quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AMOR, SÓ DE MÃE


 Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti (Isaías 49.15).

“Talvez um dos papéis mais preponderantes da mulher destacado na bíblia, seja o de mãe, embora todos os papéis sejam igualmente reconhecidos. Esse papel de mãe era tão importante nos tempos bíblicos que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, porquanto furtava a mulher de uma de suas funções mais importante na vida. Há casos destacados com especialidade como o de Sara( Gn 17:15), Raquel (Gn30), e Ana (I Sm 1:2). R. C. 

É comum ouvir pessoas dizendo: "Amor, de mãe". Embora isso seja uma grande verdade, vivemos dias em que mães abandonam recém-nascidos. Além disso, pais e filhos não se entendem; há um conflito de gerações. E, como a sociedade é formada por famílias, a cada dia aumenta a violência, a imoralidade e outros males.

Muitas dessas famílias possuem em casa um exemplar da Bíblia. Apesar disso, os pais jamais tiveram tempo para lê-Ia com os seus filhos. Talvez seja esse o seu caso, prezado amigo. E, por isso mesmo, ainda não tenha descoberto nesse glorioso Livro inspirado por Deus - que existe um amor maior que o de mãe!

O amor divino transcende o amor de pai e mãe. Ainda que você se sinta abandonado por todos os seus entes queridos, se confiar no Pai celestial, poderá dizer: "... quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá" (Salmos 27.10).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna João 3.16.

Quais são a características do maior amor, o de Deus:

Voluntário. "Deus amou". Foi um ato espontâneo, sem que a humanidade fizesse algo para merecê-lo. Afinal, segundo a Palavra de Deus, todos os homens são pecadores por natureza (Romanos 3.23; 5.12; 11.32).

• Universal. Ele amou "o mundo"; toda a humanidade foi amada por Jesus Cristo, que por ela derramou o seu precioso sangue (Romanos 5.8).

Imensurável. Ele amou "de tal maneira". É impossível definir a grandeza desse amor.

• Provado. Deus "deu o seu Filho uninito". Amor de palavras sequer pode ser chamado de amor. Mas o Todo-Poderoso provou que nos ama de verdade ao enviar o que tinha de melhor, o seu próprio Filho.

O que fazer para ser alcançado pelo amor divino? A Palavra de Deus responde: "... para que todo aquele que nele cnão pereça, mas tenha a vida eterna". É preciso crer, que aqui implica confiar. E confiança envolve entrega:

Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará (Sl 37.5).

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Ceia do Senhor


A Ceia do Senhor na Igreja Primitiva
O livro de Atos e as cartas escritas às igrejas nos ajudam a aprender um pouco mais sobre a Ceia do Senhor. Os discípulos se reuniam no primeiro dia da semana para participarem da ceia (Atos 20:7). Esta ceia era entendida como um ato de comunhão com o Senhor (1 Coríntios 10:14-22). Era tomada quando toda a congregação se reunia, como um ato de fraternidade entre os irmãos (1 Coríntios 11:17-20). Cada cristão era obrigado a examinar-se para ter certeza de que estava participando da ceia de um modo digno (1 Coríntios 11:27-29).

Quando devemos observar a Ceia do Senhor?
Jesus mostrou aos seus discípulos como participar deste memorial, mas não especificou quando. Aprendemos quando os primeiros cristãos observaram a ceia pelo exemplo dos discípulos em Trôade: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão. . ." (Atos 20:7). Quando seguimos este exemplo e participamos da Ceia do Senhor todos os domingos, relembramos freqüentemente o sacrifício que Jesus fez por causa de nossos pecados. Quando meditamos sobre o Salvador sofredor no domingo, é mais fácil resistir a tentações durante o resto da semana. Quando entendemos o alto preço que Jesus pagou por nossos pecados, esforçamo-nos para evitar qualquer coisa que possa magoá-lo e tornar vão seu sacrifício (veja Hebreus 10:24-31).

