quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A DOR DO ABANDONO



“Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.”
II Timóteo 4:10

“As dores do abandono”. Um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano é o de rejeição. Todos, em algum momento de nossas vidas o vivenciamos em algum grau. Consiste em sentir-se não querido, não amado, não aceito, preterido, discriminado, humilhado. Provoca sensação de abandono e de depreciação. A rejeição pode ser real ou imaginária. A rejeição imaginária pode ser tão dolorosa que a rejeição real. Ocorre nos relacionamentos amorosos, na vida social, familiar ou no trabalho. Você já se sentiu excluído? Rejeitado? Abandonado? De que forma? Em casa? No trabalho? Na igreja? Em Gn 2.18 está escrito que Deus afirmou que não era bom que o homem estivesse só, e desta constatação divina temos que, o sentimento da solidão faz muito mal ao homem.

A DOR DO ABANDONO

Segundo definição: Abandonar é deixar, desamparar, desprezar, renunciar, abrir mão de direitos, entregar-se.
Creio que como o apóstolo Paulo, muitos estão com esse grito de abandono preso na garganta e sofrem por terem experimentado alguma forma  de abandono.
O abandono traz um sentimento de perda, de impotência, de solidão, de baixa-estima, de pessimismo, de aniquilamento pessoal.

JESUS SENTIU A DOR DO ABANDONO

Quando vários discípulos, não suportando a profundidade de sua doutrina, o abandonaram. João 6:66
Na cruz, no momento que mais precisava, os seus discípulos o abandonaram, inclusive o apóstolo Pedro o negou três vezes. Poucos ficaram ao pé da cruz. Jesus sentiu no coração a dor do abandono do Pai e gritou: “Deus meu, Deus meu, Por que me desamparaste?” Mt 27:46

QUEM SÃO OS ABANDONADOS, HOJE?

A dor dos filhos abandonados. (Pelo divórcio, separação e necessidades). A dor dos pais abandonados. (em suas próprias casas, asilos e instituições de amparo). A dor das esposas  abandonadas . A dor dos parentes e famílias desamparadas. A dor dos irmãos desamparados. A dor dos amigos desamparados. A dor de Deus, quando o abandonamos.
“Porque dois males cometeram o meu povo: a mim me deixaram o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”.Jer 2:13

A dor dos que pensam que Deus os abandonou. Deus nunca abandona o homem; o homem é que o abandona. Deus não  abandona, porque ama.

“Com amor eterno eu te amei; por isso com benignidade te atraí”. Jer 31:3

“Mas Sião diz:” O Senhor me desamparou, o Senhor se esqueceu de mim. Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” Isaías 49:14, 15.

Para aqueles que se sentem abandonados por seus pais, Deus fala através do Salmista Davi, Sl 27:10 “Porque se meu Pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá”.

O QUE SE DEVE ABANDONAR

O pecado. Pv 28:13; “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
As más companhias. Pv 13:20 “Quem anda com sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mal.”.
O amor que  há a este século. II Tm 4:10 “Porque Demas tendo amado o presente século, me abandonou…”.

O QUE NÃO SE DEVE ABANDONAR

A confiança e a fé. Hb. 10:35 “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão”.
A congregação. (A igreja) Hb 10:25 “Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quando vedes que o dia se aproxima”.
O primeiro amor da vida cristã. Ap 2:4 “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o primeiro amor”.
O amigo. Pv 27:10 Os pais. Ef 6:1, 2 Os filhosII Sm 21:9, 10 Rispa, um exemplo de mãe.  Os cônjuges. (Esposas e esposos) 

CONCLUSÃO

O exemplo de Demas não pode ser seguido. Muitos como o Apóstolo Paulo estão se sentindo abandonados, sentem-se sozinhos no meio de muita gente.
Talvez você tenha sentido a dor do abandono, dos amigos, esposo, esposa, pai, mãe, irmãos, filhos, ou do próprio Deus. Quero te dizer: Deus nunca te abandonou! Ele espera que você se volte para Ele, confessando seus pecados, e o reconhecendo-o como Salvador.

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 26 de janeiro de 2013

QUAL É O PAPEL DA ESPOSA NO MINISTÉRIO?

