terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A igreja como agente transformador na história

Por: Hernandes Dias Lopes

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO  PARA O CRESCIMENTO SAUDÁVEL DA IGREJA


Neemias 8 é um grande modelo da pregação expositiva que produz o verdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. A maior necessidade da igreja e a maior necessidade do mundo.
Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
I. O AJUNTAMENTO PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS – v. 1-2
1. É espontâneo – v. 1
Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não Deus. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
2. É coletivo – v. 2,3
Todo o povo: homens e mulheres reuniram-se para bsucar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres. Eles tinham um alvo em comum, buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvirmos a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
3. É pontual – v. 3
O povo todo estava presente desde o nascer do sol. Eles se preparam para aquele grande dia. Havia expectativa no coração deles para ouvir a lei de Deus. A Palavra precisa ser prioridade para sermos pontuais.
James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens: 1) O tempo dela é mais importante do que o dos outros; 2) As outras pessoas que ela vai encontrar não são muitos importantes para ela; 3) Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos.
4. É harmonioso – v. 1
“Todo o povo se ajuntou como um só homem” (v.1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam pertos, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em todo da Palavra de Deus.
5. É proposital – v. 1
“e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (v. 1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
II. A SUPREMACIA DA PALAVRA DE DEUS
1. O pregador precisa estar comprometido com as Escrituras – v. 2,4,5
Esdras era um homem comprometido com a Palavra (Esdras 7:10). Eles não buscam alguém para lhes contar bonitas experiências, mas eles procuram um fiel expositor das Escrituras.
A maior necessidade da igreja é de homens que conheçam, vivam e preguem a Palavra de Deus com fidelidade. A pregação é a maior necessidade da igreja e do mundo. A pregação é a tarefa mais importante que existe no mundo.
O impacto causado pela leitura da Palavra de Deus por Esdras é comparado ao impacto da Bíblia na época da Reforma do século XVI.
Precisamos nos tornar o povo “do livro”, “da Palavra”. Não há reavimamento sem a restauração da autoridade da Palavra.
Exemplo: Milagres X Palavra – Atos 2.
2. O pregador precisa estar comprometido com o Deus das Escrituras
a) Piedade – A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Só prevalece em público, quem prevele em oração na intimidade. David Larsen disse que é mais importante ensinar um pregador a orar do que a pregar. Sem oração não há pregação de poder.
b) Fome de Deus – oração e jejum – o pregador é um homem em fogo. Se ele não arder no púlpito o povo não poder. Moody disse que deveríamos acender uma fogueira no púlpito. O pregador precisa ter mais fome de Deus do que de livros.
c) Fome da Palavra – O pregador precisa ser um estudioso. Quem não gosta de ler, certamente não deve ter o chamado para o ministério. Paulo fala que precisamos nos afadigar na Palavra.
d) Paixão – O pregador é um homem diz como Paulo (At 20:24). É como John Bunyan que prefere a prisão ao silêncio. O pregador e o ator Magready. David Hume e George Whitefield.
3. O povo precisa estar sedento das Escrituras – v. 1,3
A Bíblia é o anseio do povo. Eles se reúnem como um só homem (v. 1), com os ouvidos atentos (v. 3), reverentes (v. 6), chorando (v. 9) e alegrando (v. 12) e prontos a obedecer (v. 17).
Eles querem não farelo, mas trigo. Eles querem pão do céu. Eles querem a verdade de Deus. Eles buscaram pão onde havia pão.
Muitos buscam a Casa do Pão e não encontram pão. São como Noemi e sua família que saíram de Belém e foram para Moabe, porque não havia pão na Casa do Pão. Quando as pessoas deixam a Casa do Pão encontram a morte. Há muita propaganda enganosa nas igrejas: prometem pão, mas só há fornos frios, prateleiras vazias e algum farelo de pão.
4. Atitudes do povo em relação às Escrituras
a) Ouvidos atentos (v.3) – O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (v. 7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração, enfado. Eles estavam atentos não ao pregador, mas ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra.
b) Mente desperta (v. 2,,3,8) – A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavimento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento. A superstição irracional era a marca do paganismo. Oséias 4:6: “O povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”.
c) Reverência (v.5) – “Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé”. Essa era uma atitude de reverência e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era para revelar a infalibidade do pregador, mas a supremacia da Palavra.
d) Adoração (v.6) – Esdras ora, o povo responde com um sonoro amém, levanta as mãos e se prostra para adorar. Onde há oração e exposição da Palavra, o povo exalta a Deus e o adora.
III. A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Ler o texto das Escrituras – v. 2,3,5
