terça-feira, 5 de junho de 2012

Prioridades na Vida do Pastor



Manter as prioridades em sua devida ordem é um dos maiores desafios que o pastor enfrenta. As muitas ocupações do pastorado constantemente pressionam os ministros a comprometer a oração, a vida devocional, a família e, às vezes, até o padrão moral exigido pela Palavra de Deus.

As prioridades do ministro do Evangelho devem estar nesta ordem:

(1) seu relacionamento com o Senhor, (2) sua esposa e filhos e (3) seu ministério e trabalho. Acompanhe-me em alguns pontos de especial interesse no campo dessas três prioridades.

Seu relacionamento com o Senhor. Sua vida devocional é absolutamente decisiva.

Seu relacionamento com a esposa e filhos. Alguns ministros ficam tão ocupados, que negligenciam as necessidades emocionais, alimentares e outras carências da família. Esposa e filhos podem ficar ressentidos contra o ministério, e mesmo contra Deus, tudo porque o chefe da família falhou em suprir-lhes as necessidades básicas. Isso é trágico.
Já faz tempo que declarei que não vou ganhar para o Senhor os filhos dos outros e perder os meus, como aconteceu na casa do sacerdote Eli. O Senhor nos tem ajudado — a mim e a minha esposa — nessa prioridade. Temos um lindo filho, e ele ama a Deus. Paulo instruiu a Timóteo:
“Se alguém não sabe governar sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (1 Tm 3.5).

A obra do ministério. (1) Dê amplo tempo para a pregação da Palavra de Deus. Quando as pessoas se reúnem, precisam ser alimentadas com a Palavra. Elas estão famintas pelas verdades espirituais. Como pastor, é sua  responsabilidade nutri-las com uma dieta espiritualmente balanceada. Isso significa que você tem de passar bastante tempo estudando e se preparando.

Os primeiros apóstolos compreenderam isso, porquanto determinaram: “Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.4).

(2) Qualquer coisa permanente na igreja virá pela oração (e jejum). Deus só opera na igreja que está impregnada pelo espírito de oração. D. L. Moody disse: “Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração”.

(3) Treine e envolva os crentes leigos na obra do ministério. Paulo instrui os que ocupam ministérios de liderança a estarem continuamente envolvidos no “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério” (Ef 4.12).

Os ministros do Evangelho têm o privilégio de ajudar os crentes leigos a encontrar seu espaço no ministério. Nem todos podem cantar no coral, ser porteiros ou ensinar na Escola Dominical, mas há outros lugares no ministério cristão. Nunca foi a intenção de Deus que houvesse crentes de banco. Ele quer que todos os membros do Corpo de Cristo tomem parte na obra do seu Reino.

Deus o chamou para o maravilhoso ministério de pastorear, e “o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28). A soberania de Deus impulsiona a chamada que você tem. Quando Deus nos manda fazer algo, sempre nos dá os dons necessários para a realização de sua obra. Compreender isso traz tremendo descanso.

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 5 de maio de 2012

QUEM SOU EU?



Você não é um acidente Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer. Isaías 44.2; cev

Deus não joga dados. (Albert Einstein)

Você não é um acidente.

Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava. Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo!

Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A Bíblia diz: Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir.

Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só fez ele todos os povos [...] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.4 Nada em sua vida é casual — tudo foi feito em função de um propósito.
E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independentemente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seus pais, Deus tinha um plano ao criá-lo. Não importa se seus pais foram bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a constituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente. Eles tinham o dna que Deus queria para formá-lo.

Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.

Mas há um Deus que o fez por uma razão, e sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito somente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. Romanos 12.3, na paráfrase The message [A mensagem], diz: A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós.