Por: Família pastoral

Um papel de extrema importância! A esposa deve ser uma ajudadora, e não um impedimento. Um Deus soberano, ciente de que chamara tal pessoa para o ministério, irá conduzi-lo a escolher uma esposa que seja uma adjutora, cordata e incentivadora. As agruras do ministério já são por demais difíceis para que se acrescente o fardo de um lar dividido. Se um casal de noivos não concorda quanto ao chamado para o ministério, é melhor que o noivado seja interrompido. Ambos devem orar pela orientação de Deus e esperar até que haja paz e segurança em seus corações. “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3)

Quando o casal já se uniu em matrimônio, a questão fica mais complicada, mas se a esposa for uma boa dona de casa e uma companheira carinhosa, não haverá problema algum. A esposa do pastor é, antes de tudo, uma guardiã do lar; ela não precisa ser uma hábil anfitriã, uma instrumentista talentosa ou uma professora competente. Se puder manter o lar em seu curso, de modo que o marido possa cumprir suas obrigações ministeriais, terá cumprido sua mais importante função.

Infelizmente, existem mulheres que se esquecem do esposo, dos filhos e da casa e passam o dia em um escritório dentro do prédio da igreja. Isso é triste, pois enquanto ela está "edificando" o Reino, o seu casamento, sua casa, sua família estão sendo destruídos aos poucos, e ela nem percebe. Antes de Edificar a casa de Deus, nós precisamos edificar a nossa.

Quando Deus chama o pastor para trabalhar na obra, Deus não chama apenas o pastor, Ele chama toda a família. Então a esposa tem o mesmo chamado do marido, o mesmo coração, mas tem funções diferentes. Nem toda esposa de pastor é pastora, embora muitas vezes o marido e a igreja cobrem que ela desempenhe esse papel.

A igreja sempre vai cobrar da esposa do pastor 1001 utilidades. Ela tem que cantar no louvor, profetizar, ter visões, tem que cuidar das crianças, tem que estar todo o tempo com o pastor e fazer visitas com ele, é isso que eles vão querer. (Elas não conseguiram).

Conheço esposa de pastor de igreja, que estão fazendo tratamento por causa do stress, problemas emocionais, pois não conseguiram lidar com tantas cobranças. Acham que estão em débito com a igreja, ou com o marido, ou com os filhos. Elas não conseguem fazer o que precisam, ou o que Deus espera de cada uma delas.

OBS: Ser boa companheira também fala de questões íntimas, de prazer sexual. A questão íntima é uma área que precisa DA MAXIMA ATENÇÃO. Algumas mulheres acham que por seus maridos serem crentes jamais irão traí-las e negligenciam a questão sexual e levam uma vida conjugal ruim, insatisfatória.

Atenção esposas! Olhem bem se o seu papel está sendo bem administrado. Se há dúvida, pare agora e reavalie suas atitudes. Pr. Josué Gonçalves tem uma frase que sempre resume tudo: “NENHUM SUCESSO JUSTIFICA O FRACASSO DE UMA FAMÍLIA”.

Atenção maridos! Essa é para nós, que venhamos a ajudar nossas esposas a cumprirem seu papel, não exigindo além do que elas possam carregar...

Em Cristo,
Edmilson Santos  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A igreja como agente transformador na história

Por: Hernandes Dias Lopes

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO  PARA O CRESCIMENTO SAUDÁVEL DA IGREJA