A leitura do texto é a parte mais importante do sermão. O texto é a fonte da mensagem e a autoridade do mensageiro. O sermão só é sermão se ele se propõe a explicar o texto.
2. Explicar o texto das Escrituras – v. 7,8
O Cristianismo é a religião do entendimento. Ele não nos rouba o cérebro. O sincretismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto, nossas idéias. Isso é eixegese.
Calvino dizia que pregação é a explicação do texto. O púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
Lutero dizia que existe a Palavra de Deus escrita, a Palavra encarnada e a Palavra pregada.
Muitos hoje dizem: “Eu já tenho o sermão, só falta o texto”. Isso não é pregação. Deus não tem nenhum compromisso com a Palavra do pregador, e sim com a sua Palavra. É a Palavra de Deus que não volta vazia e não a Palavra do pregador.
3. Aplicar o texto das Escrituras – v. 9-12
O sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto e o ouvinte. Precisamos ler o texto e ler o povo. Não pregamos diante da congregação, mas à congregação. Onde começa a aplicação, começa o sermão.
Há um grande perigo da chamada heresia da aplicação. Se não interpretamos o texto corretamente, vamos aplicá-lo distorcidamente. Vamos prometer o que Deus não está prometendo e corrigir quando Deus não está corrigindo. Exemplo: o mel de Sansão.
A exposição e a aplicação da Palavra de Deus produziu na vida do povo vários resultados gloriosos.
IV. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Atinge o Intelecto – v. 8
A pregação é diriga à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (v. 2, 3,,8,12). John Stott disse que crer é também pensar. Nada empolga tanto como estudar teologia. O conhecimento da verdade encha a nossa cabeça de luz. O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a Emoção – v. 9-12
a) Choro pelo pecado (v. 9) – A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento, choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador, mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte do Critianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A alegria da restauração (v. 10) – As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14)). A Alegria tem três aspectos importantes: 1) Uma origem divina – “A alegria do Senhor”. Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental. É a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. 2) Um conteúdo bendito – Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: sua graça, seu amor, seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. 3) Um efeito glorioso – “A alegria do Senhor é a nossa força”. Quem conhece esta alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte.
3. Atinge a vontade – v. 11-12
a) Obediência a Deus (v. 12) – O povo obedeceu a voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se.
b) Solidariedade ao próximo (v. 12) – O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
V. A OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS – v. 13-18
1. A liderança toma a iniciativa de observar a Palavra de Deus – v. 13-15
Esdras no dia seguinte organiza um estudo bíblico mais profundo para a liderança (8:13). Um grande reavivamento está acontecendo como resultado da observância e obediência à Palavra de Deus. Essa mudança é iniciada pelos líderes do povo.
Havia práticas que haviam caído no esquecimento. Eles voltaram à Palavra e começaram a perceber que precisavam ser regidos pela Palavra. A Escritura deve guiar a igreja sempre!
A primeira tentação do diabo não foi sobre sexo ou dinheiro, mas suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus.
2. Os liderados obedecem a orientação da Palavra de Deus – v. 16-18
Toda a liderança e todo o povo se mobiliza para acertar a vida de acordo com a Palavra. Havia uma unanimidade em buscar a Palavra e em obedecê-la.
Esse reavivamento espiritual foi tão extraordinário que desde Josué, ou seja, há 1.000 anos que a Festa dos Tabernáculos nunca tinha sido realizado com tanta fidelidade ao ensino das Escrituras. Essa festa lembrava a colheita (Ex 34:22) e a peregrinação no deserto (Lv 23:43). Em ambas as situações o povo era totalmente dependentes de Deus.
Se queremos restauração para a igreja, precisamos buscar não as novidades, mas voltarmo-nos para as Escrituras.
3. A alegria de Deus sempre vem sobre o povo quando este obedece a Palavra de Deus – v. 10,17b
“A alegria do Senhor é a vossa força” (v.10) e “…e houve mui grande alegria” (v.17b). O mundo está atrás da alegria, mas ela é resultado da obediência à Palavra de Deus. O pecado entristece, adoece, cansa. Mas, a obediência à Palavra de Deus traz uma alegria indizível e cheia de glória.
Um povo alegre é um povo forte. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando você está alegre, a força de Deus o entusiasma!
CONCLUSÃO
Resultados gloriosos são colhidos quando o povo se volta para a Palavra de Deus:
a) Confissão de Pecado – NO capítulo 9 vemos uma das mais profundas orações da Bíblia onde Neemias confessa o seu pecado e o pecado do seu povo. Sempre que a Palavra é exposta há choro pelo pecado e abandono do pecado.
b) Aliança com Deus e reavimento – No capítulo 10, os líderes e o povo fazem uma aliança com Deus de quem deixariam seus pecados e andariam com Deus. E então, houve um grande reavivamento espiritual que levantou a nação.
Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Natal, uma boa nova de grande alegria