Este poema de Russell Kelfer resume isso:

Você é quem é por uma razão.
Você faz parte de um plano complexo.
Você é uma criação original, preciosa e perfeita,
denominada como notável homem ou mulher de Deus.
Você tem essa aparência por uma razão.
Nosso Deus não cometeu nenhum erro.
Ele o teceu no útero,
você é exatamente o que ele quis fazer.
Os pais que você teve foram escolhidos por ele,
e, a despeito de seus sentimentos,
eles foram feitos sob medida
para os planos que Deus tem em mente,
e estão aprovados pelo Senhor.
Não, aquele trauma que você enfrentou não foi fácil.
E Deus chorou por aquilo o ter machucado tanto;
mas foi permitido para moldar seu coração
para que você crescesse à sua imagem.
Você é quem é por uma razão.
Você vem sendo moldado pela vara do Senhor.
Você é quem é, amado,
porque há um Deus!

Em Cristo,
Edmilson Santos

Extraído do livro uma vida com propósito

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mães de Joelhos Filhos de Pé!



O CAMINHO da oração, embora glorioso, não é fácil de ser percorrido. Muitos que se propuseram a ter uma vida fervorosa e intensa de oração desistiram no meio do caminho. Às vezes, é fácil começar; difícil é perseverar na oração. Não gostamos de orar. Orar é um dos mais árduos exercícios espirituais. É mais fácil ser um ativista do que uma pessoa consagrada à oração. Orar é uma das mais renhidas batalhas que travamos. Muitos são aqueles que falam de oração, mas poucos são os que oram. Muitos pregam sobre a oração, mas poucos são os que oram. Muitos são aqueles que dizem crer no poder da oração, mas poucos são os que oram efetivamente. Talvez você já tenha perdido o ânimo de orar. Talvez sua vida de oração seja tão pobre quanto a vida espiritual que você leva. Talvez você já teve uma vida de oração Mais  fervorosa, mas agora seu coração está seco e sua vida sem frutos. Talvez você se lembre dos dias em que sua alma banqueteava na presença de Deus, hoje há um vazio em seu coração.

Talvez você já foi uma reparadora de brechas, uma intercessora, mas agora você está como uma vinha murcha, precisando de restauração. Talvez você já lutou com Deus em favor dos seus filhos, já chorou por eles,  já jejuou em favor deles e batia constantemente junto aos portais da graça, clamando a Deus pela restauração dos seus filhos, mas hoje você está enfraquecida, sem esperança e em ânimo para prosseguir.

Mônica orou cerca de 40 anos pela conversão de eu filho Agostinho. Ele era um jovem devasso e completamente resistente ao Evangelho. Ela jamais desistiu de esperar um milagre de Deus na vida do seu filho. Noite e dia, ela clamava a Deu pela conversão dele. Depois de quase 40 anos de luta, de choro, de oração, Agostinho foi convertido. Ambrósio, amigo da família, disse que um filho de tantas lágrimas não poderia se perder. Agostinho foi o maior expoente da Igreja entre o período dos apóstolos e os reformadores. Ele foi o maior teólogo que a Igreja já produziu depois do apóstolo Paulo, fonte de inspiração para os grandes luminares da teologia reformada, como Lutero e Calvino.

A Bíblia fala de uma mãe que se apresentou a Jesus para clamar em favor da sua filha. Ela era uma gentia. Ela era uma estrangeira. Sua filha estava possessa de um espírito maligno, padecendo nas mãos iníquas dos demônios. Aquela mãe estava desesperada. Então, no auge da sua angústia, ela vai a Jesus. Ela encontrou vários obstáculos, mas perseverou em sua busca e não abriu mão da libertação da filha.

Em primeiro lugar, ela enfrentou a rejeição dos discípulos de Jesus que queriam que o Mestre a despedisse. Ela foi rejeitada por aqueles que deveriam acolhê-Ia. Ela foi incompreendida por aqueles que deveriam cercá-Ia de cuidado e amor. Ela foi expulsa por aqueles que deveriam abraçá-Ia.

Em segundo lugar, ela enfrentou o silêncio de Jesus. Diante do seu clamor, o Senhor nada lhe respondeu. O silêncio do Mestre muitas vezes é pedagógico. O silêncio de Jesus tem uma expressão poderosa e eloquente. O silêncio de Jesus testa nossa têmpera espiritual, prova o grau perseverança.