Neemias 8 é um grande modelo da pregação expositiva que produz o verdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. A maior necessidade da igreja e a maior necessidade do mundo.
Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
I. O AJUNTAMENTO PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS – v. 1-2
1. É espontâneo – v. 1
Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não Deus. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
2. É coletivo – v. 2,3
Todo o povo: homens e mulheres reuniram-se para bsucar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres. Eles tinham um alvo em comum, buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvirmos a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
3. É pontual – v. 3
O povo todo estava presente desde o nascer do sol. Eles se preparam para aquele grande dia. Havia expectativa no coração deles para ouvir a lei de Deus. A Palavra precisa ser prioridade para sermos pontuais.
James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens: 1) O tempo dela é mais importante do que o dos outros; 2) As outras pessoas que ela vai encontrar não são muitos importantes para ela; 3) Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos.
4. É harmonioso – v. 1
“Todo o povo se ajuntou como um só homem” (v.1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam pertos, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em todo da Palavra de Deus.
5. É proposital – v. 1
“e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (v. 1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
II. A SUPREMACIA DA PALAVRA DE DEUS
1. O pregador precisa estar comprometido com as Escrituras – v. 2,4,5
Esdras era um homem comprometido com a Palavra (Esdras 7:10). Eles não buscam alguém para lhes contar bonitas experiências, mas eles procuram um fiel expositor das Escrituras.
A maior necessidade da igreja é de homens que conheçam, vivam e preguem a Palavra de Deus com fidelidade. A pregação é a maior necessidade da igreja e do mundo. A pregação é a tarefa mais importante que existe no mundo.
O impacto causado pela leitura da Palavra de Deus por Esdras é comparado ao impacto da Bíblia na época da Reforma do século XVI.
Precisamos nos tornar o povo “do livro”, “da Palavra”. Não há reavimamento sem a restauração da autoridade da Palavra.
Exemplo: Milagres X Palavra – Atos 2.
2. O pregador precisa estar comprometido com o Deus das Escrituras
a) Piedade – A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Só prevalece em público, quem prevele em oração na intimidade. David Larsen disse que é mais importante ensinar um pregador a orar do que a pregar. Sem oração não há pregação de poder.
b) Fome de Deus – oração e jejum – o pregador é um homem em fogo. Se ele não arder no púlpito o povo não poder. Moody disse que deveríamos acender uma fogueira no púlpito. O pregador precisa ter mais fome de Deus do que de livros.
c) Fome da Palavra – O pregador precisa ser um estudioso. Quem não gosta de ler, certamente não deve ter o chamado para o ministério. Paulo fala que precisamos nos afadigar na Palavra.
d) Paixão – O pregador é um homem diz como Paulo (At 20:24). É como John Bunyan que prefere a prisão ao silêncio. O pregador e o ator Magready. David Hume e George Whitefield.
3. O povo precisa estar sedento das Escrituras – v. 1,3
A Bíblia é o anseio do povo. Eles se reúnem como um só homem (v. 1), com os ouvidos atentos (v. 3), reverentes (v. 6), chorando (v. 9) e alegrando (v. 12) e prontos a obedecer (v. 17).
Eles querem não farelo, mas trigo. Eles querem pão do céu. Eles querem a verdade de Deus. Eles buscaram pão onde havia pão.
Muitos buscam a Casa do Pão e não encontram pão. São como Noemi e sua família que saíram de Belém e foram para Moabe, porque não havia pão na Casa do Pão. Quando as pessoas deixam a Casa do Pão encontram a morte. Há muita propaganda enganosa nas igrejas: prometem pão, mas só há fornos frios, prateleiras vazias e algum farelo de pão.
4. Atitudes do povo em relação às Escrituras
a) Ouvidos atentos (v.3) – O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (v. 7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração, enfado. Eles estavam atentos não ao pregador, mas ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra.
b) Mente desperta (v. 2,,3,8) – A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavimento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento. A superstição irracional era a marca do paganismo. Oséias 4:6: “O povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”.
c) Reverência (v.5) – “Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé”. Essa era uma atitude de reverência e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era para revelar a infalibidade do pregador, mas a supremacia da Palavra.
d) Adoração (v.6) – Esdras ora, o povo responde com um sonoro amém, levanta as mãos e se prostra para adorar. Onde há oração e exposição da Palavra, o povo exalta a Deus e o adora.
III. A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Ler o texto das Escrituras – v. 2,3,5
A leitura do texto é a parte mais importante do sermão. O texto é a fonte da mensagem e a autoridade do mensageiro. O sermão só é sermão se ele se propõe a explicar o texto.
