMINÁRIOS

Downloads de Seminários em MP3 - Para ouvir em seu computador
Seminário Básico de Uma Igreja com Propósitos
 
O seminário da Igreja com Propósitos é uma apresentação 
em vídeo do Pastor Rick Warren ensinando os conceitos da 
 Igreja com Propósitos em vários idiomas. Esta apresentação 
feita por Rick dura mais de cinco horas e meia, em um 
ambiente aconchegante como se ele estivesse ensinando um 
pequeno grupo de pastores ao redor de uma mesa. 
A apresentação é feita de uma maneira  simples para 
comunicar primariamente os modelos bíblicos que

 são facilmente transferíveis em uma variedade de culturas. 
Um grande esforço foi colocado para evitar-se coloquialismos 
ocidentais e ilustrações não compreendidas facilmente 
por povos não-ocidentais.
O seminário da Igreja com Propósitos foi planejado 
para ser usado no treinamento de pastores que doutra 
forma seriam impossibilitados de tirar proveito deste ensino. 
Da mesma forma foi planejado como um auxílio no treinamento
 de pastores de maneira informal. Considerando-se que este 
material visa atingir uma audiência internacional cuja maioria 
não fala o inglês, o seminário não tem por finalidade substituir
 a versão completa em vídeo da Conferência de três dias da 
Igreja com Propósitos em inglês.

 Damos a você permissão total para fazer o "download" e 
distribuir  este material desde que você não o venda para 
obter lucro.

Arquivos de Áudio MP3 requerem um "Media Player" GRATUITO. 
Se você não o possui, clique aqui:

O seminário é dividido em nove módulos, ou capítulos. 
Clique aqui para começar o download:



Download

MP3
Guia do Líder
Guia do Aluno
Edificando uma igreja com Propositos


Nove maneiras de ser uma Igreja com Propósitos


Seção 1 - Edificando Uma Igreja com Um Propósito
Seção 2 - Nove Maneiras de Ser Uma Igreja com Propósitos
Seção 3 - Alcançando a Sua Comunidade
Seção 4 - Atraindo e Mantendo Uma Multidão
Seção 5 - Edificando a Sua Congregação
Seção 6 - Desenvolvendo Membros Maduros
Seção 7 - Capacitando Seus Líderes Para o Ministério
Seção 8 - Liderança Autêntica
Seção 9 - A História da Saddleback


Em Cristo,
Edmilson Santos







quinta-feira, 26 de julho de 2012

“O QUE A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER”


Por: Um Servo e Ministro Edmilson Santos

No livro Um Amigo em Necessidade, Selwyn Hughes afirma: “Estou convencido que ajudar as pessoas com os seus problemas não é só trabalho de pastores e conselheiros treinados, mas é o trabalho de todo o cristão, sem ter em conta o nível de sua vida cristã”. Obviamente algumas pessoas têm problemas profundos que precisam ser enviadas a um profissional qualificado como um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra; entretanto, para grande número de pessoas ao nosso redor, um ministério de aconselhamento é uma possibilidade e uma necessidade, e pode vir a ser uma grande benção, pois o ideal de Jesus é que cada ser humano possa desfrutar de uma vida abundante (Jo 10.10).