Em terceiro lugar, ela enfrentou a demora de Jesus. Jesus não a atendeu de imediato. Ela não
foi atendida no tempo que queria. A demora de Deus às vezes nos exercita no caminho da perseverança na oração.

Em quarto lugar, ela revelou profunda humildade em sua oração. Jesus disse que não é lícito tirar o pão dos filhos e lançá-Ios aos cachorrinhos. Ela não se exaspera, não perde o controle, não se insurge rebelada contra Jesus. Mas se humilha, dizendo: "Sim Senhor, mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do seu senhor." Ela tem uma causa a defender. Tem uma necessidade a ser resolvida. Tem um pedido a ser feito. Ela não desiste e se recusa a ir embora de mãos vazias. Ela persevera na oração.

Em Quinto lugar, ela demonstrou profunda empatia em seu clamor. Ela não ora: "Senhor, socorre a minha filha, mas Senhor, socorre-me." O problema d a sua filha era o seu problema. A dor da sua filha era a sua dor. O drama da sua filha era o seu drama. Ela e sua filna eram uma só pessoa. Ela não faz um pedido mecânico, frio. Havia paixão em seu pedido. Havia urgência na sua voz. Havia amor no seu coração. É com essa intensidade de alma que devemos orar pelos nossos filhos.  Jesus não apenas enalteceu a sua fé, mas também atendeu-lhe o pedido e sua filha ficou liberta e curada.

Conclusão
Não desista de orar pelos seus filhos. Não abra mão de vê-Ios no altar de Deus. Você não gerou filhos para o cativeiro. Você não gerou filhos para a morte. Você não gerou filhos para povoar o inferno. Seus filhos são herança de Deus. Eles são filhos da promessa. Lute por eles, chore por eles, ore por eles, jejue por eles, até vê-Ios como coroas de glória nas mãos do Senhor.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Extraído do livro Mães intercessoras (Hagnos)

terça-feira, 17 de abril de 2012

STF aprova aborto de anencéfalo; Pr. Silas Malafaia comenta


Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu autorizar a mulher a interromper a gravidez em casos de fetos anencéfalos, sem que a prática configure aborto criminoso. Durante dois dias de julgamento, a maioria dos ministros do STF considerou procedente ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que tramita na Corte desde 2004.
Pr. Silas Malafaia comenta:
O meu comentário terá viés teológico, científico e jurídico. Teologicamente falando, a Bíblia, que é o livro de regra e fé do cristão, não abre mão nem no antigo, nem no novo testamento, para nenhum tipo de aborto. A Bíblia trata o feto como uma pessoa. Deus se fez homem na concepção (Lucas 1:31). O Salmo 139 mostra, de maneira espetacular, que antes da concepção Deus já tinha anotado tudo em seu livro, antes da existência de qualquer parte do nosso corpo (versículo 16b). Deus participou no ato da concepção (versículo 13); Deus me viu na fase embrionária (versículo 16a); Deus participou de todo o desenvolvimento da vida fetal. Dar a vida e tirá-la pertence a soberania de Deus. E como já falamos, todo indivíduo nasce para morrer, seja a um segundo após o parto ou com noventa anos de idade.
Na questão científica, o que precisamos entender é que o bebê no ventre da mãe é um ser independente, está em simbiose com a mãe por questões de nutrientes para o seu desenvolvimento. Na gestação o agente passivo é a mãe, o ativo é o bebê que está dentro dela. É ele que faz cessar os ciclos da mãe, que regula o líquido amniótico, em ultima instância determina a hora de vir ao mundo e está protegido por uma capsula para não ser expulso como corpo estranho. Por outro lado, na análise científica, o que ninguém quer ver e saber – porque isto faz parte de um jogo para aprovar qualquer tipo de aborto no futuro – é que o sofrimento da mulher que carrega por nove meses um bebê anencéfalo não dá para se comparar com o trauma pós aborto que essas mulheres carregam. Podem marcar toda a sua vida por questões gravíssimas na área psicológica e emocional.
Incentivo você a ler a matéria da psicóloga Marisa Lobo aqui no Verdade Gospel.
O sofrimento de uma mulher que dá a luz a uma criança anencéfala pode ser, no máximo, nove meses. Mas o sofrimento de uma mulher que faz qualquer tipo de aborto, pode ser por toda a vida.
Na questão jurídica, aborto no Brasil é crime. Jamais o STF poderia aprová-lo. É o congresso nacional que tem autoridade para legislar. Por fim, na China já se faz aborto para bebês com Síndrome de Down e uma campanha surda para abortar meninas. Daqui a pouco vamos fazer seleção de raça e abortar bebês com qualquer tipo de defeito. Como disse, o espírito de Hitler está no mundo da pós-modernidade. O ser humano está sendo coisificado. É uma “coisa” como qualquer outra coisa que possa ser descartada. Assista o vídeo do voto contrário do presidente do STF , ministro Cezar Peluso. Simplesmente irretocável e sensacional. Convido você também a ler os artigos de Reinaldo Azevedo (colunista do site da Veja) sobre o assunto. É uma paulada nos que defendem o aborto. 
Em Cristo, Edmilson Santos