2. Explicar o texto das Escrituras – v. 7,8
O Cristianismo é a religião do entendimento. Ele não nos rouba o cérebro. O sincretismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto, nossas idéias. Isso é eixegese.
Calvino dizia que pregação é a explicação do texto. O púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
Lutero dizia que existe a Palavra de Deus escrita, a Palavra encarnada e a Palavra pregada.
Muitos hoje dizem: “Eu já tenho o sermão, só falta o texto”. Isso não é pregação. Deus não tem nenhum compromisso com a Palavra do pregador, e sim com a sua Palavra. É a Palavra de Deus que não volta vazia e não a Palavra do pregador.
3. Aplicar o texto das Escrituras – v. 9-12
O sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto e o ouvinte. Precisamos ler o texto e ler o povo. Não pregamos diante da congregação, mas à congregação. Onde começa a aplicação, começa o sermão.
Há um grande perigo da chamada heresia da aplicação. Se não interpretamos o texto corretamente, vamos aplicá-lo distorcidamente. Vamos prometer o que Deus não está prometendo e corrigir quando Deus não está corrigindo. Exemplo: o mel de Sansão.
A exposição e a aplicação da Palavra de Deus produziu na vida do povo vários resultados gloriosos.
IV. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Atinge o Intelecto – v. 8
A pregação é diriga à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (v. 2, 3,,8,12). John Stott disse que crer é também pensar. Nada empolga tanto como estudar teologia. O conhecimento da verdade encha a nossa cabeça de luz. O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a Emoção – v. 9-12
a) Choro pelo pecado (v. 9) – A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento, choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador, mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte do Critianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A alegria da restauração (v. 10) – As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14)). A Alegria tem três aspectos importantes: 1) Uma origem divina – “A alegria do Senhor”. Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental. É a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. 2) Um conteúdo bendito – Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: sua graça, seu amor, seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. 3) Um efeito glorioso – “A alegria do Senhor é a nossa força”. Quem conhece esta alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte.
3. Atinge a vontade – v. 11-12
a) Obediência a Deus (v. 12) – O povo obedeceu a voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se.
b) Solidariedade ao próximo (v. 12) – O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
V. A OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS – v. 13-18
1. A liderança toma a iniciativa de observar a Palavra de Deus – v. 13-15
Esdras no dia seguinte organiza um estudo bíblico mais profundo para a liderança (8:13). Um grande reavivamento está acontecendo como resultado da observância e obediência à Palavra de Deus. Essa mudança é iniciada pelos líderes do povo.
Havia práticas que haviam caído no esquecimento. Eles voltaram à Palavra e começaram a perceber que precisavam ser regidos pela Palavra. A Escritura deve guiar a igreja sempre!
A primeira tentação do diabo não foi sobre sexo ou dinheiro, mas suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus.
2. Os liderados obedecem a orientação da Palavra de Deus – v. 16-18
Toda a liderança e todo o povo se mobiliza para acertar a vida de acordo com a Palavra. Havia uma unanimidade em buscar a Palavra e em obedecê-la.
Esse reavivamento espiritual foi tão extraordinário que desde Josué, ou seja, há 1.000 anos que a Festa dos Tabernáculos nunca tinha sido realizado com tanta fidelidade ao ensino das Escrituras. Essa festa lembrava a colheita (Ex 34:22) e a peregrinação no deserto (Lv 23:43). Em ambas as situações o povo era totalmente dependentes de Deus.
Se queremos restauração para a igreja, precisamos buscar não as novidades, mas voltarmo-nos para as Escrituras.
3. A alegria de Deus sempre vem sobre o povo quando este obedece a Palavra de Deus – v. 10,17b
“A alegria do Senhor é a vossa força” (v.10) e “…e houve mui grande alegria” (v.17b). O mundo está atrás da alegria, mas ela é resultado da obediência à Palavra de Deus. O pecado entristece, adoece, cansa. Mas, a obediência à Palavra de Deus traz uma alegria indizível e cheia de glória.
Um povo alegre é um povo forte. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando você está alegre, a força de Deus o entusiasma!
CONCLUSÃO
Resultados gloriosos são colhidos quando o povo se volta para a Palavra de Deus:
a) Confissão de Pecado – NO capítulo 9 vemos uma das mais profundas orações da Bíblia onde Neemias confessa o seu pecado e o pecado do seu povo. Sempre que a Palavra é exposta há choro pelo pecado e abandono do pecado.
b) Aliança com Deus e reavimento – No capítulo 10, os líderes e o povo fazem uma aliança com Deus de quem deixariam seus pecados e andariam com Deus. E então, houve um grande reavivamento espiritual que levantou a nação.
Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Natal, uma boa nova de grande alegria