Por Hernandes Dias Lopes


O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Muitos cristãos hesitam em comemorar o Natal e outros chegam mesmo a fazer oposição a essa comemoração, em virtude de não sabermos, com exatidão, a data precisa em que aconteceu esse fato auspicioso. Ainda outros desaconselham a celebração do Natal em virtude dos vários adendos acrescidos à festividade como presépio, árvore enfeitada e Papai Noel. Entendemos, que esses acréscimos não fazem parte do verdadeiro Natal e não devem distrair nossa atenção. Precisamos, portanto, resgatar o verdadeiro sentido do Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono, Jesus Cristo, nosso Salvador.
A celebração do Natal é legítima, pois o primeiro Natal foi motivo de festa no céu e na terra, comemorado pelos anjos e pelos homens. A grande notícia anunciada pelo anjo do Senhor, aos pastores de Belém foi: "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10,11). Natal é a verdade bendita de que o Eterno entrou no tempo, Deus se fez homem e o Senhor dos senhores se fez servo. Natal é o cumprimento do plano da redenção, traçado nos refolhos da eternidade. Natal é a concretização da promessa do Pai e o cumprimento das profecias anunciadas pelos patriarcas e profetas. Natal é a consumação da esperança de Israel. Na plenitude dos tempos, o Cristo de Deus, nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para nos redimir dos nossos pecados.
Natal não é festa gastronômica. Natal não é o comércio guloso capitaneado pelo velho bojudo de barbas brancas. Natal não é troca de presentes nem ruas enfeitadas com cores policromáticas. Natal é a luz do céu invadindo a escuridão da terra. Natal é o Verbo eterno de Deus, se fazendo carne para habitar entre nós, cheio de graça e de verdade. Natal é o Deus que nem o céu dos céus pode contê-lo esvaziando-se, a ponto de nascer como um bebê numa pobre vila da Judéia. Natal é o criador e dono do universo despojando-se de sua glória para calçar as sandálias da humildade, fazendo-se pobre para tornar-nos ricos. Natal é a proclamação embalada nas asas da alegria, anunciando que Jesus é o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor do universo.
Natal é a evidência mais eloquente do amor de Deus aos pecadores. Quando Deus criou o universo, fê-lo pela palavra do seu poder. Quando Deus criou o homem, colocou a mão no barro. Porém, quando Deus desceu para resgatar o homem entrou no barro, pois o Verbo se fez carne, vestiu pele humana e armou sua tenda entre nós. Natal é a consumação da maior dádiva de Deus ao homem. Deus amou o mundo e deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deu-o não a quem merece, mas a pecadores indignos. Deu-o não para ser exaltado entre os homens, mas para ser cuspido por eles. Deu-o não para entrar na história como o Rei da glória, mas para carregar a cruz maldita, como servo sofredor. Deu-o não na última hora, mas desde a eternidade!
Natal é a festa da salvação. É a celebração que nos remete ao plano eterno de Deus, quando a própria Trindade, no recôndito dos tempos eternos, decidiu nos amar e nos destinar para a salvação. Nesse projeto divino, o Pai envia o Filho e o Filho se submete ao Pai. Nesse decreto eterno, o Pai escolhe um povo e o dá como presente a seu Filho. O Filho deixa a glória que sempre teve com o Pai e desce para morrer em favor desse povo. O Espírito Santo, regenera e sela esse povo como propriedade exclusiva de Cristo. Agora, nós, povo de Deus, povo redimido, alcançado pela graça, devemos exaltar pelos séculos sem fim, o Cordeiro de Deus, por tão grande salvação. Que o Natal de Jesus seja celebrado por todos nós, com fervor efusivo, com alegria indizível e com entusiasmo sem igual!
Em Cristo,
Edmilson Santos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PATERNIDADE: Convertendo o Coração dos Pais aos Filhos

