segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O FEMINISMO: BENÇÃO OU MALDIÇÃO?


Por William O. Einwechter

O feminismo é um movimento radical. Como tal, ele atinge até as raízes do relacionamento entre homem e mulher, e busca alterar a estrutura social e institucional, que é percebida como conflitante com as ideais e objetivos do feminismo. Janet Richards declara que “O feminismo é em sua natureza radical… nós protestamos primeiramente contra as instituições sociais… se considerarmos o passado não há dúvida de que toda a estrutura social foi planejada para manter a mulher inteiramente sob a dominação do homem.”[1] Sendo uma ideologia radical, o objetivo do feminismo é a revolução. Gloria Steinem fala pelas feministas quando diz: “Pregamos uma revolução, não apenas uma reforma. É uma mudança mais profunda que qualquer outra.”[2] Feministas querem criar uma “nova sociedade” onde as condições restritivas sociais do passado sejam para sempre removidas.[3] Quão bem sucedidas feministas foram em promover sua agenda de revolução social? Davidson diz: “Hoje, o feminismo é a ideologia de gênero da nossa sociedade. Desde as universidades até as escolas públicas, da mídia até as Forças Armadas, o feminismo decide as questões, determina os termos do debate, e intimida oponentes em potencial ao ponto do silêncio absoluto.”[4]

A instituição social que o feminismo tem mirado como uma das mais opressivas a mulher é a família tradicional. Por “família tradicional” queremos dizer a estrutura familiar desenvolvida na sociedade Ocidental, sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia. Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar. Feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional. A feminista Roxanne Deunbar disse claramente: “Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas – a família, a propriedade privada, e o estado.”[5] Feministas buscam subverter a família tradicional, e no seu lugar almejam uma instituição social radicalmente diferente que é moldada segundo o dogma feminista.

Quando consideramos a natureza radical do feminismo e da sua agenda para subverter a família que é estruturada segundo o modelo bíblico, seria sábio parar um pouco e refletir o quão bem sucedidas feministas tem sido em remodelar a família de acordo com o seu próprio desígnio. O fato é que na sociedade Ocidental o feminismo tem sido enormemente bem sucedido em destruir a família tradicional. A feminização da família já foi estabelecida! Por “feminização da família” queremos dizer o moldar da família de acordo com as crenças e objetivos do feminismo. Essa feminização ocorreu nos últimos trinta anos e com pouca oposição dos homens. Os homens sumiram amedrontados com as acusações feministas de sexismo, repressão, tirania e exploração, como um covarde fugiria diante de acusações de determinado inimigo em campo de batalha. Nada parece ter aterrorizado tanto os homens do que encaradas e palavras iradas de feministas.

Agora, quando dizemos que a feminização da família já foi estabelecida, não queremos dizer que as feministas alcançaram totalmente seus objetivos em relação à família. Queremos dizer, no entanto, que uma revolução na vida da família por influência feminista e de acordo com a ideologia feminista já foi estabelecida na sociedade ocidental. Hoje, a instituição social da família está mais alinhada com a visão de Betty Friedan do que com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Isso representa um triunfo (pelo menos parcial) da visão radical feminista de revolução social.

A feminização da família é observada em pelo menos seis áreas:

1. O casamento foi desestabilizado, e o divórcio está numa crescente.

A “demonização” feminista do casamento fez do divórcio algo “socialmente e psicologicamente aceitável, através da ideia de que é uma possível solução para uma instituição defeituosa e já em seu leito de morte.”[6] O ensinamento bíblico que casamento é uma instituição divina e pactual que une homem e mulher para o resto da vida através de um voto sagrado (Gen. 2:18-24; Mat. 19:3-9) foi repudiado pela sociedade moderna. O conceito bíblico foi substituído pela noção de que casamento é uma mera instituição humana, e por isso imperfeita, e que o divórcio é uma forma aceitável de lidar com qualquer problema associado ao casamento.

2. A liderança masculina na família foi substituída por uma organização “igualitária” onde marido e esposa “compartilham” as responsabilidades da liderança na família.

A ideia bíblica de que o homem é o cabeça da família (1 Cor. 11:3-12; Ef. 5:22-23) e senhor do seu lar (1 Pe. 3:5-6) é considerada por feministas algo tirânico e bárbaro, um vestígio do homem primitivo e sua habilidade de dominar fisicamente sua parceira. Nos nossos dias, a esmagadora maioria de ambos homens e mulheres zombam da noção de que a esposa deve se submeter à autoridade do marido.