STF aprova aborto de anencéfalo; Pr. Silas Malafaia comenta | Verdade Gospel - Portal gospel de notícias do Brasil

segunda-feira, 12 de março de 2012

NÃO PERCAM! O 4º CONGRESSO DE ESCOLA BÍBLICA


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Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 6 de março de 2012

UMA MÃE SURPREENDENTE



MULHER CANANÉIA: UM EXEMPLO DE FÉ (Mt 15. 21-28)
      É impressionante, do que um amor de mãe é capaz de fazer. Vamos analisar os obstáculos que esta mãe enfrentou para salvar sua filha.
As cidades palco deste acontecimento, se chamavam Tiro e Sidon. Estas cidades ficavam na fronteira com a Galiléia. Sidon situava-se a 32km da da moderna Beirute e Tiro a 40km de Sidon. As duas cidades eram grande em população e eram centros de comércios e riquezas da época. De repente, em meio a multidão que se comprimia para ouvir o Mestre, apareceu uma mulher clamando insistentemente. Em seu clamor ela disse três coisas:

Que Jesus era o filho de Davi- Esta era uma declaração de fé que merece destaque porque nem mesmo entre os israelitas havia este tipo de convicção.

Que necessitava da compaixão de Jesus- Provavelmente, havia feito todos os esforços imagináveis para ver-se livre daquela situação trágica na qual se encontrava sua filha.

Que tinha um problema humanamente impossível de ser resolvido- sua filha estava possuída por espíritos demoníacos. O quadro dela era tão grave que sua mãe diz ao Mestre: “minha filha está miseravelmente endemoniada” (v.22).

Mesmo as situações desesperadoras da vida podem conter benefícios. Tudo é uma questão de foco. Vejamos o lado positivo do problema no qual estava envolvida a esta mulher.

Sua necessidade conduziu-a aos pés de Jesus- Certamente, ela havia gasto muito de seu tempo e recursos materiais no sentido de encontrar a libertação para sua filha. Tudo em vão.  Aos pés de Jesus é sempre o melhor para se estar não só em momentos difíceis, mas, em todas as situações da vida.

Expectativa de um milagre- Milagre é algo que está além da compreensão e das possibilidades do ser humano. E esta era sua situação.

Seu sofrimento levou-a ter fé- Parece um paradoxo, mas seu sofrimento possibilitou-lhe uma experiência inesquecível. Isso reforça a idéia de que todas as situações da vida, mesmo as mais desfavoráveis, podem conter incomparáveis conquistas.

O QUE O SOFRIMENTO PRODUZIU NA VIDA DESTA MULHER

Desenvolveu nela uma perseverante, vejamos os testes que ela enfrentou:

1.     O silêncio de Jesus
2.     A indiferença dos discípulos
3.     E por último a própria palavra de Jesus: “... não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.” (v.26)

A fé levou-a humilhar-se diante de Jesus
 A resposta de Jesus ao seu clamor, contrariamente ao que se pensa, não a estava desprezando. A expressão “cachorrinhos”, no diminutivo, era usada para indicar carinho, animalzinho de colo ou estimação. Ela respondeu: “ mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (v.27).