Por: Hernandes Dias Lopes

MALAQUIAS 4. 5,6
INTRODUÇÃO:
A paternidade é uma das missões mais nobres, mas mais difíceis. Grandes homens de Deus foram brilhantes em diversas áreas da vida mas fracassaram como pais: Ex. Isaque, Eli, Samuel, Davi, Josafá.

Deus quer construir lares fortes: 
1) Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa
2) Noé – Não estaria tranqüilo se os filhos não estivessem na arca
3) Um pai israelita – se o primogênito não estivesse debaixo do sangue na noite da matança
Como um pai pode estar convertido ao seu filho?
I. Expresse amor pelos seus filhos 
Quando os filhos são bebês os pais apertam, abraçam, beijam, mas depois que crescem tratam com distância. Ex. Davi expressa amor por Absalão no dia da sua morte. Mas não o fez em vida

II. Expresse interesse pela vida e problemas de seus filhos
Seja íntimo de seus filhos. Ganhe o direito de entrar na intimidade deles. Interesse-se pelos seus assuntos, amigos, namoro, estudos, sonhos e conflitos. Seja o conselheiro de seus filhos.

III. Tenha tempo para os seus filhos
a) Presentes não substitui presença – Ex. Jeorão (II Cr 21. 3-6)
b) Nenhum sucesso pessoal ou profissional compensa a perda dos seus filhos – Ex. Eli
c) Ex. Dr. James Dobson – Seu pai deixou o pastorado de uma conceituada igreja de N. York por um ano para investir nele quando tinha 14 anos.

IV. Leve uma vida séria com Deus se não quiser ver seu filho cativo – Dt 28.41
Não aceite passivamente a decretação do fracasso na vida dos seus filhos. Você não gerou filhos para a perdição. Você não criou filhos para o cativeiro. Seus filhos são herança de Deus. São filhos da promessa.

V. Não leve seus filhos para o mundo – Gn 13. 10-13; 19.15-23
Nenhum conforto, riqueza ou status compensa o fracasso espiritual de seus filhos. Não faça como Ló que por ganância levou sua família para a pervertida cidade de Sodoma.

VI. Discipline seus filhos no temor do Senhor – I Sm 2.12,22,29
O sacerdote Eli foi frouxo na disciplina dos filhos, porque ele amava mais os seus filhos do que a Deus. Retendo a disciplina dos filhos, lançou-os no abismo do pecado. 

VII. Ministre perdão verdadeiro aos seus filhos – Lc 15. 20-24
a) A experiência do filho pródigo voltando para casa e a recepção do pai;
b) O drama de Netinho menino de 14 anos que se suicidou porque não recebeu o perdão dos pais.