3. O homem como provedor foi rejeitado, e introduzido um novo modelo de responsabilidade econômica compartilhada.

A visão da nossa era é que o homem não é mais responsável do que a mulher por prover as necessidades financeiras da família. Feministas creem que o ensinamento bíblico que o homem é o provedor da família (1 Tim. 5:9) é parte de uma conspiração masculina para manter as mulheres sob seu domínio por fazerem delas economicamente dependentes dos homens.

4. A mulher como uma dona do lar de tempo integral é zombada, e a mulher que trabalha fora buscando realização e independência é agora a norma cultural.

O mandamento bíblico para que a mulher seja “dona do lar” (Tito 2:4-5) ou é desconhecido ou ignorado. Pessoas com a mentalidade feminista consideram algo indigno que uma mulher fique em casa e limite suas atividades à esfera do lar e da família. Uma carreira profissional é considerada mais conveniente e significante para as esposas e mães de hoje.

5. A norma bíblica da mulher como cuidadora de suas crianças foi substituída pelo ideal feminista de uma mãe que trabalha fora e deixa seus filhos na creche para que ela possa cuidar de outros assuntos importantes.

A responsabilidade da maternidade é vista em termos muito diferentes do que no passado. O chamado bíblico para a mãe de estar com suas crianças, amá-las, treiná-las, ensiná-las, e protegê-las (1 Tim. 2:15; 5:14) é rejeitado pela visão feminista de uma mulher que foi libertada de tais limitações sobre sua individualidade e realização própria.

6. A ideia de que uma família grande é uma “bênção” é rejeitada por uma noção de que uma família pequena de um ou dois filhos (e para alguns, nenhum filho) é muito melhor.

O conceito de “planejamento familiar” objetivando reduzir o número de crianças num lar é defendido por quase todos. O ensino bíblico de que uma família grande é sinal de bênçãos e da soberania de Deus (Salmo 127; 128) é ignorado por famílias modernas, até mesmo aquelas proclamando serem cristãs. A visão feminista que nós determinamos o número de crianças que nós teremos, e que nós somos soberanos sobre esse assunto é agora aceito sem questionamento. E é claro, essa suposta soberania humana sobre a vida e o nascimento leva a justificação do aborto, que é o maior controle de natalidade de todos.

Sim, a feminização da família foi estabelecida no Ocidente! O conceito cristão de família foi substituído pela ideia feminista de família: divórcio fácil substituiu a visão pactual do casamento; igualitarismo substituiu a liderança masculina; o homem e a mulher como provedores em parceria substituiu o homem como provedor; a esposa e mãe que trabalha fora do lar substituiu a mulher como dona do lar; a mãe como uma empregada profissional substituiu a mãe como cuidadora de suas crianças; “planejamento familiar” e “controle de natalidade” substituíram a grande família.

Dois fatores contribuíram significantemente para o sucesso do feminismo na subversão da estrutura e prática familiar que é baseada na Bíblia.

O primeiro fator é a covardia dos homens; sim, até mesmo homens cristãos. Até certo ponto é compreensível (mesmo assim vergonhoso) que homens não-cristãos se acovardassem diante das feministas e seus ataques contra eles e a família tradicional. Mas que homens cristãos, que tem a Palavra de Deus, igualmente tenham se rendido é realmente lamentável. Deus chamou homens para defenderam a Sua verdade no mundo e viverem Seus preceitos. Mas um olhar para o lar evangélico cristão mediano revelará que até mesmos eles foram largamente feminizados. Feministas radicais e anticristãs transformaram nossos lares, e os homens cristãos quase não objetaram contra isso, nem disputaram por esse santo território, que é o padrão familiar bíblico. E ainda, maridos e pais cristãos também demonstraram covardia ao serem incapazes de liderar e assumir a responsabilidade que Deus os entregou. Eles estiveram mais que dispostos a abrir mão da carga total de liderança e provisão para suas famílias; eles estiveram mais que alegres de compartilhar (ou despejar) essas cargas com (ou sobre) suas esposas. A família foi feminizada porque homens cristãos abandonaram seus postos.

O segundo fator é o silêncio e a passividade da igreja. A feminização da família ocorreu em boa parte porque a igreja na maior parte do tempo esteve em silêncio sobre a questão. A igreja não resistiu os ataques feministas com a espada da Palavra de Deus. Ao invés disso, e vergonhosamente, a igreja abandonou seu posto diante da investida feminista, e na verdade até absorveu várias ideias feministas. A igreja vem sendo cúmplice ao ensinar coisas como um casamento igualitário, “planejamento familiar”, e por apoiar a ideia de mulheres profissionais e mães trabalhando fora. Muito da culpa deve ser depositada aos pés de pastores e anciãos que ou foram enganados ou se acovardaram de pregar ou se posicionar pela verdade concernente à família como Deus a revelou na Sua Santa Palavra. Feministas tem sido bem sucedidas em alterar a família porque a igreja falhou em viver e ensinar a doutrina bíblica positiva sobre a família e não expôs, denunciou, e respondeu as mentiras das feministas.