A vitória da fé
“Ó mulher! Grande é a tua fé: seja feito para contigo como tu desejas” (v.28). Desde aquele momento, sua filha ficou liberta., sua dor foi estancada, seu problema resolvido e a fé plantada em seu coração para sempre. Amém!

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

PASTOR, UM LÍDER SOLITÁRIO


Pastores costumam ser pessoas solitárias, por vocação. Conheço muitos pastores que têm amigos de verdade, e, no entanto, têm forte tendência à solidão! A maior parte deles vive se remoendo, enquanto luta com seus problemas interiores, sem poder encontrar um amigo de confiança com o qual desabafar. Não podem conversar sobre seus problemas e conflitos com os membros da igreja; e sequer com os demais obreiros. Desabafam com Deus, enquanto derramam o coração em lágrimas em seus momentos de solidão. Pastores sofrem com a solidão. Ainda que acompanhados de tanta gente e cercados de colegas ministeriais vivem sós. Geralmente os obreiros que os cercam não o fazem como amigos ou companheiros – aplaudem e elogiam em busca de cargos ou privilégios. Raramente encontra-se um amigo que viva o compromisso de ajudar o líder, a ponto de admoestá-lo com amor.

Por outro lado, o líder em evidência se põe perante os demais colegas ministeriais como gente de esfera superior, que não precisa da ajuda de ninguém, como super-homem, intocável, impecável – isto mesmo, no sentido de que nunca peca – inviolável e que sabe superar seus problemas. Perante seus amigos e colegas tem uma imagem colorida de sucesso e poder – mas tais pastores são pessoas, fracas, e esquecem que o poder de viver integralmente a vida cristã reside na dependência de Deus e na força de seus amigos.

Talvez agora mesmo você está lendo este estudo e gostaria de ter um amigo para conversar sobre sexo, dificuldades com a esposa, tentações, finanças, problemas pessoais, mas sofrem, temendo o colega infiel. Imaginam que podem ser traídos e prejudicados.

Na falta de confessores, os pastores digladiam-se internamente com seus traumas e pecados. Esquecem que a confissão traz alivio à tensão, desabafa sentimentos, cura e traz paz interior. A confissão e as lágrimas ajudam o pastor a sentir que é humano, ao mesmo tempo em que é espiritual.

As Escrituras não escondem as fraquezas e as tentações dos homens de Deus, até dos mais íntimos de Jeová. Noé, Abraão, Moisés, Davi, Elias e demais homens de Deus tiveram seus momentos de fraqueza, e alguns deles são vistos em momentos de depressão, e quando o escritor aos hebreus deles se utiliza para falar da fé, não menciona, em momento algum suas fraquezas, mas a fé e a perseverança que lhes levou a obter o galardão.

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós (2 Co 4.7). Meu colega pastor deixe-me dizer uma coisa: A glória de Deus somente opera em vasos imperfeitos. E nossa imperfeição está ali, apontando para nós, dizendo-nos que precisamos de Deus, sempre! Deus deixa certas falhas nos seus filhos para que aprendam a depender exclusivamente dele. A glória e a graça de Deus vêm sobre nós escondendo nossas fraquezas. Assim como os pés dos querubins eram pés de bezerro, na descrição de Ezequiel – feios – mas brilham com a glória de Deus, nosso caminhar é santificado por sua glória.

Somos como o Mefibosete da Bíblia. Este neto de Saul, aleijado de ambos os pés; este filho de Jônatas é agora trazido para a casa de Davi e com ele come à mesa. Mas era aleijado! No entanto, suas pernas não eram vistas, ficavam encobertas sob as toalhas da mesa do rei! (2 Sm 9). Somos imperfeitos no nosso caminhar – temos pés que não condizem com a natureza de glória, estes, no entanto, têm suas imperfeições cobertas com o brilho da glória de Deus! 

Em Cristo,
Edmilson Santos

Autor - João A. de Souza filho