VIII. Coloque seus filhos no altar
a) Faça como Jó e Josué
b) Rosa Branca
c) Siga o exemplo da águia
Conclusão: Siga o modelo de Dt 6.1-9 e Pv 22.6
Em Cristo,
Edmilson Santos

domingo, 7 de outubro de 2012

COMO SALVAR MEU CASAMENTO? (Para Mulheres)




Pare TODA discussão com seu marido! Este único princípio será o fator decisório a respeito da restauração de seu casamento. Há muitos versículos bíblicos sobre este tópico, páginas e mais páginas que eu poderia digitar para você. Aqui estão apenas alguns: “Concilia-te depressa com o teu adversário” (Mateus 5:25). “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). “Como o soltar das águas é o início da contenda, assim, antes que sejas envolvido afasta-te da questão” (Provérbios 17:14). “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio” (Provérbios 17:28).

A mulher virtuosa “abre a sua boca com sabedoria e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbios 31:26). “Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido” (Provérbios 20:3). E mais: “Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria” (Provérbios 18:1). Você tem sido uma mulher contenciosa?

Remova o ódio ou a dor, e então, tente olhar amavelmente nos olhos de seu marido. “Olharam para Ele e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos” (Salmos 34:5). “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12, Lucas 14:11 e Lucas 18:14). Pedro perguntou quantas vezes deveria perdoar seu irmão que pecou contra ele, “até sete” vezes? Mas Jesus respondeu, “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” Isso dá 490 vezes! (Mateus 18:21-22). Você decidiu não perdoar seu marido pelo que fez a você ou aos seus filhos? A falta de perdão é muito perigosa para você e para o futuro de seu casamento. 

Você deve começar a ver seu marido como Deus o vê. Ore por seu marido. Você deve primeiro perdoá-lo e qualquer pessoa que seja relacionada a ele (amigos, família, companheiros de trabalho e até outra mulher).  Então você estará pronta para orar pelo homem que Deus quer que seu marido seja. Pare de olhar para as coisas ruins que ele está fazendo. Substitua isto, pedindo a Deus que lhe mostre o bem que ele está fazendo e especialmente o bem que fez no passado.

Fale cordial e amorosamente com seu marido quando você tiver a oportunidade de falar com ele. “As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos” (Provérbios 16:24). “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos” (Provérbios 17:22 e Provérbios 18:14).

Você não deve ficar alegre acerca dos problemas em seu casamento; apenas fique alegre porque Deus os tem todos sob Seu controle. “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hebreus 12:11).

Não ouça fofocas ou a ninguém que tente dar más informações acerca de seu marido. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha.” (1 Coríntios 13:7-8).

Se o estudo abençoou sua vida deixe seu comentário. Logo estarei postando, GANHANDO MEU MARIDO SEM PALAVRAS...

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Dicas Para o Professor da Escola Bíblica Dominical"



Se você atendeu ao chamado de ensinar em uma classe de Escola Dominical, na verdade você aceitou um grande trabalho, porque este chamado traz consigo o privilégio e a responsabilidade de cooperar com Deus na formação do caráter cristão, e no compartilhamento do conhecimento espiritual. você, como professor, começa seu próprio treinamento, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas:

1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar?
Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual.

2. A  quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino?
Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.

3. Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo?
O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21).
O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.

4. Como ensinarei?
Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos. E esta pergunta nos leva ao tema do livro: A arte de ensinar lições bíblicas na Escola Dominical.
Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida.
Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison.
O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo".

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SEMINÁRIOS - RICK WARREN





ARTIGOS E SEMINÁRIOS

Downloads de Seminários em MP3 - Para ouvir em seu computador
Seminário Básico de Uma Igreja com Propósitos
 