I. UMA COMUNIDADE QUE SE PREOCUPA COM O SER HUMANO

Uma das ênfases do ensino de Jesus dizia respeito ao valor e dignidade da pessoa humana. Nos Evangelhos, o ser humano não é visto como uma coisa, mas como alguém criado por Deus, dotado de vida corpórea e espiritual, e que foi criado para viver numa situação de dignidade diante de Deus e diante do próximo. A própria noção da dignidade do homem repousa no fato de ter sido ele criado à imagem e semelhança de Deus. O ser humano tem um imenso valor para Deus. No mundo secularizado e materialista em que vivemos, onde as coisas são amadas e as pessoas são usadas, é necessário ressaltar que a Igreja cristã pode desempenhar um papel resgatador e construtivo.
Como ressaltei numa lição anterior, de acordo com Jesus, o ser humano tem o seu valor acima das posses materiais ou das estruturas religiosas e sociais Falando acerca do cuidado de Deus por cada ser humano: "Mas até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois mais vaIeis vós do que muitos passarinhos. (...) Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves!" (Lc 12.7,24). Quando astuciosamente testado pelos fariseus quanto à cura no dia de sábado, Jesus declarou o valor do ser humano acima das tradições religiosas: "(...) e eles, para poderem acusar a Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos  sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma só ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não há de lançar mão dela, e tirá-Ia? Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é lícito fazer bem nos sábados" (Mt 12.10-12).
Mesmo aqueles que eram considerados social e moralmente degradados encontravam nas palavras de Jesus a oportunidade sempre presente de recuperação de sua dignidade diante de Deus e diante dos homens. Havia em Jesus uma receptividade que atraía os desfavorecidos dentre a sociedade judaica: "Ora, estando Jesus a mesa em casa de Levi, estavam também ali reclinados com ele e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; pois eram em grande número e o seguiam" (Mc 2.15; cf Lc 15.1,2).
Ora, se nosso Senhor valorizou e se importou tanto com o ser humano, qual deve ser o papel da Igreja em geral e de cada cristão em particular com relação à preocupação com os que sofrem? Obviamente, a única resposta possível é que a Igreja deve sensibilizar-se com a dor, o sofrimento e a dúvida do próximo. A esse respeito Selwyn Hughes afirma: “Um dos propósitos mais sublimes do Corpo de Cristo é ajudar as pessoas com os seus problemas”. Os cristãos são repetidamente instruídos a demonstrar o amor através do seu comportamento (...). A Igreja Cristã conhece mais sobre este assunto do que qualquer outra entidade na sociedade secular dos nossos dias, mas é lamentável o fracasso, de séculos, da religião ao tentar por a doutrina em prática. Se o amor de Deus fluísse através de nós como devia e tocasse nos outros, então os resultados seriam avassaladores".

II. UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA

Uma das funções da Igreja é ser uma comunidade onde as pessoas sejam acolhidas, tratadas, curadas e se tornem prontas para ajudarem outras pessoas feridas. Barnabé é um dos nomes mais expressivos no NT quanto ao compromisso com a missão de encorajamento, consolo e cura (Cf. At 9.26,27; 15.36-39). Alguém já disse que nós somos o único exército que abandona os seus feridos. Talvez isso seja uma verdade vivida por muitos nas igrejas,que neste momento sentem se magoados, aflitos, feridos, decepcionados, incompreendidos, frustrados, confusos, vencidos, etc. e que não estão  encontrando na sua igreja a dimensão da terapia espiritual e emocional.
A igreja, enquanto comunidade terapêutica, precisa entender que ninguém está isento de conflitos interiores, sofrimento emocional ou crises devido a problemas e adversidades. A Igreja necessita ser a encarnação da solidariedade e amor de Jesus, levando ao mundo a Sua proposta de paz: "Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33).
A igreja precisa despertar para o fato de que muitos de nós diante de problemas e dificuldades nos esquecemos de que Deus nos ama; e Ele nos ama apesar do que somos. O Senhor pode tomar em suas mãos vidas derrotadas e estragadas e com o seu toque restaurador, transformá-Ias em vidas que o honrem e que exalem a sua alegria.
Quantos em nossas igrejas estão derrotados, vencidos pelo pecado, fracos e frios. Portanto, a igreja precisa fazer todo o possível para que os que sofrem saibam que o Senhor os ama e quer fazer deles um "vaso novo" para a sua honra, restaurando as suas vidas.

 CONCLUSÃO


Gary Collins, no livro Aconselhamento Cristão, afirma que "a fim de ajudar as pessoas, o aconselhamento busca estimular o desenvolvimento da personalidade; ajudar os indivíduos a enfrentarem mais eficazmente os problemas da vida, os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais; prover o encorajamento e orientação para aqueles que tenham perdido alguém ente querido ou estejam sofrendo uma decepção; e para assistir às pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade”. Cada igreja deveria ser uma comunidade de cura emocional. Se não o estamos sendo, que possamos ainda hoje caminhar nesta direção e que em cada igreja Deus levante conselheiros capazes.

  • O que você tem sido como igreja?
  • Como você tem tratado o teu próximo?
  • As pessoas quando vão até você, se sentem aliviados emocionalmente ou saem mais doentes?
  • O que você tem deixado de ser como igreja?