Qual deve ser a nossa resposta como cristãos diante da feminização da família? Nossa resposta começa com o reconhecimento de que isso aconteceu. Negar o fato não nos fará bem algum. Então, devemos assumir a tarefa de “desfeminização” da família e da “re-Cristianização” da família. Essa tarefa é o dever de cada família cristã individualmente; mas é principalmente o dever de maridos e pais cristãos que foram escolhidos por Deus como líderes de seu lar. Homens devem liderar através de preceitos e exemplos na erradicação de todos os aspectos da influência feminista da vida e estrutura de suas famílias, e a restaurar segundo o padrão bíblico. Homens devem ser homens e tomar sobre si a carga total da responsabilidade confiada a eles por Deus. Homens devem parar de se intimidar com a retórica feminista e devem promover a ordem de Deus em suas famílias sem receio.

A tarefa de reconstrução da família de acordo com a Palavra de Deus também faz necessário que a igreja ensine fielmente o que a Bíblia diz sobre a família, e em muitos casos, a alterarem a estrutura de suas igrejas e ministérios (que também foram feminizados) para fortalecerem a família em vez de miná-la. Faz-se necessário que pastores e anciãos respeitam a instituição pactual da família, e parem de entregar o senhorio de suas famílias, e parem de perseguir aqueles homens que buscam uma “desfeminização” das suas próprias famílias. Faz-se necessário que pastores e anciãos sejam um exemplo para o rebanho na “desfeminização” das suas próprias famílias. E faz-se necessário que professores e pregadores com a coragem e a convicção de João Knox e João Calvino exponham as mentiras venenosas do dogma feminista e declararem e defendam o padrão bíblico para a família desde o púlpito.

Em Cristo,
Edmilson Santos
 
Notas:
1. Citado por Michael Levin em Feminism and Freedom [Feminismo e Liberdade] (New Brunswick, 1988), p. 19.
2. Idem.
3. Idem.
4. Nicholas Davidson, “Prefácio”, em Gender Sanity [Sanidade de Gênero], ed. Nicholas Davidson (New York, 1989), p. vi.
5. Citado por Rita Kramer em “The Establishment of Feminism” [Estabelecendo o Feminismo], em Gender Sanity [Sanidade de Gênero], p. 12 (ênfase acrescentada).
6. Levin, Feminism and Freedom [Feminismo e Liberdade], p. 277.

Tradução: Isaac Barcellos
Original: [ Darash Press ]
Fonte: [ Monergismo ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]

sábado, 5 de novembro de 2011

VIDA FINANCEIRA A DOIS

Grande parte dos problemas de relacionamento entre marido e mulher começa no dinheiro no excesso ou na falta dele. Quando a renda do casal não dá conta dos gastos do mês, o dia-a-dia tende a uma desagradável monotonia e qualquer proposta mais romântica que envolva gastos é cortada pela raiz. As dificuldades decorrentes dessa escassez geram conflitos entre os cônjuges, que nem sempre percebem que o problema é financeiro.

Por outro lado, quando a renda do casal é maior, raramente marido e mulher chegam a um acordo sobre seus hábitos de consumo e sobre a melhor maneira de administrar as finanças, o que também origina conflitos. Um reclama dos hábitos perdulários do outro, que, por sua vez, acha que muitas conquistas familiares estão sendo adiadas em razão dos desperdícios do parceiro. E os motivos para confrontos e discussões explosivas vão se acumulando.

Qual é o perfil de vocês?

Há basicamente cinco estilos de como lidar com o dinheiro. Vejam em qual vocês se enquadram.

POUPADORES: sabem que é importante guardar e, por isso, não se importam nem um pouco em restringir ao máximo os gastos atuais, para poupar o que for possível e conquistar a independência com muito dinheiro. Nem sempre suas intenções são compreendidas; frequentemente recebem críticas por serem mesquinhos ou avarentos, verdadeiros "Tios Patinhas". Pontos fortes: disciplina e capacidade de economizar. Pontos fracos: conformismo com um padrão de vida simples, restrições a novas experiências.

GASTADORES: para estes, a vida é medida pela largura, não pelo comprimento. É importante viver bem hoje, pois o amanhã pode não existir. Gastam toda a renda, às vezes um pouco mais. Gostam de ostentar, destacam-se pelas roupas caras, não se sentem incomodados em encarar um financiamento se o objetivo é ser feliz. A poupança acumulada, quando existe, é só para a próxima viagem. Seu estilo de vida faz sucesso entre os amigos. Pontos fortes: hábitos pouco rotineiros, abertura a novas tendências, muitos hobbies. Pontos fracos: insegurança em relação ao futuro, dependência extrema da estabilidade no emprego, aversão a controles, orçamentos e contas.