O seminário da Igreja com Propósitos é uma apresentação 
em vídeo do Pastor Rick Warren ensinando os conceitos da 
 Igreja com Propósitos em vários idiomas. Esta apresentação 
feita por Rick dura mais de cinco horas e meia, em um 
ambiente aconchegante como se ele estivesse ensinando um 
pequeno grupo de pastores ao redor de uma mesa. 
A apresentação é feita de uma maneira  simples para 
comunicar primariamente os modelos bíblicos que

 são facilmente transferíveis em uma variedade de culturas. 
Um grande esforço foi colocado para evitar-se coloquialismos 
ocidentais e ilustrações não compreendidas facilmente 
por povos não-ocidentais.
O seminário da Igreja com Propósitos foi planejado 
para ser usado no treinamento de pastores que doutra 
forma seriam impossibilitados de tirar proveito deste ensino. 
Da mesma forma foi planejado como um auxílio no treinamento
 de pastores de maneira informal. Considerando-se que este 
material visa atingir uma audiência internacional cuja maioria 
não fala o inglês, o seminário não tem por finalidade substituir
 a versão completa em vídeo da Conferência de três dias da 
Igreja com Propósitos em inglês.

 Damos a você permissão total para fazer o "download" e 
distribuir  este material desde que você não o venda para 
obter lucro.

Arquivos de Áudio MP3 requerem um "Media Player" GRATUITO. 
Se você não o possui, clique aqui:

O seminário é dividido em nove módulos, ou capítulos. 
Clique aqui para começar o download:



Download

MP3
Guia do Líder
Guia do Aluno
Edificando uma igreja com Propositos


Nove maneiras de ser uma Igreja com Propósitos


Seção 1 - Edificando Uma Igreja com Um Propósito
Seção 2 - Nove Maneiras de Ser Uma Igreja com Propósitos
Seção 3 - Alcançando a Sua Comunidade
Seção 4 - Atraindo e Mantendo Uma Multidão
Seção 5 - Edificando a Sua Congregação
Seção 6 - Desenvolvendo Membros Maduros
Seção 7 - Capacitando Seus Líderes Para o Ministério
Seção 8 - Liderança Autêntica
Seção 9 - A História da Saddleback


Em Cristo,
Edmilson Santos







quinta-feira, 26 de julho de 2012

“O QUE A IGREJA NÃO PODE DEIXAR DE SER”


Por: Um Servo e Ministro Edmilson Santos

No livro Um Amigo em Necessidade, Selwyn Hughes afirma: “Estou convencido que ajudar as pessoas com os seus problemas não é só trabalho de pastores e conselheiros treinados, mas é o trabalho de todo o cristão, sem ter em conta o nível de sua vida cristã”. Obviamente algumas pessoas têm problemas profundos que precisam ser enviadas a um profissional qualificado como um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra; entretanto, para grande número de pessoas ao nosso redor, um ministério de aconselhamento é uma possibilidade e uma necessidade, e pode vir a ser uma grande benção, pois o ideal de Jesus é que cada ser humano possa desfrutar de uma vida abundante (Jo 10.10).