Pense nisso e fique na paz!

Em Cristo,
Edmilson Santos

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O SILÊNCIO DE DEUS


Por Josiel Dias

Por que o silêncio incomoda tanto?
Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas. Jó 30:20

Um grande conferencista foi convidado para uma palestra em uma determinada igreja, chegando à hora da mensagem, a igreja superlotada aguardava ansiosa o mensageiro da noite. O conferencista então sobe até o púlpito, pega o seu óculos e abre a sua Bíblia em uma determinada parte e simplesmente não diz nada, apenas fica olhando para a congregação.
Foram sessenta segundos sem esmiuçar nenhuma palavra, os irmãos começaram a ficar preocupados, pois não entendia o que estava acontecendo. Nos trinta segundos de total silêncio ouviu-se uma irmã que gritou: Fala Deus! Outras vozes ecoaram na congregação dizendo: Senhor tem misericórdia!
O Pastor calado segurava a sua Bíblia e apenas olhava a igreja. Eu penso que nem mesmo aquele pastor estava aguentando ficar em silêncio. Em fim o conferencista quebra o silêncio e exclama:
Por que vocês estão tão ansiosos? Por que vocês estão tão aflitos e apressados? Mais uma pausa foi dada. Havia um propósito naquele silêncio do conferencista, ele sabia que fazia parte da mensagem e dinâmica da noite. Mas todo aquele povo não sabia de nada.
O conferencista então quebra totalmente aquele insuportável silêncio e dá início a mensagem.
As primeiras palavras ditas por aquele pastor foi a seguinte: Vocês ficaram agoniados por apenas um minuto que eu me silenciei. Então como seria o silêncio de Deus, por dias, meses e anos?

O silêncio de Deus não significa ausência dEle.
Às vezes ficamos como aquela congregação, agoniados, aflitos querendo ouvir algo de Deus, uma resposta um murmuro se quer. Questionamos a Deus o porquê, mas Ele não responde as nossas preces. Queremos ouvi-lo já, em nosso tempo e muitas vezes a resposta que queremos ouvir é um sim!

As três respostas de Deus para nós
Sim, Não, Espere, faz parte das respostas que Deus nos dá em seu tempo, muitas vezes o “Espere” é acompanhado de um total silêncio. Deus sabe o que está acontecendo, mas nós nos desesperamos e achamos que estamos sozinhos e que Deus não nos ouve.
No texto base desta mensagem Jó diz: Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim! Jó 30:20.
A percepção do servo Jó naquele momento de tribulação era que Deus não estava lhe respondendo, nem atentava para o seu “colocar-se em pé”. Podemos interpretar este “colocar-se em pé de Jó”como uma forma de chamar a atenção de Deus.
Às vezes estamos passando por uma luta, tribulação e queremos a resposta de Deus na mesma hora em nosso tempo, normalmente falamos: Deus porque o Senhor não responde? Por que demora tanto a minha vitória? Eu tenho orado, estou aflito, estou em pé e chamo tua atenção, mas nada acontece.
Como é difícil esperar não é mesmo? Queremos ouvi-lo em nosso tempo, tem que ser na nossa hora. Salmo 40 nos dá uma lição, pois precisamos ter paciência e confiança no Senhor. Começamos no versículo primeiro que diz: Esperei pacientemente pelo Senhor e ele ouviu o meu clamor, mas logo pulamos para o versículo treze que diz: Apressa-te Senhor em socorrer-me.

O Tempo de Deus quase sempre não bate com o nosso tempo.

Ficamos analisando também o Salmista Davi em seu desespero e aflição no Salmo 13:1-3 e em apenas nos dois primeiros versículos, simplesmente faz cinco perguntas para Deus, vejamos:

Primeira pergunta do salmista: Até quando Senhor?
Segunda pergunta do salmista:Esquecerás de mim para sempre?
Terceira pergunta do salmista:Até quando ocultarás de mim o rosto?
Quarta pergunta do salmista: Até quando estarei eu relutando dentro da minha alma, com tristeza no coração cada dia?
Quinta e última pergunta do salmista: Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?