DESCONTROLADOS: não sabem quanto dinheiro entra nem percebem quando sai da conta. A cada mês, parece que o dinheiro dura menos. Estão sempre cortando gastos, mas nunca é o suficiente. Usam com freqüência o cheque especial ou pagam a conta do cartão de crédito apenas parcialmente, por falta de fundos. Em casa, não há a menor chance de se sentarem e se organizarem, pois têm coisas mais importantes para fazer. Pontos fortes: é possível identificar algum? Pontos fracos: indisciplina, propensão a conflitos, pagamento desnecessário de juros, desorientação.

DESLIGADOS: gastam menos do que ganham, mas não sabem exata-mente quanto. Poupam o que sobra, quando sobra. Viajam ou trocam de carro quando atingem um valor mais alto nos investimentos. Se não têm dinheiro na conta, parcelam a compra. Quando os extratos do banco chegam, vão para a gaveta sem ao menos ser abertos. A fatura do cartão de crédito é uma surpresa todo mês. Sempre acham que ainda é cedo para pensar em aposentadoria. Pontos fortes: folgas financeiras, espaço para reduzir gastos, se necessário. Pontos fracos: incapacidade de estipular e atingir objetivos, resistência a planos que exijam disciplina.

FINANCISTAS: são rigorosos com o controle de gastos, com o propósito de economizar. Nem sempre o objetivo é poupar; às vezes pretendem acumular para poder comprar mais pagando menos. Elaboram planilhas, andam com calculadora e lista de compras nos supermercados e shoppings, fazem estatísticas e projeções com quantidades e freqüência impressionantes. Entendem de investimentos, juros e inflação e são procurados por amigos e parentes para orientações. Pontos fortes: facilidade de desenvolver planos e colocá-los em prática, seleção crítica de investimentos, capacidade de empregar melhor o dinheiro. Pontos fracos: em geral são boicotados pela família, que não se conforma com tantas minúcias; se não souberem se fazer entender, tornam-se uns chatos.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Extraído do livro: Casais Inteligente Inriquecem Juntos

sábado, 29 de outubro de 2011

PASTORES E SEUS ESGOTAMENTOS FÍSICOS E MENTAIS


 Por: Pr. Alessandro Francisco da Silva


A atual conjuntura tem exigido do pastor, tomadas de decisões que em outras épocas não eram cogitadas. A cada dia fica mais comum  em nossas igrejas termos que lidar com assuntos como: eutanásia, tratamento com células tronco, inseminação artificial, aconselhamento de casal com filhos siameses, violência, desigualdade social e outros.
O pastor desse mundo pós- moderno além de lidar com as questões já mencionadas e outras não listadas, ainda tem que desenvolver diversas habilidades. Para poder corresponder com as necessidades do homem moderno, segundo Donald Price em seu livro Conflitos e Questões Polêmicas na Igreja, a sociedade e igreja cobra do  pastor que ele tenha:  mente erudita, coração de criança e pele de rinoceronte.

Amados sabemos que tais exigências não são possíveis, pois ninguém pode dar conta de tudo o tempo todo. Os desafios da atualidade têm gerado nos pastores desgastes que por sua vez podem ser somatizados trazendo consequências pessoais, familiares, financeiras, e para o reino. Tenho observado que existe um crescente número de pastores que vem desenvolvendo problemas de saúde devido o desgaste como cuidador ou demonstram a síndrome de Burnout ( descoberta na década de 70).
Burnout é uma expressão inglesa ("to burn out" que significa queimar por completo).  É um distúrbio psíquico de caráter depressivo, caracterizado pelo esgotamento físico e mental. O esgotamento está relacionado com o estresse causado pelo "trabalho como cuidador".
O ofício pastoral nada mais é que cuidar (espiritualmente, fisicamente etc.),  segundo Champlim a palavra pastor vem do hebraico que significa cuidar dos rebanhos. O portador da síndrome de Burnout se destaca pela  dedicação exagerada à atividade que exerce, no nosso caso o pastorado. O desejo de ser sempre melhor, ter altos desempenhos, o desejo de valorização pessoal faz com que a vida de cuidador (pastor) se torne uma obstinação e compulsão, levando a um desgaste emocional e físico.

Fisiopatologia do estresse: Em condições de estresse crônico, várias substâncias como cortisol e outros  são  lançados na corrente sanguínea, causando desequilíbrio. A maioria dos óbitos é causada por doenças no sistema cardiovascular e um dos fatores é o estresse.