I. UMA COMUNIDADE QUE SE PREOCUPA COM O SER HUMANO

Uma das ênfases do ensino de Jesus dizia respeito ao valor e dignidade da pessoa humana. Nos Evangelhos, o ser humano não é visto como uma coisa, mas como alguém criado por Deus, dotado de vida corpórea e espiritual, e que foi criado para viver numa situação de dignidade diante de Deus e diante do próximo. A própria noção da dignidade do homem repousa no fato de ter sido ele criado à imagem e semelhança de Deus. O ser humano tem um imenso valor para Deus. No mundo secularizado e materialista em que vivemos, onde as coisas são amadas e as pessoas são usadas, é necessário ressaltar que a Igreja cristã pode desempenhar um papel resgatador e construtivo.
Como ressaltei numa lição anterior, de acordo com Jesus, o ser humano tem o seu valor acima das posses materiais ou das estruturas religiosas e sociais Falando acerca do cuidado de Deus por cada ser humano: "Mas até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois mais vaIeis vós do que muitos passarinhos. (...) Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves!" (Lc 12.7,24). Quando astuciosamente testado pelos fariseus quanto à cura no dia de sábado, Jesus declarou o valor do ser humano acima das tradições religiosas: "(...) e eles, para poderem acusar a Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos  sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma só ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não há de lançar mão dela, e tirá-Ia? Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é lícito fazer bem nos sábados" (Mt 12.10-12).
Mesmo aqueles que eram considerados social e moralmente degradados encontravam nas palavras de Jesus a oportunidade sempre presente de recuperação de sua dignidade diante de Deus e diante dos homens. Havia em Jesus uma receptividade que atraía os desfavorecidos dentre a sociedade judaica: "Ora, estando Jesus a mesa em casa de Levi, estavam também ali reclinados com ele e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; pois eram em grande número e o seguiam" (Mc 2.15; cf Lc 15.1,2).
Ora, se nosso Senhor valorizou e se importou tanto com o ser humano, qual deve ser o papel da Igreja em geral e de cada cristão em particular com relação à preocupação com os que sofrem? Obviamente, a única resposta possível é que a Igreja deve sensibilizar-se com a dor, o sofrimento e a dúvida do próximo. A esse respeito Selwyn Hughes afirma: “Um dos propósitos mais sublimes do Corpo de Cristo é ajudar as pessoas com os seus problemas”. Os cristãos são repetidamente instruídos a demonstrar o amor através do seu comportamento (...). A Igreja Cristã conhece mais sobre este assunto do que qualquer outra entidade na sociedade secular dos nossos dias, mas é lamentável o fracasso, de séculos, da religião ao tentar por a doutrina em prática. Se o amor de Deus fluísse através de nós como devia e tocasse nos outros, então os resultados seriam avassaladores".

II. UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA

Uma das funções da Igreja é ser uma comunidade onde as pessoas sejam acolhidas, tratadas, curadas e se tornem prontas para ajudarem outras pessoas feridas. Barnabé é um dos nomes mais expressivos no NT quanto ao compromisso com a missão de encorajamento, consolo e cura (Cf. At 9.26,27; 15.36-39). Alguém já disse que nós somos o único exército que abandona os seus feridos. Talvez isso seja uma verdade vivida por muitos nas igrejas,que neste momento sentem se magoados, aflitos, feridos, decepcionados, incompreendidos, frustrados, confusos, vencidos, etc. e que não estão  encontrando na sua igreja a dimensão da terapia espiritual e emocional.
A igreja, enquanto comunidade terapêutica, precisa entender que ninguém está isento de conflitos interiores, sofrimento emocional ou crises devido a problemas e adversidades. A Igreja necessita ser a encarnação da solidariedade e amor de Jesus, levando ao mundo a Sua proposta de paz: "Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33).
A igreja precisa despertar para o fato de que muitos de nós diante de problemas e dificuldades nos esquecemos de que Deus nos ama; e Ele nos ama apesar do que somos. O Senhor pode tomar em suas mãos vidas derrotadas e estragadas e com o seu toque restaurador, transformá-Ias em vidas que o honrem e que exalem a sua alegria.
Quantos em nossas igrejas estão derrotados, vencidos pelo pecado, fracos e frios. Portanto, a igreja precisa fazer todo o possível para que os que sofrem saibam que o Senhor os ama e quer fazer deles um "vaso novo" para a sua honra, restaurando as suas vidas.

 CONCLUSÃO


Gary Collins, no livro Aconselhamento Cristão, afirma que "a fim de ajudar as pessoas, o aconselhamento busca estimular o desenvolvimento da personalidade; ajudar os indivíduos a enfrentarem mais eficazmente os problemas da vida, os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais; prover o encorajamento e orientação para aqueles que tenham perdido alguém ente querido ou estejam sofrendo uma decepção; e para assistir às pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade”. Cada igreja deveria ser uma comunidade de cura emocional. Se não o estamos sendo, que possamos ainda hoje caminhar nesta direção e que em cada igreja Deus levante conselheiros capazes.

  • O que você tem sido como igreja?
  • Como você tem tratado o teu próximo?
  • As pessoas quando vão até você, se sentem aliviados emocionalmente ou saem mais doentes?
  • O que você tem deixado de ser como igreja?


Pense nisso e fique na paz!

Em Cristo,
Edmilson Santos