Após estes questionamentos o salmista exclama no versículo três: Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu! Esta exclamação indica talvez o tom de voz do salmista em seu pedido.

A resposta a todos estes questionamentos do salmista David, Jó e porque também os nossos, vem também de um Salmo, Salmo 46: 10-11.
Aquietai-vos e sabeis que eu sou Deus, Sou exaltado entre as nações. O Senhor dos exércitos está conosco. O Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Aquieta o teu coração, a resposta de Deus sempre é a melhor para as nossas vidas. O tempo de Deus é perfeito e o seu silêncio não é ausência Dele.
Deus continue te abençoando hoje e sempre. Amém

Em Cristo,
Edmilson Santos

segunda-feira, 18 de junho de 2012

OS DIAS DA CRIAÇÃO



"Os dias da criação do mundo foram li­teralmente dias de vinte e quatro horas?"
Realmente, muito se tem discutido sobre o significado da palavra dia nos primeiros versículos do livro de Gênesis. Para muitos, os dias da criação (Gn 1.1,13) são longos períodos que, inclusive devem coincidir com as eras geológicas. Outros, no entanto, interpretam esses dias como períodos de vinte e quatro horas.
Os que advogam a palavra dia como significando um longo período, afirmam que até o 3" dia (Gn 1.1.13) não existiam o Sol e a Lua. para regerem o tempo, definindo o dia e a noite, à semelhança de ho­je. Os que declaram que os dias da criação compreendem um período de vinte e qua­tro horas apegam-se a Êxodo 20.11. Moisés se teria referido a dias de vinte e quatro ho­ras aplicando-os à criação.
Em muitas referências bíblicas, a pala­vra dia ou "Yom" (heb.). tem vários significados. Por exemplo, "dia" 1.181 ve­zes; "hoje" 87 vezes; "eternamente" 18 ve­zes; "continuamente" 10 vezes; "idade" 6 vezes; "vida" 4 vezes; "perpetuamente" 2 vezes. Além disso, às vezes parecem com­preender o período da criação, isto é, os seis dias (Gn 2.4), o que dificulta, de fato, a compreensão exata do assunto.
O que é mais aceito pelos estudiosos desse assunto é que aí se refere a dia solar.
As seguintes referências sustentam o princípio de que os dias da criação, mencionados em Gênesis capítulo 1 e 2, são dias solares: a) cento e cinqüenta dias do Dilúvio: Gn 8.3; b) quarenta dias (espias): Nm 13.25; c) três dias (Jonas): Jn 1.17; d) quarenta dias depois da ressurreição de Je­sus: At 1.3; e) seis dias (criação): Êx 20.9-11. Em todas as referências do Velho Tes­tamento aqui mencionadas, a palavra "dia", no original está "yom" (hb), que significa, neste caso, dia solar. Em Atos aparece a palavra "hemera" (gr), que tem o mesmo significado. Todavia, existem ou­tros importantes sentidos, como seja, um período de tempo que pode ser de curta ou de longa duração (Is 2 e 4), ou um tempo mesmo (Gn 4.3; 26.8; Nm 20,15) ou um período inclusivo e compreensivo: Gn cap. 2; Dt cap. 10.
Destarte, a fim de esclarecer esta ques­tão, apresentamos, ao caríssimo leitor, nove razões que levam alguns estudiosos da Bíblia a pensar que estes "yons", ou se­ja, dias, foram de 24 horas:
1. Cada um destes dias de Gênesis está dividido em períodos de luz e escuridão, exatamente como um dia solar. Alguns, entretanto, discutem baseados na convic­ção de que nos três primeiros dias da cria­ção não havia sol, e que, por isso, não po­deriam ser dias solares. Porém, existem dias no inverno em que não aparece a luz solar, e, além disso, há países onde a luz do Sol não aparece por longos períodos, mas ainda assim dividem-se os dias em 24 ho­ras.
2.  Notamos que no 3º dia o grande mundo botânico nasceu sendo este tam­bém dividido como os outros; mas, se acre­ditarmos que este foi um período geológico, como alguns admitem, de 500.000 anos de luz e seguido por 250.000 anos de trevas; perguntamos: Seria possível o mundo bo­tânico sobreviver metade duma era geoló­gica sem os raios do Sol?