O que significa participar "indignamente"?
Cada um que participa da Ceia do Senhor deverá examinar-se para estar certo de que está participando de maneira correta, discernindo o verdadeiro significado do memorial.
"Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma do pão e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si" (1 Coríntios 11:27-29).
A palavra "indignamente" é freqüentemente mal entendida. Ela não descreve a dignidade da pessoa (ninguém é verdadeiramente digno de comunhão com Cristo). Esta palavra descreve o modo de participar. A pessoa que não leva a sério esta comemoração está brincando com o sacrifício de Cristo e está se condenando por não discernir o corpo de Cristo. Por esta razão, devemos ser muito cuidadosos cada vez que participarmos da Ceia do Senhor. É imperativo que esqueçamos as preocupações mundanas e prestemos atenção exclusivamente à morte de Cristo. Se tratarmos a Ceia do Senhor como um mero ritual, ou se a tomarmos levianamente e deixarmos de meditar no seu significado, condenamo-nos diante de Deus.

Os Três Olhares na Ceia

Para trás, passado: memorial, histórico (1Co 11:24,26): O pão sem fermento, partido (rasgado), mastigado, lembra o corpo do Cristo, quebrado e moído Is 53. O suco fresco de uva esmagada lembra o Cristo vertendo seu sangue por nós, como o cordeiro imolado na Páscoa Ex 12 ou Nm 9.
      24 E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto EM MEMÓRIA de mim. ... 26 Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice ANUNCIAIS A MORTE DO SENHOR, até que venha. (1Co 11:24,26)

Para dentro, interior: purificador, pessoal (1Co 11:28; Sl 139:23 + 1Jo 1:9).
   EXAMINE-se, pois, o homem a SI mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. (1Co 11:28)
   SONDA-me, ó Deus, e conhece o meu coração; PROVA-me, e conhece os meus pensamentos. (Sl 139:23)
   Se CONFESSARMOS os nossos pecados, ELE é fiel e justo para nos PERDOAR os pecados, e nos PURIFICAR de TODA a injustiça. (1 Jo 1:9)

Para frente, futuro: profético 1Co 11:26 e Mt 26:29.
    Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, ATÉ QUE VENHA. (1Co 11:26)
    E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA em que o beba novo convosco NO REINO de meu Pai. (Mt 26:29)

Não podemos esquecer nunca o dia negro no Calvário em que Jesus deu sua vida para salvar a nossa.

Em Cristo,
Edmilson Santos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PERIGOS QUE RONDAM O MINISTÉRIO PASTORAL



Diante de tantos desafios que cercam o ministério pastoral gostaria de citar apenas dois perigos.