Por Hernandes Dias Lopes


O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Muitos cristãos hesitam em comemorar o Natal e outros chegam mesmo a fazer oposição a essa comemoração, em virtude de não sabermos, com exatidão, a data precisa em que aconteceu esse fato auspicioso. Ainda outros desaconselham a celebração do Natal em virtude dos vários adendos acrescidos à festividade como presépio, árvore enfeitada e Papai Noel. Entendemos, que esses acréscimos não fazem parte do verdadeiro Natal e não devem distrair nossa atenção. Precisamos, portanto, resgatar o verdadeiro sentido do Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono, Jesus Cristo, nosso Salvador.
A celebração do Natal é legítima, pois o primeiro Natal foi motivo de festa no céu e na terra, comemorado pelos anjos e pelos homens. A grande notícia anunciada pelo anjo do Senhor, aos pastores de Belém foi: "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10,11). Natal é a verdade bendita de que o Eterno entrou no tempo, Deus se fez homem e o Senhor dos senhores se fez servo. Natal é o cumprimento do plano da redenção, traçado nos refolhos da eternidade. Natal é a concretização da promessa do Pai e o cumprimento das profecias anunciadas pelos patriarcas e profetas. Natal é a consumação da esperança de Israel. Na plenitude dos tempos, o Cristo de Deus, nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para nos redimir dos nossos pecados.
Natal não é festa gastronômica. Natal não é o comércio guloso capitaneado pelo velho bojudo de barbas brancas. Natal não é troca de presentes nem ruas enfeitadas com cores policromáticas. Natal é a luz do céu invadindo a escuridão da terra. Natal é o Verbo eterno de Deus, se fazendo carne para habitar entre nós, cheio de graça e de verdade. Natal é o Deus que nem o céu dos céus pode contê-lo esvaziando-se, a ponto de nascer como um bebê numa pobre vila da Judéia. Natal é o criador e dono do universo despojando-se de sua glória para calçar as sandálias da humildade, fazendo-se pobre para tornar-nos ricos. Natal é a proclamação embalada nas asas da alegria, anunciando que Jesus é o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor do universo.
Natal é a evidência mais eloquente do amor de Deus aos pecadores. Quando Deus criou o universo, fê-lo pela palavra do seu poder. Quando Deus criou o homem, colocou a mão no barro. Porém, quando Deus desceu para resgatar o homem entrou no barro, pois o Verbo se fez carne, vestiu pele humana e armou sua tenda entre nós. Natal é a consumação da maior dádiva de Deus ao homem. Deus amou o mundo e deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deu-o não a quem merece, mas a pecadores indignos. Deu-o não para ser exaltado entre os homens, mas para ser cuspido por eles. Deu-o não para entrar na história como o Rei da glória, mas para carregar a cruz maldita, como servo sofredor. Deu-o não na última hora, mas desde a eternidade!
Natal é a festa da salvação. É a celebração que nos remete ao plano eterno de Deus, quando a própria Trindade, no recôndito dos tempos eternos, decidiu nos amar e nos destinar para a salvação. Nesse projeto divino, o Pai envia o Filho e o Filho se submete ao Pai. Nesse decreto eterno, o Pai escolhe um povo e o dá como presente a seu Filho. O Filho deixa a glória que sempre teve com o Pai e desce para morrer em favor desse povo. O Espírito Santo, regenera e sela esse povo como propriedade exclusiva de Cristo. Agora, nós, povo de Deus, povo redimido, alcançado pela graça, devemos exaltar pelos séculos sem fim, o Cordeiro de Deus, por tão grande salvação. Que o Natal de Jesus seja celebrado por todos nós, com fervor efusivo, com alegria indizível e com entusiasmo sem igual!
Em Cristo,
Edmilson Santos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PATERNIDADE: Convertendo o Coração dos Pais aos Filhos

Por: Hernandes Dias Lopes

MALAQUIAS 4. 5,6
INTRODUÇÃO:
A paternidade é uma das missões mais nobres, mas mais difíceis. Grandes homens de Deus foram brilhantes em diversas áreas da vida mas fracassaram como pais: Ex. Isaque, Eli, Samuel, Davi, Josafá.

Deus quer construir lares fortes: 
1) Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa
2) Noé – Não estaria tranqüilo se os filhos não estivessem na arca
3) Um pai israelita – se o primogênito não estivesse debaixo do sangue na noite da matança
Como um pai pode estar convertido ao seu filho?
I. Expresse amor pelos seus filhos 
Quando os filhos são bebês os pais apertam, abraçam, beijam, mas depois que crescem tratam com distância. Ex. Davi expressa amor por Absalão no dia da sua morte. Mas não o fez em vida

II. Expresse interesse pela vida e problemas de seus filhos
Seja íntimo de seus filhos. Ganhe o direito de entrar na intimidade deles. Interesse-se pelos seus assuntos, amigos, namoro, estudos, sonhos e conflitos. Seja o conselheiro de seus filhos.

III. Tenha tempo para os seus filhos
a) Presentes não substitui presença – Ex. Jeorão (II Cr 21. 3-6)
b) Nenhum sucesso pessoal ou profissional compensa a perda dos seus filhos – Ex. Eli
c) Ex. Dr. James Dobson – Seu pai deixou o pastorado de uma conceituada igreja de N. York por um ano para investir nele quando tinha 14 anos.

IV. Leve uma vida séria com Deus se não quiser ver seu filho cativo – Dt 28.41
Não aceite passivamente a decretação do fracasso na vida dos seus filhos. Você não gerou filhos para a perdição. Você não criou filhos para o cativeiro. Seus filhos são herança de Deus. São filhos da promessa.