3.  O texto hebraico implica numa es­pontaneidade de acontecimentos, que rejeitam, de fato, a necessidade duma era para representar a palavra dia. Disse Deus: "Haja luz", e a luz existiu. Será que o Deus onipotente e plenipotenciário iria precisar de tantos séculos para realizar essa obra? Pedro esclarece-nos isso quando diz que um dia, para o Senhor, é como mil anos e mil anos como um dia: 2 Pe 3.8. Deus, pela sua Palavra, poderia ter feito todas as coisas num só dia, pois, para Ele, tempo não é impedimento.
4.  Temos de convir em que Moisés, quase com certeza, se está referindo a dias solares de 24 horas, e não a dias geológicos, que os cientistas com seus determinados cálculos pretendem provar. Moisés certa­mente não estava procurando expressar-se em termos científicos, mas usou uma lin­guagem acessível à época.
5.  Nos manuscritos hebraicos, quando um número definido precede ou acompanha a palavra "yom". sempre indica um dia solar. Por que não aqui?
6.  Está em evidência o relato da pró­pria Bíblia, especialmente tratando do estabelecimento do sábado, 7º dia: Êx 20. Portanto, se fôssemos dar crédito no que dizem alguns cientistas modernos, tería­mos, também, de crer no mesmo período geológico para a criação de Adão e ainda em que Deus continua descansando até ho­je. Impossível!
7.  Se aceitarmos a teoria de que cada um destes "dias" representa uma era geo­lógica de 500.000 anos. como explicar, por exemplo, que Adão foi criado no sexto período e que Deus descansou no sétimo dia ou "era"? Adão estaria vivo depois ou foi expulso do jardim do Éden no oitavo dia? Que idade teria ele, então? A Bíblia declara-nos que Adão morreu com 930 anos. Porém, se seguirmos o raciocínio da geologia moderna ele teria 750.000 anos, quando foi expulso do jardim do Éden. Isto constitui um verdadeiro absurdo!
8.  Não há razão de se exigir um período tão extenso para cada dia. A menos que acreditemos na teoria dos evolucionistas, porque somente deste modo precisaríamos crer nesses dias longos.
9. No versículo 3 de Gênesis não existe discrepância. Deus disse: "Haja luz" e a luz existiu. Ademais, o hebraico ajuda-nos a entender qual o significado dessa expressão. O termo vem de uma tradução do hebraico: "Wa ye hi or". que dá a entender que foi um ato instantâneo. A palavra luz, no versículo 3 é "or" fheb). e seu corres­pondente é "phos" (gr). Já no versículo 14, temos a expressão "luminares", "maior" fheb). Que significa literalmente um can­deeiro, castiçal ou candelabro, ou seja, aquele que segura a luz ou depósito de luz.
Ademais, para provar a origem da luz no primeiro dia da criação (pois o Sol somente foi criado no quarto dia), temos, por exemplo, a "Aurora Boreal", do Pólo Nor­te; os "mares" que possuem elementos e minerais que dão brilho fosforescente, onde existem plantas, peixes, fungos mari­nhos, que têm este brilho. Um outro exem­plo não menos importante é o "vagalume" que. sem dúvida, quebra todos os argu­mentos da ciência moderna, quando diz não existir luz sem calor; porém, confes­sam os próprios cientistas, o inseto lumi­noso, joga por terra a exigência da ciência, pois há luz sem calor. E finalmente, a "luz cósmica", que era desconhecida e desacre­ditada até os homens explorarem o espaço.
O nosso Planeta e Vênus, quando contem­plados de longe, no espaço, parecem bolas de luz.
Do exposto, podemos dizer que essa in­certeza por parte da ciência, em relação à criação do universo em nada afeta a vera­cidade da Palavra de Deus. Ele é o Criador de todas as coisas.

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 5 de junho de 2012

Prioridades na Vida do Pastor



Manter as prioridades em sua devida ordem é um dos maiores desafios que o pastor enfrenta. As muitas ocupações do pastorado constantemente pressionam os ministros a comprometer a oração, a vida devocional, a família e, às vezes, até o padrão moral exigido pela Palavra de Deus.