Alguns sintomas dessa síndrome são:

Sintomas psicossomáticos: enxaqueca, dores musculares ou cervicais, gastrite, úlcera, diarréias, palpitações, hipertensão, suspensão do ciclo menstrual (na mulher), impotência (nos homens), baixo libido tanto nas mulheres quanto nos homens. 

Sintomas comportamentais: violência, drogadição medicamentosa, incapacidade de relaxar, mudanças abruptas de humor.
Comportamento de risco (suicídio: conversas que dizem que a vida não vale à pena e questionam: porque Judas não foi salvo? Tal conversa tem como alvo defender o suicídio).

Sintomas emocionais: alto nível de impaciência, distanciamento afetivo como forma de proteção do ego, freqüentes conflitos interpessoais, sentimentos de solidão, irritabilidade, ansiedade, baixa tolerância a frustração, dificuldade de concentração, impotência, declínio no desempenho profissional (pastorado), apatia e negação.
Essa síndrome geralmente é desenvolvida em pessoas que tiveram alto grau de esforço físico ou mental e tiveram ou não pequenos intervalos de descanso para se recuperarem fisicamente.

O que fazer?
 
Precisamos mudar nossa cultura, pois se não cuidarmos de nós mesmos como teremos condições de cuidar do próximo,... "Ame o próximo como a ti mesmo." - Marcos 12:31.
Muitas vezes dizemos para os membros da igreja buscar ajuda de um profissional e nos mesmos ignoramos isso. Os pensamentos geram os comportamentos, por isso que é de suma importância mudar tais fatores psíquicos e enxergar que não precisamos ser sempre 100%. Existe uma máxima em saúde mental: atrás de todo excesso se esconde uma doença. No nosso caso, pastores,  muitas vezes nos esquecemos que o próprio Deus teve seu momento de descanso, ele é o promotor dessa idéia, o descanso é fundamental para renovar nossas energias e nos deixa abertos para novas idéias e inovações. Com as energias renovadas  ficamos  mais dinâmicos. 

Viver sem estresse  é impossível, mas podemos minimizá-lo de algumas formas:

1) Tirar férias quando possível: O hábito de recarga das energias é importante para todos os seres vivos, mas algumas vezes deixamos de lado e alguns ficam vários anos sem investir em si através de alguns dias de férias. E outros, ainda quando o fazem querem levar membros na sua viagem de férias. Essa atitude por mais nobre que seja tira a privacidade da família pastoral.

2) Investir algum tempo à atividades que lhe proporcionem prazer: Muitas vezes parece quase pecado falar na igreja que temos um Hobby, pois falar de algo que nos dá prazer além de ir à igreja e ler a  palavra "ainda" é um tabu. Não podemos esquecer que o ministro e sua família precisam de algum tempo  de lazer. Pois esse tempo produzirá descanso mental e uma renovação mental espiritual. 

3) Evitar sedentarismo. O  sedentarismo tem sido a causa de doenças como: obesidade, diabetes, problemas cardiovascular, entre outros. A atividade física proporciona ao organismo uma ativação de substâncias que estimulam a circulação sanguínea, causando bem estar físico e mental. 

4) Evitar um ministério pautado na produção quantitativa: Somos frutos de uma sociedade competidora, ávida pelo sucesso e muitas vezes entramos nesta correria em busca de produção. Não podemos esquecer que a obra não é nossa e sim de Deus, e no demais nem sempre podemos ter como crescimento somente números, existem outros crescimentos além do quantitativo. Queremos produzir  para o reino e não viver uma vida de apenas ativismo "sacrificando" a nós mesmo, família e igreja.

Que Deus nos ajude a fazer uma bela obra para ele, e se possível com o mínimo de estresse. 

Em Cristo,
Edmilson Santos

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A IGREJA E SEUS DESAFIOS



Esta é uma época onde muitas pessoas divinizam a vontade do homem e humanizam Deus. A pós modernidade faz com que muitos destronem Deus, como autoridade absoluta, e entronizem ao próprio homem.

1) O desafio do antropocentrismo
Somos desafiados por um cristianismo centrado no homem, onde Deus se transforma num instrumento secundário que trabalha para realizar todos os gostos e vontades soberanas do homem. Muitos se acham no direito de viver determinando. É comum ouvirmos frases assim: “Eu determino, ou eu decreto…”. Muitos sentem-se como “Senhores ou senhoras do destino”.
Como lideres somos desafiados a falar da soberania Deus. Era isto que Paulo anunciava aos filipenses no capitulo 2:9-11: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Nosso grande desafio é declarar a esta geração que Deus permanece em seu trono, e que Ele deseja ser entronizado dentro dos nossos corações. 