V. Não leve seus filhos para o mundo – Gn 13. 10-13; 19.15-23
Nenhum conforto, riqueza ou status compensa o fracasso espiritual de seus filhos. Não faça como Ló que por ganância levou sua família para a pervertida cidade de Sodoma.

VI. Discipline seus filhos no temor do Senhor – I Sm 2.12,22,29
O sacerdote Eli foi frouxo na disciplina dos filhos, porque ele amava mais os seus filhos do que a Deus. Retendo a disciplina dos filhos, lançou-os no abismo do pecado. 

VII. Ministre perdão verdadeiro aos seus filhos – Lc 15. 20-24
a) A experiência do filho pródigo voltando para casa e a recepção do pai;
b) O drama de Netinho menino de 14 anos que se suicidou porque não recebeu o perdão dos pais.

VIII. Coloque seus filhos no altar
a) Faça como Jó e Josué
b) Rosa Branca
c) Siga o exemplo da águia
Conclusão: Siga o modelo de Dt 6.1-9 e Pv 22.6
Em Cristo,
Edmilson Santos

domingo, 7 de outubro de 2012

COMO SALVAR MEU CASAMENTO? (Para Mulheres)




Pare TODA discussão com seu marido! Este único princípio será o fator decisório a respeito da restauração de seu casamento. Há muitos versículos bíblicos sobre este tópico, páginas e mais páginas que eu poderia digitar para você. Aqui estão apenas alguns: “Concilia-te depressa com o teu adversário” (Mateus 5:25). “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). “Como o soltar das águas é o início da contenda, assim, antes que sejas envolvido afasta-te da questão” (Provérbios 17:14). “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio” (Provérbios 17:28).

A mulher virtuosa “abre a sua boca com sabedoria e a lei da beneficência está na sua língua” (Provérbios 31:26). “Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido” (Provérbios 20:3). E mais: “Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria” (Provérbios 18:1). Você tem sido uma mulher contenciosa?

Remova o ódio ou a dor, e então, tente olhar amavelmente nos olhos de seu marido. “Olharam para Ele e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos” (Salmos 34:5). “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12, Lucas 14:11 e Lucas 18:14). Pedro perguntou quantas vezes deveria perdoar seu irmão que pecou contra ele, “até sete” vezes? Mas Jesus respondeu, “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” Isso dá 490 vezes! (Mateus 18:21-22). Você decidiu não perdoar seu marido pelo que fez a você ou aos seus filhos? A falta de perdão é muito perigosa para você e para o futuro de seu casamento. 

Você deve começar a ver seu marido como Deus o vê. Ore por seu marido. Você deve primeiro perdoá-lo e qualquer pessoa que seja relacionada a ele (amigos, família, companheiros de trabalho e até outra mulher).  Então você estará pronta para orar pelo homem que Deus quer que seu marido seja. Pare de olhar para as coisas ruins que ele está fazendo. Substitua isto, pedindo a Deus que lhe mostre o bem que ele está fazendo e especialmente o bem que fez no passado.

Fale cordial e amorosamente com seu marido quando você tiver a oportunidade de falar com ele. “As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos” (Provérbios 16:24). “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos” (Provérbios 17:22 e Provérbios 18:14).

Você não deve ficar alegre acerca dos problemas em seu casamento; apenas fique alegre porque Deus os tem todos sob Seu controle. “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hebreus 12:11).

Não ouça fofocas ou a ninguém que tente dar más informações acerca de seu marido. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha.” (1 Coríntios 13:7-8).

Se o estudo abençoou sua vida deixe seu comentário. Logo estarei postando, GANHANDO MEU MARIDO SEM PALAVRAS...

Em Cristo,
Edmilson Santos

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Dicas Para o Professor da Escola Bíblica Dominical"



Se você atendeu ao chamado de ensinar em uma classe de Escola Dominical, na verdade você aceitou um grande trabalho, porque este chamado traz consigo o privilégio e a responsabilidade de cooperar com Deus na formação do caráter cristão, e no compartilhamento do conhecimento espiritual. você, como professor, começa seu próprio treinamento, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas:

1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar?
Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual.

2. A  quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino?
Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.

3. Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo?
O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21).
O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.

4. Como ensinarei?
Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos. E esta pergunta nos leva ao tema do livro: A arte de ensinar lições bíblicas na Escola Dominical.
Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida.
Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison.
O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo".

Em Cristo,
Edmilson Santos