As prioridades do ministro do Evangelho devem estar nesta ordem:

(1) seu relacionamento com o Senhor, (2) sua esposa e filhos e (3) seu ministério e trabalho. Acompanhe-me em alguns pontos de especial interesse no campo dessas três prioridades.

Seu relacionamento com o Senhor. Sua vida devocional é absolutamente decisiva.

Seu relacionamento com a esposa e filhos. Alguns ministros ficam tão ocupados, que negligenciam as necessidades emocionais, alimentares e outras carências da família. Esposa e filhos podem ficar ressentidos contra o ministério, e mesmo contra Deus, tudo porque o chefe da família falhou em suprir-lhes as necessidades básicas. Isso é trágico.
Já faz tempo que declarei que não vou ganhar para o Senhor os filhos dos outros e perder os meus, como aconteceu na casa do sacerdote Eli. O Senhor nos tem ajudado — a mim e a minha esposa — nessa prioridade. Temos um lindo filho, e ele ama a Deus. Paulo instruiu a Timóteo:
“Se alguém não sabe governar sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (1 Tm 3.5).

A obra do ministério. (1) Dê amplo tempo para a pregação da Palavra de Deus. Quando as pessoas se reúnem, precisam ser alimentadas com a Palavra. Elas estão famintas pelas verdades espirituais. Como pastor, é sua  responsabilidade nutri-las com uma dieta espiritualmente balanceada. Isso significa que você tem de passar bastante tempo estudando e se preparando.

Os primeiros apóstolos compreenderam isso, porquanto determinaram: “Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.4).

(2) Qualquer coisa permanente na igreja virá pela oração (e jejum). Deus só opera na igreja que está impregnada pelo espírito de oração. D. L. Moody disse: “Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração”.

(3) Treine e envolva os crentes leigos na obra do ministério. Paulo instrui os que ocupam ministérios de liderança a estarem continuamente envolvidos no “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério” (Ef 4.12).

Os ministros do Evangelho têm o privilégio de ajudar os crentes leigos a encontrar seu espaço no ministério. Nem todos podem cantar no coral, ser porteiros ou ensinar na Escola Dominical, mas há outros lugares no ministério cristão. Nunca foi a intenção de Deus que houvesse crentes de banco. Ele quer que todos os membros do Corpo de Cristo tomem parte na obra do seu Reino.

Deus o chamou para o maravilhoso ministério de pastorear, e “o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28). A soberania de Deus impulsiona a chamada que você tem. Quando Deus nos manda fazer algo, sempre nos dá os dons necessários para a realização de sua obra. Compreender isso traz tremendo descanso.

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 5 de maio de 2012

QUEM SOU EU?



Você não é um acidente Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer. Isaías 44.2; cev

Deus não joga dados. (Albert Einstein)

Você não é um acidente.

Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava. Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo!

Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A Bíblia diz: Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir.

Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só fez ele todos os povos [...] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.4 Nada em sua vida é casual — tudo foi feito em função de um propósito.
E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independentemente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seus pais, Deus tinha um plano ao criá-lo. Não importa se seus pais foram bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a constituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente. Eles tinham o dna que Deus queria para formá-lo.

Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.

Mas há um Deus que o fez por uma razão, e sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito somente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. Romanos 12.3, na paráfrase The message [A mensagem], diz: A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós.

Este poema de Russell Kelfer resume isso:

Você é quem é por uma razão.
Você faz parte de um plano complexo.
Você é uma criação original, preciosa e perfeita,
denominada como notável homem ou mulher de Deus.
Você tem essa aparência por uma razão.
Nosso Deus não cometeu nenhum erro.
Ele o teceu no útero,
você é exatamente o que ele quis fazer.
Os pais que você teve foram escolhidos por ele,
e, a despeito de seus sentimentos,
eles foram feitos sob medida
para os planos que Deus tem em mente,
e estão aprovados pelo Senhor.
Não, aquele trauma que você enfrentou não foi fácil.
E Deus chorou por aquilo o ter machucado tanto;
mas foi permitido para moldar seu coração
para que você crescesse à sua imagem.
Você é quem é por uma razão.
Você vem sendo moldado pela vara do Senhor.
Você é quem é, amado,
porque há um Deus!

Em Cristo,
Edmilson Santos

Extraído do livro uma vida com propósito