2) O desafio do relativismo

O relativismo tem sua gênese no pensamento de Hegel, filosofo alemão. Em sua dialética Hegel ensinava que “….todo certo tem um pouco de errado, e todo errado tem um pouco de certo”. Essa forma de pensar foi evoluindo e chegou ao que chamamos de relativismo.
Segundo o relativismo, não há verdades absolutas, e assim, o padrão do certo ou errado esta vinculado a consciência de cada um. Influenciados pelo relativismo muitas pessoas passam a relativizar as verdades do cristianismo, mas contraditoriamente tornam absolutas muitas das suas próprias convicções.
O relativismo nos desafia a dizer a esta geração que Jesus é a sua verdade absoluta. Foi Ele quem disse em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”

3) O desafio do materialismo

O materialismo é uma filosofia que superestima o material, o físico e o palpável em detrimento do espiritual e do eterno. Os materialistas julgam o mundo espiritual como abstrato, secundário e como algo sem relevância, e acreditam que a essência da vida esta em acumular ou TER.
O materialismo estimula as pessoas a VIVEREM PARA TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico esta em VIVER PARA SER. Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e sal da terra em meio a uma geração que vive para ter.
Jesus encontrou pessoas materialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez das riquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foram capazes de trocar o materialismo pelos valores do reino.
O materialismo tem influenciado muitos discursos religiosos, fazendo com que muitas pessoas busquem em Deus recompensas meramente materiais.
Vivemos hoje testemunhando o auge da teologia triunfalista e da teologia da prosperidade. Estamos vendo adesões em massa, e provavelmente poucas conversões. Temos visto que muitos estão em busca das bênçãos materiais de Deus e não de Deus.
Somos desafiados pelo materialismo a anunciar para esta geração que seu estilo de VIVER PARA TER, não lhe trará satisfação interior. Esta geração necessita saber através de nós que sua sede e sua busca só será satisfeita quando ela aprender a desejar o Senhor como a corça suspira pelas águas. É esta sede que o salmista tem em seu coração no salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”
Somente a sede por Deus nos satisfaz, e não a sede por suas bênçãos.

Conclusão

O antropocentrismo, o relativismo e o materialismo são alguns dos grandes gigantes que nos desafiam nesta geração.
Porem, encontramos na história bíblica, o exemplo de que um grande gigante já foi derrubado com apenas uma pedrinha. Precisamos crer no poder do evangelho, pois esta é a nossa “pedrinha” para derrubar os gigantes ideológicos desta geração.
Como Davi se dispôs para enfrentar Golias, que nós sejamos capazes de nos dispor para servir ao Senhor da Seara. Ele esta conosco e nos ajudará a vencer os desafios desta época. 

Em Cristo,
Edmilson Santos

sábado, 22 de outubro de 2011

Quem cuidará das ovelhas em nossa ausência


Por: Enoque Caló

Base Bíblica: 1º Samuel 17.20
"Davi, pois, no dia seguinte, se levantou de madrugada, deixou as ovelhas com um guarda, e carregou-se e partiu, como Jessé lhe ordenara".
Como é bom galgar novos ambientes, novas funções e no caso de Davi que era um simples "cuidador" de ovelhas acredito que ele ficou super motivado em poder pisar novos lugares.
Seu pai o chama e pede para ele fazer um serviço de "office boy", levar alimentos para seus irmãos e para os oficiais do exército.  Voltando ao capitulo 16, podemos lembrar do Davi que fora convidado pelo servo para comparecer a Mesa de Jessé para que o Profeta Samuel completasse sua missão.
Fico feliz pela atitude de Davi, pois no capítulo 17 ele já havia recebido a unção de rei e como pode uma pessoa com a unção de rei, com a confirmação dada pelo próprio profeta diante da sua família, fazer serviço de office boy?
No ofício do dia-a-dia de Davi me chama atenção o cuidado que ele tinha com as ovelhas do seu pai, portanto fazer mais um favor para seu pai não ia adicionar nada de extravagante ou difícil, pois sempre cuidou das ovelhas e o fazia com toda responsabilidade.
Em convites diferentes do ofício que exercermos, corremos o risco de querer não voltar mais a fazer as coisas simples que fazíamos, pois pode demonstrar um retrocesso, uma recaída.
Interessante que no Cap. 16, Davi tinha sido indicado para ser músico do rei e o pequeno pastor de ovelhas agora se apresenta como músico da realeza. Tem acesso ao palácio. Sabe o que significa você sair do campo, dos estrumes de ovelhas para pisar nos mármores do palácio? A vida de Davi foi uma vida de convites. Convites para comparecer à mesa a fim de ser ungido a rei, convite para tocar no palácio, convite para levar "marmitex" para seus irmãos na guerra.
Se observarmos no Cap. 16 Davi cumpria seu ofício no palácio e voltava para sua velha atividade: cuidar de ovelhas. Esta era sua função e ele a exercia com propriedade e responsabilidade. No verso 20 do Cap. 17, percebo o cuidado, a destreza que Davi tinha com as ovelhas de seu pai, quando recebeu o convite de pisar lugares novos, de estar diante de novos desafios, porém não esqueceu de deixar suas ovelhas sobre o cuidado de outro pastor.
Os princípios que aprendo neste versículo é que devemos primeiro saber cuidar de nossas ovelhas, de ter responsabilidade por elas e mesmo que recebamos um convite para aumentar nossos termos, para conhecer novos lugares e desafios não podemos em hipótese alguma esquecer das nossas responsabilidades primárias.
Eu e você estamos preparados para novos desafios? Já preparamos alguém? Já discipulamos alguém para assumir as ovelhas em nossa ausência?
Lembro-me de uma conversa com um pastor de uma determinada igreja com centenas de membros, quando lhe perguntei se ele poderia fazer uma viagem de 30 ou 60 dias com sua família e a resposta foi: Lógico que não, você tá maluco? Quando eu voltar minha igreja estará dispersa.
Isto prova que temos dificuldade de preparar pessoas, de fazer discípulos para dar continuidade em nosso ministério e aprendo com Davi que colocar as ovelhas sobre a proteção de outra pessoa é a demonstração que estou preparado para vivenciar novos desafios.