1º Perigo: O perigo de envolver-se tanto em atividades que negligenciamos nossa vida devocional .
Penso que na essência, todo pastor deseja grandes mudanças em suas igrejas e daí a quantidade exorbitante de atividades a que nos entregamos todos os dias: aconselhamentos, visitas, escrever artigos, fazer ligações telefônicas, preparar estudos e sermões, separar tempo para planejar, reunir-se com a liderança, etc...
Obviamente, existe por trás deste excesso de atividades uma cultura – nosso mundo é voltado para o sucesso. Em razão disso, em nossas muitas atividades eclesiásticas somos cada vez mais dominados por superlativos. Orgulhamos por ter uma grande Igreja, um grande coral, um grande...
Conscientemente ou não, corremos atrás de atender a um modelo ideal de pastor estigmatizado por esta cultura do sucesso que é aquele líder que está sempre ocupado, sem tempo para mais nada. Se estar atarefado é ser importante, então preciso estar atarefado . Tornamo-nos daí pastores compulsivos, onde nossa identidade pastoral passa a ser derivada de nossas atividades. Sutilmente somos enganados, e por fazermos parte de uma sociedade competitiva, constantemente temos que provar o nosso valor, a nossa utilidade, e para tanto, procuramos nos manter sempre ocupado. Abro aqui um parêntesis para recomendar a leitura do livro de Henry Nouwen “ No Nome de Jesus” , onde o autor fala de três tentações mais comuns no ministério pastoral: ser relevante, ser espetacular e ser poderoso. Mas voltando; como evitar cair na armadilha do excesso de atividades? A resposta é a mais simples possível: Precisamos praticar um tempo a sós com Deus. Parece uma ousadia falar assim aos pastores, mas aqui falo também como pastor - em nossa vida agitada e cheia de atividades temos fracassado em separar tempo para a solidão afim de aprofundarmos nossa vida espiritual. Solidão é o remédio contra o ativismo pastoral. Cito Henry Nouwen quando ele afirma que na solidão, descobrimos que ser é mais importante que ter e que valemos muito mais que o resultado de nossos esforços.
Aprendemos com nosso Senhor Jesus em Lucas 5:15,16, que a ação interna (oração) tem precedência sobre a ação externa (proclamação). O v.15 nos informa que muitas pessoas procuravam a Jesus para serem curadas por ele e o v.16 afirma “ele porém se retirava para lugares solitários e orava”. Jesus percebeu o perigo e não caiu na armadilha de se entregar ás atividades, negligenciando sua vida devocional.
O pastor que imita as ações e a pregação de Jesus, sem, ao mesmo tempo, imitar sua vida profunda de oração, são um prejuízo para a fé e um empecilho para o crescimento da igreja.
Nós pastores insistimos com nossas ovelhas sobre a necessidade delas terem um tempo a sós com Deus. Mas não podemos nos esquecer que somos ovelhas também, e que ter uma vida profunda de oração não perde o seu valor quando somos ordenados ao ministério.

2º Perigo : O perigo de reduzir a funções e projetos a pessoas que Deus nos mandou pastorear.
Corremos o perigo de abandonarmos nossa função como pastor, deixando de pastorear pessoas, e nos tornamos administradores e secretários de Igrejas. Começamos a medir o sucesso no ministério pela popularidade de nossos projetos, dos terrenos que a igreja adquiriu, das reformas feitas na estrutura física da igreja durante nosso pastorado ali, do formato novo do boletim informativo, etc... Quando olhamos para o ministério de Jesus, verificamos que ele passou mais tempo cuidando de pessoas e conversando com elas do que em qualquer outra coisa. Jesus não era inclinado à programas, mas à pessoas. Diferentemente de nós que somos movidos para a produção.
Não me entendam mal. A princípio não há nada de errado em tudo isto; o perigo é sutil. Neste processo da secularização da igreja, movida á produção, homens e mulheres com quem vivemos e trabalhamos podem se tornar meros objetos. Pouco a pouco todos se transformam em instrumentos de trabalho. Sob a pressão de que estão trabalhando para Jesus, usamos estas pessoas como empregados para cumprirem uma missão que nem sempre é de Deus e sim do pastor.
Talvez devêssemos perguntar: Como posso saber se estou sendo bem sucedido no cumprimento de meu ministério? Creio que Efésios 4:11-15 delineia qual é a expectativa de Deus para nós pastores – Dentre algumas das medidas de sucesso em nosso ministério, está o fato de que precisamos preparar pessoas para o ministério. Para fazer isto preciso gastar tempo com as pessoas – ajuda-las, ouvi-las, aconselha-las, etc... Pessoas são a razão de nosso ministério. Precisamos ser lembrados que fomos chamados para pastorear e não para administrar. Nós pastores precisamos pastorear, dedicar tempo ás nossas ovelhas para visitá-las e orienta-las espiritualmente.
Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos (Pv 27.23). Esse texto define pontualmente o que DEUS espera daqueles a quem Ele chamou para o ministério pastoral. 

 
Em Cristo,
Edmilson Santos