Em Cristo,
Edmilson Santos

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O PREÇO DO DISCIPULADO

"E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc14: 27). 

Essa é uma das grandes particularidades da fé cristã. Na verdade, ser cristão não é apenas seguir algumas idéias religiosas ou tornar-se fiel de uma determinada igreja. Ser cristão é seguir uma pessoa, isto é, seguir a Jesus Cristo, o Filho de Deus. O cristão está disposto a fazer o que Cristo lhe ordena. Cristo é o Salvador daquele que crer, mas também deve ser o Senhor (chefe soberano, dono absoluto, proprietário) de sua vida.

Muitas pessoas foram atraídas a Cristo por causa de sua Palavra, de seus milagres, de seu poder, dos pães e peixes que multiplicou e distribuiu, mas poucos foram os que tiveram a disposição de renunciar a tudo por amor a Cristo, como fez Pedro: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos" (Lc 18:28).

O PREÇO DO MINISTÉRIO CRISTÃO NA PERSPECTIVA DE JESUS

Diferentemente de muitos pregadores da atualidade, Jesus jamais falou que segui-lo seria algo confortável e isento de sacrifícios. Ele jamais prometeu que aqueles que o seguissem seriam cercados de prosperidade material e saúde física. Esta não era a mensagem
de Jesus. Ao contrário, ele fazia questão de ressaltar que ser um crente traria consigo um custo que deveria ser calculado por aqueles que estavam se voluntariando a segui-lo (Lc 14.25-33). Jesus não estava satisfeito de as pessoas o seguirem pelas razões erradas, sem se darem conta do que realmente estavam fazendo e de como aquilo teria repercussões em sua vida pessoal e social.
Vejamos alguns aspectos do que significava o discipulado para Jesus:

1. Seguir o Senhor Jesus o requer submissão (Mt 4.19; 10.24,25; Jo 15.14). Não existe a opção Jesus como Salvador ou como Senhor. As duas coisas estão unidas e são inseparáveis. Os herdeiros do reino dos céus são conhecidos pela submissão ao senhorio de Deus (Mt 7.21). Vidas sem compromisso não são a marca daqueles que nasceram de novo.

2. Seguir o Senhor Jesus Implica discipulado (Mt 28.19,20; Lc 6.40) . Jesus não estava interessado em atrair milhares de espectadores. Ele não entretinha o seu auditório para mantê-lo confortável e animado. Jesus tinha em vista que aquele que o seguisse tivesse um coração de discípulo, isto é, desejo de aprender, sede pela Palavra, paixão por Deus e pelo seu reino e anelo por ser identificado com Cristo em palavras e ações.

3. Seguir o Senhor Jesus requer renúncia pessoal e priorização do reino de Deus em sua vida. "Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo" (Lc 9.23a). Negar-se a si mesmo significa reconstruir toda a vida e os projetos pessoais em torno da pessoa e dos interesses de Jesus e do seu
reino.

4. Seguir o Senhor Jesus requer disposição para o sacrifício. "...tome cada dia a sua cruz e siga-me' (Le 9.23b). Tomar a cruz significa estar disposto a pagar o preço por estar seguindo a Cristo; o preço da incompreensão, da zombaria e da perseguição por amor a Cristo. A cruz era instrumento de morte. Jesus nos convida a crucificarmos o EU e a levarmos sobre os nossos ombros a sua cruz, sabendo que muitas vezes o mundo não nos entenderá e nos criticará. A isso devemos responder vivendo uma vida marcada pela prática do bem, a fim de que as nossas boas obras sejam um testemunho da alegria de servir a Jesus (Mt 5.16; 1Pe 2.11,12).

5. Seguir o Senhor Jesus trará, no tempo certo, a sua recompensa. Hebreus 12.2 nos informa que Jesus suportou a cruz por causa da alegria da vitória que lhe estava assegurada. O crente em Cristo pode seguir a Cristo na certeza de que nada daquilo que ele fizer pelo seu Senhor será em vão (lCo 3.11-15; 1Co 15.58).

Em Cristo,
Edmilson Santos

domingo, 16 de outubro de 2011

"TIVE FOME E ME DESTE DE COMER (PARTE 2)


A IGREJA E O SER HUMANO NECESSITADO

Seguindo o exemplo de Jesus, a igreja também deve procurar viver um cristianismo preocupado com o sofrimento e as necessidades materiais humanas. Tocados pelo exemplo de Jesus, precisamos viver na prática o mandamento de amar ao próximo exemplificado pelo exemplo do nosso Senhor.

1. Precisamos estar atentos às pessoas necessitadas entre nós. Por mais rica que seja uma igreja, certamente haverá em sua membresia pessoas necessitadas. Não podemos fazer vistas grossas com relação aos nossos irmãos e irmãs que se assentam conosco para cultuar e que podem estar vivendo situações de fome,
miséria, pobreza de vestuário, precariedade de habitação ou desemprego.

2. Tomemos a iniciativa de suprir as necessidades das pessoas. Não esperemos que as pessoas muito necessitadas venham a nós pedindo uma ajuda. Se forem identificadas necessidades reais, então sejamos os primeiros a ajudar, garantindo o anonimato de quem recebe a nossa ajuda.

3. Não deixemos de fazer a nossa parte pessoal, desculpando-nos porque a nossa igreja tem um setor de ação social ou beneficência. A ajuda comunitária não nos isenta de sermos pessoalmente misericordiosos e solidários (Mt 25.34-40). Façamos muito enquanto igrejas, mas, também, façamos muito enquanto indivíduos.

4. Ajudemos sem recriminar o outro pelos motivos que causaram a sua necessidade. Ajudemos sem acusar, sem lançar em rosto a nossa ajuda.

5. "Dê o peixe e, se possível, também ensine a pescar". Ajude materialmente, mas se puder fazer algo mais representativo pela pessoa necessitada, faça-o como, por exemplo, ajudando-a a conseguir um emprego.

6. Ajude sem esperar nada em troca. Muitas vezes nos decepcionamos porque queremos ajudar e esperar o reconhecimento das pessoas. Lembremo-nos deque a gratidão não é a tendência natural do ser humano, mas, mesmo assim, vale a pena socorrer os necessitados (Lc 7.12-19). Também está errado ajudar quem precisa e cobrar dele como resposta a sua conversão.
Muitas igrejas fazem ação social pensando assim. Mas, tornar-se crente não é resultado de barganha ou caridade. A conversão é obra do Espírito Santo no coração do pecador. Se isso acontecer espontaneamente na vida da pessoa ajudada, então, "glória a Deus!"; se não, continuemos a ajudar mesmo assim.

CONCLUSÃO

Deixei isto para o final: Não esperemos apenas que Deus transforme a realidade material do mundo; façamos a nossa parte. Não vote em quem não tem compromisso com os pobres. Não eleja políticos que se envolveram em corrupção ou escândalos financeiros. Não venda ou troque o seu voto por objetos ou cestas básicas. Não apoie pessoas que vivem à custa da pobreza e miséria alheias. Como cristãos, vivamos uma vida sem esbanjamento nem ostentação. O exagero em termos de posses não combina com o filho de Deus. Viva dignamente, mas não faraonicamente. Use o seu dinheiro para socorrer e abençoar. Pense em quantas crianças pobres você pode ajudar comprando uma roupa nova ou material escolar; em quantos idosos carentes você poderia socorrer para diminuir a fome e as doenças por falta de remédios; em quantas crianças de rua poderiam ter um futuro menos sombrio se você as ajudasse com pelo menos um pouco. Não se desculpe, faça a sua parte para transformar o mundo e minorar a dor e o sofrimento daqueles que o cercam (Mt 5.16).

Em Cristo,
Edmilson Santos